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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Padre Cantalamessa e a desonestidade espiritual

Padre Cantalamessa e pastores pentecostais abençoam Jorge Bergoglio

A igreja bergogliana tem um problema sério de legitimidade. Na guerra furiosa que trava contra a Tradição católica, que autoridade pode evocar para justificar seus desvarios? Não podem, é claro, contar com a autoridade dos Padres, dos Doutores, dos Papas e dos Concílios, que formam justamente a Tradição por eles odiada.

Ou melhor, não poderiam contar com ela, se fossem espiritualmente honestos.

É instrutivo o caso da homilia de hoje do melífluo e ultrabergogliano padre Cantalamessa no Vaticano (aqui).

Desautorizando a milenar versão latina do Glória, em que é anunciada a Paz aos homens de boa vontade (pax hominibus bonae voluntatis), o inefável franciscano acusa de pelagianismo - nada mais, nada menos - esse mais que glorioso texto bíblico, um dos pontos fortes da liturgia da Igreja durante séculos e séculos:

Se a paz fosse concedida aos homens por sua "boa vontade", então ela seria limitada a poucos, aos que a merecem; mas como é concedida pela boa vontade de Deus [?], pela graça, ela é oferecida a todos.

Muito bem. São Jerônimo, todos os santos que por todos esses séculos cantaram com devoção o Glória, mais o Concílio de Trento, que declarou o texto da Vulgata livre de erros doutrinários, todos eles errados. Só Bergoglio, o padre Cantalamessa e dom Braz de Elvis, com suas elegantes perucas, estão certos.

Mas o pior é que, depois desse coice contra a Tradição da Igreja, o inefável carismático encerra a sua homilia citando... quem? Neymar? Lady Gaga? Gugu Liberato? Não: Santa Teresa de Ávila, a ortodoxíssima doutora da Igreja, que Deus sabe quantas vezes terá rezado com místico fervor o texto ridicularizado por Cantalamessa.

Depois de avacalhar o Glória tradicional, o energúmeno sente que perdeu o pé e busca desesperadamente um apoio para a baboseira que falou. E onde mais poderia conseguir esse apoio, essa autoridade, senão justamente na Tradição ridicularizada?

Eis aí um exemplo perfeito da desonestidade espiritual da igreja bergogliana.

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