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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Existe seriedade na Igreja Católica de hoje?



Há 110 dias, declarava o antipapa, urbi et orbi, num dos maiores jornais da Europa, que os pecadores não vão para o inferno e que a alma não é imortal, duas asquerosas heresias.

Interpelado por um sem número de fiéis, o Vaticano não deu explicações.

O mesmo silêncio da parte dos cardeais - de todos os cardeais -, que, no entanto, vestem a púrpura em sinal de que estariam dispostos a dar o sangue pela Fé, a mesma Fé pisoteada pela declaração do antipapa.

Incrivelmente, o mesmo silêncio da parte até da Fraternidade São Pio X,  com toda a panca de grande defensora da Fé mais ortodoxa.

A pergunta vertiginosa que fica é: existe seriedade ainda na Igreja Católica?

Um comentário:

  1. Caro Luís,

    Inicio este meu humilde arrazoado, com aquela incerteza aterradora capaz de tirar qualquer um de sua ilusória tranqüilidade: “Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?”

    Ao que parece, as divinas palavras de Nosso Senhor, a cada dia que passa, tornam-se cada vez mais tangíveis aos nossos olhos.

    Vivemos o tempo da dissidência, mais precisamente, da dissidência da dissidência, na qual, em pouco tempo, poderá tornar-se a dissidência da dissidência da dissidência, e assim por diante, numa sucessão extenuante e desesperadora.

    A FSSPX é uma dissidência da Igreja pós-concílio. O grupo liderado por Dom Richard Williamson, chamado Resistência, é uma dissidência dessa dissidência. Você poderia perguntar-me, o que isto tem haver com este post?

    Até onde sei, esse grupo de Dom Williamson é praticamente o único no qual ainda podemos encontrar sacerdotes católicos (existem raríssimas exceções fora desse círculo), legitimamente ordenados, que não estão, como você bem observou, guardando aquele silêncio obsequioso, para não dizer, indecoroso, obsceno mesmo, diante do descalabro infernal instaurado pelo antipapa Francisco.

    Infelizmente, nos últimos anos, a FSSPX deixou-se levar pela sedução, pelo canto agourento vindo das hostes conciliares.

    Não há dúvida que a obra iniciada por Dom Marcel Lefebvre décadas atrás, tem hoje a sua continuidade através da ação corajosa de Dom Williamson. Dom Lefebvre jamais manteria diálogo algum, visando acordo de qualquer espécie, com esta abjeta instituição que se passa canhestramente por Igreja Católica. A Igreja visível, dizia Dom Lefebvre, está naqueles sacerdotes que guardam a unidade da Fé (V. http://www.beneditinos.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17:a-visibilidade-da-igreja-e-a-situacao-atual-&catid=3:dom-marcel-lefebvre&Itemid=59). Por tudo o que sabemos, através das Sagradas Escrituras, mediante as profecias legadas por inúmeros santos, e por meio das aparições da Virgem Maria, o rebanho final a ser resgatado por Nosso Senhor Jesus Cristo no Fim dos Tempos será reduzidíssimo, pois tantos serão os enganados que “Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.”

    Dia após dia, Dom Marcel Lefebvre agiganta-se, tornando-se como que um Santo Atanásio de nosso tempo. Impressiona como a realidade continuamente prova o quanto ele tinha razão. A Resistência, que mantém a chama legítima acessa por Dom Lefebvre, é um grupo muito pequeno comparado ao número dos soi disant católicos (e mesmo à já pequena FSSPX). Mas, possivelmente e mui tristemente, ela deverá reduzir-se ainda mais com o passar do tempo, pois há que se separar o joio do trigo. Neste sentido, as palavras inexpugnáveis de nossa Mãe Santíssima em La Salette servem para manter-nos despertos para o que está porvir: “Todo o universo será tomado de terror, e muitos se deixarão seduzir, porque não adoraram o verdadeiro Cristo vivo entre eles. Chegou a hora, o sol se obscurece, só a fé viverá”. Só a fé. A verdadeira fé.

    Vigiemos, para não cairmos nas ciladas de Satanás, e oremos, para que Nosso Senhor Jesus Cristo tenha misericórdia de todos nós.

    In Corde Jesu et Mariae, semper,

    Léo Oliveira

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