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sábado, 16 de janeiro de 2016

Elisabetta Frezza: a teoria do gênero e os poderes deste mundo



Magnífica conferência da jurista italiana, Doutora Elisabetta Frezza, acerca da teoria do gênero e daqueles que a organizam e financiam, seus objetivos, estratégias e meios. Em italiano. Uma análise exaustiva, de grande rigor teórico.
Imperdível para os que compreendem o italiano. É longa, mas vale a pena.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Berggy e a religião mundial única



Todas as religiões são iguais: cada uma encontra deus a seu modo.
Ou seja, todas são falsas, principalmente o Catolicismo.
O sacrifício de Jesus Cristo na Cruz foi um inútil ato de fanatismo criptolefebvriano, que é melhor esquecer.

Eis as intenções do antipapa, pelas quais os fiéis deveriam rezar durante o falso Jubileu da falsa Misericórdia.

E o pior, como observa brilhantemente Maria Guarini em seu blog Chiesa e Post Concilio, é que a tal "única certeza" do antipapa no vídeo, "que somos todos filhos de Deus", não passa de um absurdo  segundo a doutrina católica: todos somos CRIATURAS de Deus, mas só a Fé em Jesus Cristo, nosso Deus e nosso Salvador, nos torna filhos de Deus, como aparece claro como o sol no Prólogo do Evangelho de São João: "Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos que o receberam, aos que creem em seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (Jo, 1, 11-13).

Vergonhoso.

Céu e inferno segundo Bergoglio


Sabemos que para o antipapa não há mais inferno, a não ser, talvez, para os católicos. Em compensação, o Céu não passa de umas intermináveis férias na Praia Grande.

Misericórdia!

domingo, 3 de janeiro de 2016

Antonio Socci e o desastre na popularidade de Jorge Bergoglio



Importante artigo de Antonio Socci sobre a queda maciça de popularidade do antipapa peronista, mesmo na Itália, onde ele é objeto de uma gigantesca campanha promocional junto à grande mídia. Traduzimos abaixo boa parte do texto. O original italiano pode ser lido aqui; há tradução francesa em Benoît et moi (aqui).


A bolha mediática do papa Bergoglio ainda existe. Principalmente nos salões dos que não creem. Mas entre os católicos, 2015 foi, em contrapartida, o ano do esvaziamento, como mostram os desastrosos números sobre a queda abrupta no afluxo de fiéis a seus encontros.

Até o jornal La Repubblica, embora discretamente, teve de admitir: "Os números oficiais fornecidos pelo Vaticano indicam que o início do Jubileu marcou até mesmo um refluxo. O número de peregrinos que participaram das audiências públicas com o papa no mês de dezembro, de fato, caiu sensivelmente em relação ao mesmo mês de 2014: menos 30%, dos mais de 461 mil de um ano atrás para 324 mil."

Menos 30% em um ano, é uma queda vertical. A mesma queda na presença ao Angelus papal: "150 mil peregrinos contra 390 mil no mesmo período de 2014."

A cerimônia de abertura do Jubileu, no dia 8 de dezembro, que foi acompanhada pela metade do público previsto (50 mil pessoas), também foi um fiasco.

La Repubblica escreveu que havia muita gente no Jubileu das famílias. Mas, nesse caso, o número foi inflado por uma razão extrabergogliana: a presença maciça em Roma de milhares de famílias do Caminho Neocatecuminal (as mesmas que encheram a praça de São João de Latrão no dia 20 de junho passado, [para a marcha das famílias*]).

O Vaticano, na realidade, está cada vez mais assustado, porque de dois anos para cá assistimos a uma verdadeiro abandono de Bergoglio.

Quiseram o Jubileu justamente para isso, para tentar inflar a presença de fiéis no Vaticano e demonstrar que "el pueblo unido" está com sua "Revolución".

Nas intenções do promotor do Ano Santo, este devia "maquiar" a derrota, que é, porém, ainda mais evidente quando consideramos esses três anos de papado como um todo (quando, entre outras coisas, não havia a desculpa do medo dos atentados, como em dezembro passado).

Três anos de queda

Nos números sobre a frequência às audiências papais fornecidos pela Prefeitura da Casa Pontifícia - como é tradição - para a centésima audiência de Bergoglio, o mais claro é a queda que se verificou entre o primeiro e o terceiro ano de seu pontificado: 1.548.500 presenças às 30 audiências de 2013, 1.199.000 presenças às 43 audiências de 2014 e - atenção - 400.100 presenças às 27 audiências que tiveram lugar até 26 de agosto de 2015.

Números pavorosos. E a tendência também é confirmada pelo cálculo da participação média nas audiências gerais (...).

O que significa isso? Que ao entusiasmo inicial dos primeiros meses sucedeu uma amarga decepção e, em consequência, o abandono dos encontros papais.

Trata-se de um fenômeno ainda mais espetacular se considerarmos a máquina de propaganda que há três anos vem mitificando o pontífice argentino e - ainda hoje - evita noticiar esse distanciamento maciço em relação ao papa Bergoglio.

Na Igreja, respondem que não se julga a fé pelos números. É verdade. Mas os números se tornam, ao contrário, extremamente importantes quando um pontificado pretende "revolucionar" o catolicismo, prometendo que, assim, trará as pessoas de volta à Igreja.

Quando se desmantela o ensinamento de sempre da Igreja e se proclama o que o mundo quer ouvir, porque - dizem eles - assim se fazem compreender e aceitar pelos homens de hoje, passa a ser obrigatório e decisivo verificar em seguida se o "homem de hoje" mordeu a isca.

Pois bem, acho que desta vez o desmentido dos fatos é espetacular. Os números que mencionei indicam um fracasso total.

Que depois a mídia continue a representar a era Bergoglio com tons triunfantes é algo que torna ainda mais imperativo ir verificar e dizer as coisas tais como são na realidade.

O Jubileu (um estranhíssimo Jubileu onde não se fala sequer em "indulgências" para não chatear os protestantes) foi desejado - como já disse - para camuflar esse abandono em massa.

Para isso, para atrair as pessoas, também se imaginou um acontecimento incompreensível, como a exposição em Roma do corpo de Padre Pio, mas também a canonização de Madre Teresa (dois santos que estão nos antípodas do papa da teologia da libertação).

Mas permanece o fiasco da pretensa "primavera" devida ao "efeito Bergoglio". Tanto que ele se pode observar também na prática dominical das paróquias.

Segundo os mais recentes dados do ISTAT, relativos a 2014, o segundo ano do pontificado bergogliano, a frequência à missa dominical na Itália caiu a 28,8%, quando sob Bento XVI estava acima de 30%.

Assim, existe o efeito Bergoglio, mas invertido: ele não atrai os distantes, mas afasta os próximos.

* Nota explicativa tirada da tradução francesa de Benoît et moi (NT).


Blanc de Saint-Bonnet e o cristianismo 2.0

Antoine Blanc de Saint-Bonnet (1815-1880)

Crer que se possa confiar a justiça e os direitos à simples vontade dos homens: eis o liberalismo; crer que seja possível confiar-lhes a verdade: eis o neocristianismo.
(Blanc de Saint-Bonnet, L'infaillibilité, Paris, NEL, 1956, p. 273)

Vale a pena ler os velhos católicos e suas polêmicas. Fica claro quão pouca novidade têm os Grandes Avacalhadores e os bergoglianos, e como é errado datar do Concílio Vaticano II a origem de todos os males da Igreja de hoje.

sábado, 2 de janeiro de 2016

O Cardeal Müller comenta as heresias bergoglianas


Em entrevista a Die Zeit (tradução francesa aqui e comentário de Socci aqui), o cardeal Müller respondeu à seguinte pergunta do jornalista:

O que dizer dos católicos que atacam o papa, chamando-o de herege?

Eis a resposta:

Não só por dever de ofício, mas também por convicção pessoal, tenho de contestar. Na definição teológica, é herege o católico que nega teimosamente uma verdade revelada e apresentada pela Igreja [also known as dogma]. Algo totalmente diferente acontece quando um ensinamento de fé oficialmente apresentado é talvez exprimido de maneira infeliz, enganosa ou vaga (!!). O magistério do papa e dos bispos não é superior à palavra de Deus, mas a serve. A constituição dogmática sobre a revelação divina do Concílio Vaticano II também sanciona isto.

Como nota Antonio Socci, Müller foi até o limite do possível. Um milímetro a mais e já estaria admitindo o que todos sabem: que Bergoglio é de fato herege polimorfo. Mas aí o cardeal alemão teria que pôr sobre os ombros a Cruz da inimizade dos poderosos deste mundo, que adotaram Jorge Bergoglio em troca do mais absoluto servilismo ao diktat wall-streetiano. E isso, ele muito provavelmente não está disposto a fazer.

Vale notar que a resposta do cardeal é, em si, absolutamente ridícula. Ou será que ele nos quer fazer crer que um cardeal jesuíta não sabe que  negar as penas eternas dos pecadores impenitentes e afirmar que a alma morre junto com o corpo é heresia das mais brabas! E quando contestado das mais diversas formas sobre o que declarou, o antipapa permaneceu calado. Ora, quem cala, consente, e esse silêncio transforma o que podia ser uma heresia meramente material em heresia formal. É a isso que se refere a definição de herege citada pelo cardeal, quando fala em teimosamente.

Mas não! Tudo isso é só um engano, uma expressão infeliz ou vaga!

Vá plantar batata, Cardeal. Kartoffel, no caso.

O que fica bem claro com a resposta de Müller é que o antipontificado do rotariano argentino está por um fio: a única coisa que o mantém ainda de pé é a covardia dos purpurados, que fazem todo tipo de contorcionismo e malabarismo para fingirem que não veem que o rei está nu. Mas isso vai durar até quando?