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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Beato Columba Marmion e o Natal



Qual é a graça íntima do mistério da Natividade? Qual é o fruto que devemos colher da contemplação de Cristo criança?

A própria Igreja  no-lo indica na primeira missa. Depois de ter oferecido o pão e o vinho que vão, em alguns instantes, tornar-se pela consagração o corpo e o sangue de Jesus Cristo, ela resume sus votos nestas súplicas: "Digne-se aceitar, Senhor, a oblação que vos apresentamos na solenidade de hoje e fazei com vossa graça que por meio desta troca santa e sagrada nos tornemos partícipes dessa divindade à qual, pelo Verbo, nossa substância humana é unida."

Pedimos para ter parte dessa divindade a que é unida a nossa humanidade. Produz-se como uma troca: Deus toma, ao se encarnar, a nossa natureza humana e nos dá, em troca, uma participação em sua vida divina.

Tornarmo-nos partícipes da divindade à qual a nossa humanidade foi unida na pessoa de Cristo e recebermos esse dom divino por essa humanidade mesma: - tal é, portanto, a graça vinculada à celebração deste mistério.

Como Vocês podem ver, é uma troca humano-divina: o Menino que nasce hoje é ao mesmo tempo Deus, e a natureza humana que Deus toma emprestada de nós deve servir de instrumento pelo qual Ele nos comunicará a sua divindade: "... como o Menino que acaba de nascer na natureza humana se manifesta também Deus, assim essa natureza terrestre (que Ele une a si) nos comunica o que é divino*."

* Secreta da missa da aurora.

(Dom Columba Marmion, Paroles de Vie en Marge du Missel, Maredsous, 1959, p. 28).

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