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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O catolicismo bergogliano não é uma religião séria


Com exceção da breve primavera do pontificado ativo de Bento XVI, os últimos 50 anos da Igreja desenvolveram-se sob a insígnia da pastoralidade, ou seja, da prioridade da prática sobre a teoria, da ação sobre o ser.

Começando com uma legítima preocupação, da parte de João XXIII, de delimitar o âmbito da discussão conciliar, o hiato entre pastoral e dogmático foi alargando-se cada vez mais durante a Grande Avacalhação pós-conciliar, para chegar agora ao báratro insondável, com o governo de Jorge Bergoglio no estado do Vaticano e a convocação do sinédrio contra a família.

Deixando de lado, porém, o obscuro e adocicado teologuês pós-conciliar, que significa, no dia-a-dia das pessoas, separar a doutrina da prática?

A resposta que qualquer cobrador de ônibus é capaz de dar é que aquele que diz uma coisa e faz outra não é um cara sério.

Falta seriedade à religião que diz respeitar o dogma, mas age como se ele não existisse.

Quem diz uma coisa e faz outra é hipócrita.

Que seriedade pode ter uma igreja que tem como dogma o extra Ecclesia nulla salus, mas ridiculariza o proselitismo; que professa o Deus Uno e Trino, mas tem um chefe que vai rezar na mesquita a Alá, o único e não trino; que proclama a indissolubilidade do matrimônio, mas permite o divórcio?

E que credibilidade pode ter uma instituição a que falte seriedade na sua mais alta hierarquia? Ou, pior ainda, que elevou a falta de seriedade e a hipocrisia à condição de superdogma intocável?

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