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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Santa Catarina de Siena e a misericórdia bergogliana



Recebi, doce pai, a vossa carta com grande consolação e alegria, ao pensar que vos lembrais de tão vil e mísera criatura. Ouvi o que dizia. Respondo à primeira das três coisas que me perguntais: digo que seria bom que o nosso doce Cristo na terra [o papa Gregório XI] - creio e assim parece ante Deus - suprimisse duas coisas singulares, pelas quais a esposa de Cristo [a Igreja] se corrompe.

Uma é a excessiva ternura e solicitude dos pais, algo que convém singularmente que em tudo e por tudo seja mortificado.

A outra é a excessiva doçura baseada na excessiva misericórdia. Ai de mim, ai de mim, esta é a razão pela qual seus membros apodrecem: por não serem corrigidos. E Cristo tem especial aversão por três vícios perversos: a imundície [luxúria], a avareza e a soberba inflacionada, a qual reina na Esposa de Cristo, nos prelados que só pensam em delícias, em privilégios e em grande riqueza. Veem os demônios infernais levarem as almas de seus súditos e não se importam, porque se tornaram lobos, revendedores da divina graça.

Seria necessária uma forte justiça para corrigi-los, e por isso a excessiva piedade é imensa crueldade.

(Santa Catarina de Siena, Carta Ad dominum abbatem Lesantensem nuntium apostolicum in Tuscia)

O texto original em italiano pode ser lido aqui.

Palavras mais do que proféticas da santa Doutora da Igreja, padroeira da Itália e da Europa. Até parece que foram escritas assim que terminou a leitura da tenebrosa bula Misericordiae Vultus.



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