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sábado, 19 de setembro de 2015

Cardeal Elvis: Podemos permanecer tranquilamente com nossos pecados



Atenção!
Pornografia teológica explícita. Não aconselhável para menores de 7.000 anos.
Para estômagos fortes!


No vídeo acima, o nosso heliogabálico cardeal Elvis expõe sua visão das mudanças que o antipapa Francisco vem fazendo para destruir paterna, válida, lícita e misericordiosamente a Igreja de Cristo, até agora com amplo sucesso.

Na entrevista, dá gosto de ver o elegante cardeal distribuindo a torto e a direito os seus anátemas contra a Igreja, condenando os eremitas, a vida contemplativa solitária, fazendo piadas sobre o inferno (que notoriamente só existe para os católicos) e definindo alegremente o que será suprimido e o que fica na ex-Igreja Católica, como quem escolhe tomates na barraca da feira.

A cereja do bolo aparece a partir de 1:02:25, como a chave de ouro com que o felliniano prelado encerra a entrevista:

"Assim, podemos tranquilamente permanecer com nossos pecados e estar nas mãos de Deus e ter tranquilidade interior. Isto é muito importante, e se progride muito assim, porque então se entende o que Deus quer."

A Grande Avacalhação chega ao apogeu: Deus quer de nós que permaneçamos tranquilos no pecado.

Consummatum est.

Não há dúvida de que o cardeal Elvis tem o perfeito physique du rôle para ser o arauto de tão trimalciônica doutrina.

Ah, se essa peruquinha falasse! Quanta tranquilidade nos contaria!

2 comentários:

  1. Não há mais espaço na Igreja para a hierarquia, disse claramente o Cardeal no minuto 32:07. Confusão total (proposital) do conceito de igreja docente e igreja discente. Ora, sem essa distinção não há Igreja Católica. Tudo haver com aquela visão herética de que há um "sacerdócio" também do povo concorrente com os que receberam o sacramento da ordem, que no pós-concílio, está sob intenso ataque.

    No minuto 35:53 aquela velha deturpação do conceito teológico de misericórdia, onde o Cardeal esvazia a noção de pecado, pecado original, pecado mortal, penitência, salvação pelo mérito pessoal que colabora com a graça, etc. Terrível engano de que NSJC nos alertou quando nos advertiu severamente sobre os falsos profetas. Uma pseudo-doutrina perigosíssima, pois não admoesta o fiel acerca do gravíssimo risco de perdição eterna que corre a criatura racional ao não amar sobre todas as coisas, durante sua passagem pela terra, o Bem Sumo que é Deus Nosso Senhor e Criador, o qual, por justiça detém sobre sua criação direitos exclusivos e imprescritíveis. A doutrina do inferno é antes diretamente fundada nas próprias palavras de NSJC, mas é também um esforço teológico que prescruta, pela ação do Espírito Santo, as exigências metafísicas imprescindíveis que deve pautar a relação de amizade, submissão, reverência, obediência, amor e de temor reverencial e filial da criatura racional para com o Criador.

    Salvar-se, portanto, é ser justo, amando conhecendo e servindo a um Deus três vezes santo, por uma questão de pura justiça.

    Minuto 38:48: mais um golpe mais ou menos velado ao "processo de justificação". Ora, a Igreja sempre foi ao encontro do pecador, mas, advertindo-o de que a misericórdia exige, por justiça, o desprezo de si mesmo em razão do primeiro mandamento, a conversão. O pecador deve dar um passo em direção a Deus, submetendo-se a Ele. O pecado é sempre uma forma de idolatria, cujas consequências para a criatura racional são metafisicamente desastrosas. Por essa razão se explica os sofrimentos atrozes que NSJC teve que passar para nos redimir. As palavras (ensinamento) de Sua Eminência esvaziam completamente o drama da Redenção.

    Não vou comentar mais porque não tenho mais estômago e pela quantidade de erros doutrinários este comentário se estenderia demais dado o tempo total do vídeo. Mas fica um questionamento final: é ou não é o projeto acabado de destruição da doutrina católica que está sendo posto em prática? A religião única do anticristo?

    Este estado de coisas tem seu lado bom, pois é dos inimigos que vem a salvação!

    Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

    Ps.: Luis, o Cardeal usa mesmo peruca?

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  2. Belas análises, parabéns.
    É como você diz, um projeto acabado de destruição não só da doutrina, mas também da liturgia, da moral, de tudo o que passe perto da Igreja católica. No fundo, é a destruição de qualquer forma de dignidade. A fossa das Marianas morais.
    Quanto à peruquinha, esta é uma questão delicada que promete dividir o sinédrio. Este blog, porém, acredita que duvidar da existência da peruquinha não passa de uma tentativa invejosa de desestabilizar o pontificado de Jorge Bergoglio, desqualificando a mais pura flor do pós-concílio e a mais autêntica representação de sua misericórdia. No pasarán!

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