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domingo, 30 de agosto de 2015

Lacordaire responde à heresia de Jorge Bergoglio


Encontro no belíssimo livro de Garrigou-Lagrange, la Vie éternelle, dedicado ao estudo dos novíssimos, duas citações de Lacordaire no capítulo reservado à refutação da heresia bergogliana da aniquilação do pecador impenitente e da inexistência das penas eternas.

A primeira, à p. 153, refere-se à aniquilação:

"O pecador obstinado quer sua aniquilação, porque a aniquilação o livra de Deus (justo juiz) para sempre... Deus seria, assim, obrigado a desfazer o que fez e o que fez para ser para sempre... Não pereceria o universo e seria possível que uma alma perecesse, porque tal alma não teria querido conhecer a Deus!... Viverão as almas para sempre, obra mais preciosa do Criador; pudestes maculá-la, mas não destruí-la, e Deus, ao nelas apor o selo de sua justiça, porque o quisestes absolutamente, saberá delas fazer, até na perdição, signos da ordem e arautos de sua glória".

A segunda, às pp. 156-157, responde à objeção de que uma pena eterna iria contra a Sabedoria infinita de Deus. Depois de citar a mais do que célebre inscrição dantesca sobre as portas do inferno:

Per me si va nella città dolente,
Per me si va nell'eterno dolore,
Per me si va tra la perduta gente.


Giustizia mosse il mio alto fattore:
Fecemi la divina potestate,
La somma sapienza e il primo amore.


Lacordaire comenta:

"Se fosse apenas a justiça que tivesse cavado o abismo, haveria um remédio, mas foi o amor também, foi o primeiro amor que o fez:  eis o que acaba com toda esperança. Quando somos condenados pela justiça, podemos recorrer ao amor; mas quando somos condenados pelo amor, a quem recorreremos? É essa a sorte dos danados. O amor que deu seu sangue por eles, esse mesmo amor é o que os amaldiçoa. Claro! Um Deus terá vindo aqui embaixo por vocês, terá assumido a natureza de vocês, falado a língua de vocês..., tratado das feridas de vocês, ressuscitado os mortos de vocês... terá morrido, enfim, por vocês sobre uma cruz! E, depois disso, vocês acham que lhes será permitido blasfemar e rir e ir sem medo à farra de todas as volúpias! Ah, não, tirem o cavalinho da chuva, o amor não é uma brincadeira; não somos amados impunemente até a cruz. Não é a justiça que não tem misericórdia, é o amor. O amor, como sabemos até demais, é a vida ou a morte, e se trata do amor de um Deus, é a eterna vida ou a eterna morte".

(Ambas as citações do padre Lacordaire são de Conférences de Notre-Dame, 72 conf.)


2 comentários:

  1. Você poderia disponibilizar o artigo do jornal onde o Papa falou isso, pois se a gente passar isso para frente é bom poder mostrar a prova.

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    Respostas
    1. Neste artigo você pode encontrar a tradução das palavras de Bergoglio e o link do artigo original em La Repubblica, além da definição dogmática do dogma pertinente por Bento XII:.
      http://www.christeeleyson.com/2015/07/heresia-bergogliana-versus-doutrina.html

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