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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Procurador argentino conta quem é Jorge Bergoglio



Jack Tollers é procurador e tradutor argentino, com uma longa de série de obras publicadas.
O texto original inglês completo pode ser lido, em PDF, aqui. Há versão francesa em Benoît et moi.

Em seu artigo, extremamente duro, Tollers procura caracterizar Jorge Bergoglio para o público norte-americano. Começa com uma descrição um tanto rigorosa da Argentina, que nos faz imaginar o que diria do Brasil, para depois passar a descrever o antipapa portenho.

Eis a parte que se refere diretamente a Jorge Bergoglio:

Seus estudos nada têm de substancial. Os jesuítas daqui não têm professores dignos do nome, as matérias eram dadas de qualquer jeito, de maneira nada científica, a filosofia não era jamais ensinada de um modo decente (na melhor das hipóteses, apenas um Suárez mal digerido). As cadeiras de teologia haviam sido todas capturadas por jesuítas de má formação, inclinados a repetir o último livro de Teilhard ou de Rahner, ou até divulgar os últimos preceitos da Teologia da Libertação (a Nova Teologia jamais chegou até aqui, pouca gente lia o francês ou o alemão, e Santo Tomás era quase completamente ignorado). (...) Então, o que Bergoglio sabe? Com esse tipo de formação, praticamente nada. Nada de latim, nenhuma língua, aliás. Seu italiano é péssimo, nem uma palavra de inglês, nada de francês, para não falar de seu terrível espanhol! (Fico pensando que diabos ele estudou na Alemanha durante alguns meses, como consta, pois ele tampouco sabe alemão. E certamente não ganhou nenhum diploma por lá.) Então, como é que ele conseguiu eleger-se papa? É o que eu gostaria de saber. Tudo o que posso dizer é que ele é um exemplo perfeito de argentino, peronista e jesuíta da segunda metade do século XX. Pilantra (double-dealer) implacável, teve uma ascensão meteórica dentro da Companhia de Jesus: basta dizer que foi ordenado em 1969 e apenas quatro anos depois já governava todos os jesuítas da Argentina, como Provincial Superior! Depois de seis anos, tornou-se reitor do Colégio Máximo (...) e isso aconteceu de 1980 a 1986. Foi então que ele se desentendeu com quase todos os jesuítas do país, porque se opôs a Arrupe e à Congregação Geral n. 34 - e fez o jogo de João Paulo II. Assim, foi reabilitado pelo Vaticano e, com o apoio do bispo de Buenos Aires (Dom Quarracino) se tornou seu auxiliar (1992) e, por fim, bispo de Buenos Aires (1997). Em 2001, foi feito Cardeal e Primaz do seu país. Como se vê, fez o seu jogo direitinho e, por fim, conseguiu o que queria. O que não teria nenhuma importância, se não fosse o fato de que tal eleição é muito significativo do estado atual da Igreja Católica.

Pilantra implacável! E quem diz é um procurador e tradutor, ou seja, alguém que conhece ao mesmo tempo as leis e as palavras.

Esse artigo só veio reforçar o meu medo de que todo esse caos misericordioso vá acabar numa delegacia de Roma.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.


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