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sábado, 25 de abril de 2015

Jorjão e os parentes de Asia Bibi: vergonhosa afronta à Misericórdia



Todos os que dispõem de alguma luz, mesmo que fraquinha, sobre o que se passa no mundo sabem que é de extrema complexidade a questão das relações entre o Cristianismo e o Islã, e que nelas se misturam estratégias de poder que pouco têm de cristão ou de muçulmano. Para um brevíssimo panorama sobre o assunto, ver este interessante artigo publicado em Chiesa e Post Concilio.

Mas, seja qual for a informação de que disponha o antipapa acerca do caso de Asia Bibi, a mulher paquistanesa presa e condenada à morte por supostas blasfêmias contra o islamismo, sua conduta friíssima na praça de São Pedro para com os familiares da prisioneira não pode deixar de ser considerada vergonhosa, covarde e ultrajante.

Pois das duas uma: ou ele sabe alguma coisa que comprometa a credibilidade da história oficial sobre Asia Bibi, e neste caso, o seu silêncio diante do mundo é moralmente indefensável, ou nada consta contra a veracidade da história de martírio da paquistanesa, e neste caso os 15 segundos concedidos ao marido e à filha dela são uma afronta ao mais rudimentar senso de justiça e compaixão cristã, ou, numa palavra, uma afronta à MISERICÓRDIA.

Para posar com camisetas de clubes de futebol, a disponibilidade antipapal é infinita; para consolar os parentes de uma mártir cristã, nem meio minuto. Em compensação, para o diplomata homossexual que o governo francês quer forçar como embaixador na Santa Sé, foram concedidos 45 longos e calorosos minutos de audiência privada (aqui).

Jorjão mais uma vez vergonhoso. Parece maldição: por maior que seja a obsessão de sair sempre bem na foto, há sempre algo de vergonhoso em seus atos. Como uma marca bem visível e indelével, para que os que têm olhos para ver não se deixem enganar.




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