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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Bergoglio e a falsa citação de Santo Tomás More


Dando sequência ao seu ministério circense, Jorge Bergoglio deu ontem mais um de seus showzinhos para a grande mídia internacional, desmoralizando a Cúria romana em sua mensagem de fim de ano, com uma lista de 15 doenças que atingiriam os altos prelados romanos.

Nunca se viu uma descompostura tamanha, e em público, nos anais da Igreja.

Entre as acusações, não faltaram coisas realmente vis e baixas, como a insinuação genérica, pois nenhum nome é citado, de que os prelados que têm altos graus acadêmicos e desempenham funções internas levam uma vida dissoluta. Sic. Isso, é claro, acompanhado de um virulento ataque contra a maledicência.

Além de baixo, incoerente.

Chama a atenção também a referência a uma suposta oração de Santo Tomás More, mártir inglês, em que este se revelaria um precursor do bergoglismo, pedindo a Deus boa digestão e piadas. Bergoglio diz recitá-la todos os dias: "Me faz bem."

Só que é uma oração falsa, como salta aos olhos de quem tem noções mínimas sobre a vida e a espiritualidade do santo mártir inglês. Eis o que diz um comentador inglês sobre a tal oração (aqui):

[A oração] é descrita na internet, em francês e italiano (onde é particularmente popular) como sendo de "Thomas More". Não é nada disso, é claro. Thomas More compôs apenas um punhado de orações para um público mais amplo, inclusive sua muito comovente oração antes da execução. O inglês não é do século XVI. E há mesmo vestígios modernos, inclusive essa "coisa complicada chamada eu" (...). Outro problema é que o poema/oração parece ser muito mais conhecido na Europa continental. Provavelmente se trata de uma tradução inglesa de um texto do início do século XX escrito em alguma língua latina. Beach conheceu um italiano que aprendeu essa oração ("do grande More") na escola depois da Segunda Guerra Mundial. Parece que a falsa atribuição aconteceu em algum ponto entre o começo e meados do século e que ela foi, então, por fim traduzida para o inglês, nesses versos um tanto banais.

Parece que de cano de esgoto realmente não sai água limpa.

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