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domingo, 28 de junho de 2015

A primeira comunhão de Marilena Chauí



Parece que Marilena Chauí se converteu ao elvis-bergoglismo e andou não só comungando, mas servindo-se a si mesma na mesa do bandejão eucarístico pós-pós-conciliar de Itaquera (aqui).

No vídeo acima, a spinoziana neocomungante explica, em angelical estado de graça, a concepção bilderbergogliana da essência da religião que a fez converter-se:

"A religião ataca com aquilo que é próprio da religião: o ódio ao outro."

Deixando de lado o habitual analfabetismo teológico, próprio da filosofia uspiana, demonstrado nas palavras da professora, é preciso convir que, para um discurso de primeira comunhão, elas pelo menos são originais.

Chauí começa falando da cura gay, salta para o moralismo burguês, passa para a racionalidade científica, pula para a "pura transcendência" de Deus (e a Encarnação do Logos, esse pequeno detalhe do Cristianismo? o gato comeu?), dá uma cambalhota para definir, à la M. Homais, o religioso pelo ódio, volta tropeçando para uma ciência intimidada, para acabar mui beatamente comungando no self-service itaquerano.

Haja coerência.

Mas, pensando bem, para comunhão sacrílega, comungante blasfema. Tá certo eles.



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