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sábado, 20 de dezembro de 2014

Leão XIII comenta a heresia bergogliana


Interessante comentário do papa Leão XIII acerca do bergoglismo (aqui). Está em sua carta apostólica Testem benevolentiae ao cardeal Gibbons. Igualmente interessante é que esta carta não aparece no site da Santa Sé:

O princípio subjacente a essas novas opiniões é que, para atrair com maior facilidade aqueles que dela diferem, a Igreja deva moldar seus ensinamentos de acordo com o espírito da época e afrouxar um pouco a sua antiga severidade e fazer concessões às novas opiniões. Muitos creem que tais concessões devam ser feitas não só quanto ao modo de vida, mas mesmo em relação às doutrinas que pertencem ao depósito da fé. Argumentam que seria oportuno, para conquistar os que diferem de nós, omitir certos pontos do ensinamento que são de menor importância e amenizar o significado que a Igreja sempre atribuiu a eles.
Não são necessárias muitas palavras, querido filho, para provar a falsidade dessas ideias, se tivermos em mente a natureza e a origem da doutrina proposta pela Igreja. Diz o Concílio Vaticano [I] acerca deste ponto: "Pois a doutrina da fé revelada por Deus não foi proposta como uma invenção filosófica a ser aperfeiçoada pelo engenho humano, mas entregue como um depósito divino à Esposa de Cristo para ser fielmente conservada e infalivelmente declarada. Por isso esse significado já declarado pela nossa Santa Madre Igreja deve ser perpetuamente conservado e jamais abandonado com a alegação ou pretexto de uma compreensão mais profunda dele" (Constitutio de Fide Catholica, capítulo IV).

No comentário dos leitores do blog do padre Z ao post de onde foi extraída a citação acima, duas pérolas:

O verdadeiro sentido da autoridade docente do Papa consiste em ser o advogado da memória cristã. O Papa não impõe de fora. Ao contrário, ele elucida a memória cristã e a defende.
(Bento XVI)

Primeiro convém lembrar que a Igreja está sempre em avanço em relação ao mundo. Esta é a razão pela qual dizem que ela ficou para trás no tempo. Ela discutiu tudo há tanto tempo, que as pessoas se esqueceram da discussão acerca desse ponto.
(Chesterton)

Um bom exemplo do que diz Chesterton é o problema do culto das imagens, bandeira dos neopentecostais, mas já exaustivamente discutido e resolvido na Igreja do século VIII.



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