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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Igreja fermento ou Igreja aplaudida? Bergoglio e a religião de baixa intensidade


Belo e corajoso artigo do padre Santiago Martín, fundador dos Franciscanos de Maria, sobre a atual catástrofe espiritual por que passa a humanidade e, em especial, a Igreja Católica (aqui o original espanhol, aqui a tradução francesa comentada em Benoît et moi). O título é Igreja fermento ou Igreja aplaudida?

O padre analisa as ideias do sociólogo italiano Luca Diotallevi acerca da "low intensity religion", religiões de baixa intensidade, que têm inundado o mercado nos últimos anos, da bruxaria aos carismáticos, dos neopentecostais ao skatismo. Caracterizam-se pela grande flexibilidade ao mal e pelas exigências ascéticas e espirituais nulas.

O fenômeno tornou-se pandêmico na Igreja Católica a partir do Concílio Vaticano II, embora suas origens remontem ao molinismo e ao jesuitismo do século XVII. E, como todos bem sabemos, assumiu dimensões apocalípticas com a renúncia de Bento XVI seguida da "eleição"  de Jorge Bergoglio ao governo do Vaticano.

Na Igreja, a vaga de baixa intensidade - também chamada de Catolicismo 2.0 ou Grande Avacalhação Pós-Conciliar - oferece esplêndidas possibilidades de marketing para os seus líderes, desde, é claro, que renunciem à ortodoxia e à ortopraxia e se curvem ao diktat dos senhores do mundo.

O artigo termina com as seguintes considerações do padre espanhol:

Não posso evitar de pensar nas tentações de Jesus no deserto. Naquela em que o demônio lhe oferece o mundo inteiro se se prostrar diante dele e adorá-lo. Jesus a rechaça e diz que só a Deus se deve adorar. Depois disso, a única opção possível para o Senhor era a Cruz, e esta não tardou a chegar. Tampouco posso evitar de pensar na parábola do grão de mostarda, do fermento na massa e da luz nas trevas. O Cristo que vai ser crucificado e que sabe disso porque se atreveu a rechaçar o maligno quer preparar os seus não só para a perseguição, mas também para que entendam qual há de ser a sua missão: fermento, luz, grão pequeno e humilde.

Bento XVI viu isso e falou muitas vezes a este respeito. Quis preparar a Igreja para que perdesse o medo de ser minoria e até para sofrer o martírio. Hoje as cosas são diferentes. Parece que se aspira a converter a Igreja numa religião de baixa intensidade, mas muito mais aplaudida, embora menos influente, porque não tem nada a dizer que não seja o que todos dizem e aplaudem. Claro, aos líderes desta nova Igreja estão dando o que o maligno prometera a Jesus: muito sucesso e popularidade.

Não podemos nem queremos estar com outra Igreja senão com a de Cristo, que está sempre protegida pelo Espírito Santo - esta é a nossa maior fonte de esperança e confiança - e por isso devemos preparar-nos para  o que tiver de vir. Entre uma Igreja aplaudida porque renuncia à ortodoxia e à ortopraxia e uma Igreja perseguida porque imita o Crucificado, escolho a segunda e peço a Deus que não me abandone se chegar a perseguição, para que possa dar testemunho dEle até o fim.


Amém, padre.
Ah, se tivéssemos pelo menos um cardeal com a fé e a coragem desse padre!

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