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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Marthe Robin e o sofrimento



Aprendemos a amar e só amamos de verdade no sofrimento e pelo sofrimento, pois o verdadeiro sofrimento se constrói, não nas delícias humanas da vida presente, mas no despojamento e na renúncia de si e sobre a cruz.
É fácil blasfemar a provação e proclamar os direitos do homem à felicidade. Longe de procurar compreender esse grande e divino mistério do sofrimento, a maioria dos homens desvia o rosto da dor, como se ela nada tivesse a nos ensinar de nobre, de justo e de válido. Mas a alma que uma vez se perguntou: "Por que um Deus sofredor?" sente, em oposição a tudo o que o raciocínio pensa diante do misterioso drama do sofrimento, que ele é sem dúvida seu melhor amigo e lhe traz as maiores riquezas que ela possa desejar.
Dizia Jesus das parábolas que elas eram feitas para iluminar os que querem aprofundá-las e cegar os que olham sem ver e ouvem sem compreender.O mesmo acontece com a dor. Ela escandaliza e revolta os que se fecham em si mesmos e santifica aqueles que se empenham em olhar para Jesus, em ter fé em Jesus, em amar Jesus, em tomar sua própria cruz com a cruz de Jesus e em caminhar atrás dele, com humildade e amor.
É a loucura da cruz, que consiste em extrair da morte a imortalidade, a glória da humilhação, a alma do nada, porque não cessa de nos gritar a vacuidade do que passa.
Ele aceitou voluntariamente o sofrimento e a cruz e a propõe a todos os seus irmãos neste mundo como meio único de santificação e de salvação.: "Se alguém quiser vir atrás de mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga."

(Marthe Robin, cit em Le Voyage immobile, pp. 62/63)

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