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sábado, 27 de dezembro de 2014

Ainda sem resposta as acusações de Antonio Socci



Meses depois de publicado o livro-bomba de Antonio Socci, Non è Francesco, as graves perguntas por ele levantadas acerca da legitimidade da renúncia de Bento XVI e da eleição de Jorge Bergoglio continuam sem resposta.

O máximo que se pode encontrar são argumentos do tipo:

Quem conhece a história da Igreja sabe que houve muitos Papas cuja eleição se deveu a manobras escusas. Querer anular a eleição de Bergoglio por tal razão é ingenuidade e ignorância.

A tal "resposta", que no fundo é só um jeito de mudar de assunto e evitar a pergunta, pode-se objetar que, ainda que possa ter havido maracutaia em eleições anteriores - o que resta por demonstrar, aliás -, isso não invalida as acusações presentes sobre a irregularidade no conclave que supostamente teria elegido Bergoglio. Se assim fosse, para que estabelecer normas para a eleição, se, por motivos históricos, sabemos que vale tudo mesmo? Além disso, não se podem alegar argumentos desse tipo contra uma regulamentação redigida há pouco tempo por João Paulo II, justamente para evitar esse tipo de negociata política revelada recentemente pelo livro The Great Reformer.

Mesmo diante desse vergonhoso silêncio, Antonio Socci não esmorece. Alguns dias atrás publicou um belo artigo sobre a deprimente descompostura passada por Berggy contra os cardeais da Cúria (aqui). Vale a pena ler, mesmo que seja só para sentir, em tempos de apostasia covarde e silenciosa, que ainda há coragem e honestidade intelectual entre os fiéis católicos. Apesar de Bergoglio.

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