Pesquisar este blog

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Entra Bergoglio, sai Cristo


Segundo o cardeal Barbarin, arcebispo de Lyon, França, a frase que teria garantido a eleição de Bergoglio no conclave de 2013 seria esta, pronunciada em seu discurso no pré-conclave (aqui):

Tenho a impressão de que Jesus tenha sido fechado dentro da Igreja e que bata porque quer sair, quer ir embora.

Não é preciso ser psicólogo profundo para perceber a natureza projetiva dessas palavras: quem estava louco para sair da Igreja não era Cristo, é claro, mas Jorge Bergoglio. Uma vez eleito, resolveu radicalizar a ideia. Em vez de sair, resolveu destruí-la para obrigar todos a saírem.

Resultado: parece que, hoje sim, Cristo Nosso Salvador não quer ficar na Igreja de Bergoglio. A famosa fumaça de Satanás está tão negra e tão espessa, que não dá mais para respirar. É preciso sair.

Mas ir aonde?

Para a Igreja Católica, é claro. Só ela tem palavras de vida eterna. Mas sem Bergoglio.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Bergoglio difama os cardeais defensores da doutrina


Interessante artigo de Benoît et moi,  À la limite de la diffamation, acerca de uma entrevista dada pelo vaticanista francês Nicolas Diat a Le Journal du Dimanche, órgão da mídia bilderbergogliana, sobre a bronca dada por Berggy aos cardeais da Cúria romana.

Nela, afirma Diat que a histórica descompostura está no limite da difamação.

Não acho. Na verdade, ela ultrapassou em muito esse limite.

Senão, vejamos a doença número 8, esquizofrenia existencial, segundo Jorge Bergoglio:

8. A doença da esquizofrenia existencial. É a enfermidade dos que vivem uma vida dupla, fruto da hipocrisia típica do medíocre e do progressivo vazio espiritual que doutorados e títulos acadêmicos não podem preencher. Uma doença que atinge amiúde os que, abandonando o serviço pastoral, se limitam aos trabalhos burocráticos, perdendo, assim, o contato com a realidade, com as pessoas concretas. Criam assim um mundo paralelo só delas, de onde retiram tudo o que ensinam severamente aos outros, e começam a viver uma vida oculta e muitas vezes dissoluta.

Se considerarmos que o universo dos cardeais é bastante limitado; que dentre eles os que se retiraram do serviço pastoral são ainda menos numerosos; e que, nesse subgrupo, os que têm carreira acadêmica brilhante e opiniões rígidas são meia dúzia de gatos pingados, vemos que as pesadas acusações apontam para um número muito restrito de pessoas, e equivalem quase a uma acusação pública pessoal.

Curiosamente, no seleto grupo dos suspeitos, estão dois dos maiores opositores da Grande Avacalhação proposta por Bergoglio no sinédrio contra a família: o cardeal Burke e o cardeal Muller.

Diz que levam uma vida dissoluta. Assim mesmo, na cara dura, sem nenhuma prova.

Isso não é só difamação. É terrorismo.





Qual a religião de Bergoglio?


O bergoglismo é um luteranismo neopentecostal islâmico judaizante pró-gay, rotariano, peronista, comunista e capitalista.
Sem esquecer, é claro, o tango, o futebol, o churrasco, o bom vinho e os demais prazeres da vida.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Cascas de banana e princípio de não contradição


Recentemente, em uma de suas homilias circenses em Santa Marta, Berggy soltou mais uma de suas pérolas:

"Às vezes, quando vejo um cristão muito rígido, penso: Senhor, jogue-lhe uma casca de banana..."

Em meio à cotidiana enxurrada de tolices despejada por Berggy no ventilador da grande imprensa, mais esse pensamento boçal poderia passar despercebido. Mas pelo menos tem ele um mérito: mostra bem a clara contradição entre bergoglismo e catolicismo.

Se o católico vê um pecador, deseja a sua conversão; Bergoglio, quando vê um católico, quer a sua queda.

A e ~A.

Para defender o catolicismo de Bergoglio, hoje, o grande obstáculo é o princípio de não contradição.

Ainda sem resposta as acusações de Antonio Socci



Meses depois de publicado o livro-bomba de Antonio Socci, Non è Francesco, as graves perguntas por ele levantadas acerca da legitimidade da renúncia de Bento XVI e da eleição de Jorge Bergoglio continuam sem resposta.

O máximo que se pode encontrar são argumentos do tipo:

Quem conhece a história da Igreja sabe que houve muitos Papas cuja eleição se deveu a manobras escusas. Querer anular a eleição de Bergoglio por tal razão é ingenuidade e ignorância.

A tal "resposta", que no fundo é só um jeito de mudar de assunto e evitar a pergunta, pode-se objetar que, ainda que possa ter havido maracutaia em eleições anteriores - o que resta por demonstrar, aliás -, isso não invalida as acusações presentes sobre a irregularidade no conclave que supostamente teria elegido Bergoglio. Se assim fosse, para que estabelecer normas para a eleição, se, por motivos históricos, sabemos que vale tudo mesmo? Além disso, não se podem alegar argumentos desse tipo contra uma regulamentação redigida há pouco tempo por João Paulo II, justamente para evitar esse tipo de negociata política revelada recentemente pelo livro The Great Reformer.

Mesmo diante desse vergonhoso silêncio, Antonio Socci não esmorece. Alguns dias atrás publicou um belo artigo sobre a deprimente descompostura passada por Berggy contra os cardeais da Cúria (aqui). Vale a pena ler, mesmo que seja só para sentir, em tempos de apostasia covarde e silenciosa, que ainda há coragem e honestidade intelectual entre os fiéis católicos. Apesar de Bergoglio.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Beato Columba Marmion e o Natal



Qual é a graça íntima do mistério da Natividade? Qual é o fruto que devemos colher da contemplação de Cristo criança?

A própria Igreja  no-lo indica na primeira missa. Depois de ter oferecido o pão e o vinho que vão, em alguns instantes, tornar-se pela consagração o corpo e o sangue de Jesus Cristo, ela resume sus votos nestas súplicas: "Digne-se aceitar, Senhor, a oblação que vos apresentamos na solenidade de hoje e fazei com vossa graça que por meio desta troca santa e sagrada nos tornemos partícipes dessa divindade à qual, pelo Verbo, nossa substância humana é unida."

Pedimos para ter parte dessa divindade a que é unida a nossa humanidade. Produz-se como uma troca: Deus toma, ao se encarnar, a nossa natureza humana e nos dá, em troca, uma participação em sua vida divina.

Tornarmo-nos partícipes da divindade à qual a nossa humanidade foi unida na pessoa de Cristo e recebermos esse dom divino por essa humanidade mesma: - tal é, portanto, a graça vinculada à celebração deste mistério.

Como Vocês podem ver, é uma troca humano-divina: o Menino que nasce hoje é ao mesmo tempo Deus, e a natureza humana que Deus toma emprestada de nós deve servir de instrumento pelo qual Ele nos comunicará a sua divindade: "... como o Menino que acaba de nascer na natureza humana se manifesta também Deus, assim essa natureza terrestre (que Ele une a si) nos comunica o que é divino*."

* Secreta da missa da aurora.

(Dom Columba Marmion, Paroles de Vie en Marge du Missel, Maredsous, 1959, p. 28).

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Bergoglio e a falsa citação de Santo Tomás More


Dando sequência ao seu ministério circense, Jorge Bergoglio deu ontem mais um de seus showzinhos para a grande mídia internacional, desmoralizando a Cúria romana em sua mensagem de fim de ano, com uma lista de 15 doenças que atingiriam os altos prelados romanos.

Nunca se viu uma descompostura tamanha, e em público, nos anais da Igreja.

Entre as acusações, não faltaram coisas realmente vis e baixas, como a insinuação genérica, pois nenhum nome é citado, de que os prelados que têm altos graus acadêmicos e desempenham funções internas levam uma vida dissoluta. Sic. Isso, é claro, acompanhado de um virulento ataque contra a maledicência.

Além de baixo, incoerente.

Chama a atenção também a referência a uma suposta oração de Santo Tomás More, mártir inglês, em que este se revelaria um precursor do bergoglismo, pedindo a Deus boa digestão e piadas. Bergoglio diz recitá-la todos os dias: "Me faz bem."

Só que é uma oração falsa, como salta aos olhos de quem tem noções mínimas sobre a vida e a espiritualidade do santo mártir inglês. Eis o que diz um comentador inglês sobre a tal oração (aqui):

[A oração] é descrita na internet, em francês e italiano (onde é particularmente popular) como sendo de "Thomas More". Não é nada disso, é claro. Thomas More compôs apenas um punhado de orações para um público mais amplo, inclusive sua muito comovente oração antes da execução. O inglês não é do século XVI. E há mesmo vestígios modernos, inclusive essa "coisa complicada chamada eu" (...). Outro problema é que o poema/oração parece ser muito mais conhecido na Europa continental. Provavelmente se trata de uma tradução inglesa de um texto do início do século XX escrito em alguma língua latina. Beach conheceu um italiano que aprendeu essa oração ("do grande More") na escola depois da Segunda Guerra Mundial. Parece que a falsa atribuição aconteceu em algum ponto entre o começo e meados do século e que ela foi, então, por fim traduzida para o inglês, nesses versos um tanto banais.

Parece que de cano de esgoto realmente não sai água limpa.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Quem tem razão: Bergoglio ou vinte séculos de Igreja Católica?


Se Bergoglio está certo, vinte séculos de Igreja estão errados, com sua multidão de santos, doutores, mártires e místicos inspirados pelo Espírito Santo.
Quem terá razão?
Um doce para quem acertar.

Um espírito que provoca ansiedade: a eleição de Bergoglio



Mais um importante artigo de Antonio Socci sobre as estranhíssimas circunstâncias que envolveram a eleição de Jorge Bergoglio à cátedra de Pedro (aqui).

Entre outras coisas, a descrição  dos sentimentos do mufti de Roma depois da eleição, feita pelo próprio:

Declarou Bergoglio: "quando o Conclave me elegeu Papa, antes de aceitar pedi para me retirar por alguns minutos na sala ao lado da do balcão que dá para a praça. A minha cabeça estava completamente vazia e me havia invadido uma grande ansiedade. Para fazê-la passar e relaxar, fechei os olhos e todos os pensamentos desapareceram, mesmo o de recusar o cargo, o que, aliás, o procedimento litúrgico permite. Fechei os olhos e não senti mais nenhuma ansiedade ou emotividade.
Até que, prosseguiu Bergoglio, "me levantei de repente e me dirigi à sala onde me aguardavam os cardeais e a mesa sobre a qual estava o ato de aceitação. Eu o assinei, o cardeal Camerlengo também e em seguida, no terraço, houve o Habemus Papam.

Cabeça vazia, grande ansiedade... estranhas reações para quem acaba de ser sagrado pelo Espírito Santo... Os tratados de espiritualidade garantem que a chegada do Espírito Santo é sempre acompanhada de paz e serenidade...

Das duas uma: ou Bergoglio é o maior santo da história, deixando longe para trás São Paulo, Santo Agostinho, São Gregório, Santo Ambrósio, São Francisco, Santo Tomás e demais santos reacionários, neopelagianos e criptolefebvrianos, ou é um picareta de proporções apocalípticas.

Não chega a ser um dilema. Tenho certeza de que, com um pouco de reflexão, até os fãs do Edir Macedo conseguem achar a resposta.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Braz de Elvis e as noviças rebeldes nonagenárias da LCWR


Nosso elegantérrimo Braz de Elvis, também conhecido como o cardeal Blue Swede Shoes, aproveitou a festinha de lançamento de sua nova coleção outono-inverno de perucas (um luxo!) para acabar com essa investigação neopelagiana contra a LCWR, uma associação de freiras americanas entusiastas do aborto, do casamento gay e de todo tipo de heresia politicamente correta e devidamente aprovada por Wall Street.

O grupo de rebeldes nonagenárias, que bem representa o futuro da igreja bergogliana, foi homenageado ao final com uma salva de palmas e uma doação de cerca de 20 toneladas de fraldas geriátricas para suas necessidades espirituais mais imediatas.

Leão XIII comenta a heresia bergogliana


Interessante comentário do papa Leão XIII acerca do bergoglismo (aqui). Está em sua carta apostólica Testem benevolentiae ao cardeal Gibbons. Igualmente interessante é que esta carta não aparece no site da Santa Sé:

O princípio subjacente a essas novas opiniões é que, para atrair com maior facilidade aqueles que dela diferem, a Igreja deva moldar seus ensinamentos de acordo com o espírito da época e afrouxar um pouco a sua antiga severidade e fazer concessões às novas opiniões. Muitos creem que tais concessões devam ser feitas não só quanto ao modo de vida, mas mesmo em relação às doutrinas que pertencem ao depósito da fé. Argumentam que seria oportuno, para conquistar os que diferem de nós, omitir certos pontos do ensinamento que são de menor importância e amenizar o significado que a Igreja sempre atribuiu a eles.
Não são necessárias muitas palavras, querido filho, para provar a falsidade dessas ideias, se tivermos em mente a natureza e a origem da doutrina proposta pela Igreja. Diz o Concílio Vaticano [I] acerca deste ponto: "Pois a doutrina da fé revelada por Deus não foi proposta como uma invenção filosófica a ser aperfeiçoada pelo engenho humano, mas entregue como um depósito divino à Esposa de Cristo para ser fielmente conservada e infalivelmente declarada. Por isso esse significado já declarado pela nossa Santa Madre Igreja deve ser perpetuamente conservado e jamais abandonado com a alegação ou pretexto de uma compreensão mais profunda dele" (Constitutio de Fide Catholica, capítulo IV).

No comentário dos leitores do blog do padre Z ao post de onde foi extraída a citação acima, duas pérolas:

O verdadeiro sentido da autoridade docente do Papa consiste em ser o advogado da memória cristã. O Papa não impõe de fora. Ao contrário, ele elucida a memória cristã e a defende.
(Bento XVI)

Primeiro convém lembrar que a Igreja está sempre em avanço em relação ao mundo. Esta é a razão pela qual dizem que ela ficou para trás no tempo. Ela discutiu tudo há tanto tempo, que as pessoas se esqueceram da discussão acerca desse ponto.
(Chesterton)

Um bom exemplo do que diz Chesterton é o problema do culto das imagens, bandeira dos neopentecostais, mas já exaustivamente discutido e resolvido na Igreja do século VIII.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Padre Cantalamessa e a desonestidade espiritual

Padre Cantalamessa e pastores pentecostais abençoam Jorge Bergoglio

A igreja bergogliana tem um problema sério de legitimidade. Na guerra furiosa que trava contra a Tradição católica, que autoridade pode evocar para justificar seus desvarios? Não podem, é claro, contar com a autoridade dos Padres, dos Doutores, dos Papas e dos Concílios, que formam justamente a Tradição por eles odiada.

Ou melhor, não poderiam contar com ela, se fossem espiritualmente honestos.

É instrutivo o caso da homilia de hoje do melífluo e ultrabergogliano padre Cantalamessa no Vaticano (aqui).

Desautorizando a milenar versão latina do Glória, em que é anunciada a Paz aos homens de boa vontade (pax hominibus bonae voluntatis), o inefável franciscano acusa de pelagianismo - nada mais, nada menos - esse mais que glorioso texto bíblico, um dos pontos fortes da liturgia da Igreja durante séculos e séculos:

Se a paz fosse concedida aos homens por sua "boa vontade", então ela seria limitada a poucos, aos que a merecem; mas como é concedida pela boa vontade de Deus [?], pela graça, ela é oferecida a todos.

Muito bem. São Jerônimo, todos os santos que por todos esses séculos cantaram com devoção o Glória, mais o Concílio de Trento, que declarou o texto da Vulgata livre de erros doutrinários, todos eles errados. Só Bergoglio, o padre Cantalamessa e dom Braz de Elvis, com suas elegantes perucas, estão certos.

Mas o pior é que, depois desse coice contra a Tradição da Igreja, o inefável carismático encerra a sua homilia citando... quem? Neymar? Lady Gaga? Gugu Liberato? Não: Santa Teresa de Ávila, a ortodoxíssima doutora da Igreja, que Deus sabe quantas vezes terá rezado com místico fervor o texto ridicularizado por Cantalamessa.

Depois de avacalhar o Glória tradicional, o energúmeno sente que perdeu o pé e busca desesperadamente um apoio para a baboseira que falou. E onde mais poderia conseguir esse apoio, essa autoridade, senão justamente na Tradição ridicularizada?

Eis aí um exemplo perfeito da desonestidade espiritual da igreja bergogliana.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Bergoglio já foi afastado por loucura e desobediência


É o que conta Sandro Magister em seu blog (aqui).

Em livro recém-publicado na Argentina por Javier Cámara e Sebastián Pfaffen, Aquel Francisco, é contada a história dos dois mais obscuros anos da vida do mufti de Roma, 1992 e 1993.
Depois de ter sido Provincial dos jesuítas na Argentina, Bergoglio foi afastado do cargo e mandado para a cidade interiorana de Córdoba. Ele havia se desentendido com dois dos seus sucessores e também com o Geral dos jesuítas em Roma.

A explicação que corria entre os jesuítas para o seu "exílio" em Córdoba era simples: Berggy estava louco.

O que não chega a surpreender os que acompanham a triste sequência de vexames e despautérios que ele acumula como governante do Vaticano.
Outra explicação aventada no livro seria a de que, mesmo já longe do poder, Bergoglio insistia em dar as cartas, conduzindo uma espécie de governo paralelo na Companhia de Jesus.

Provavelmente as duas explicações estão certas. Bergoglio sempre me passou  ao mesmo tempo uma sensação de desequilíbrio mental e de obsessão pelo poder.

O resultado todos podem ver.

Coitados de nós.

Seria interessante saber a opinião de um canonista sobre o que se pode fazer em caso de papa ensandecido. Só por curiosidade.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O catolicismo bergogliano não é uma religião séria


Com exceção da breve primavera do pontificado ativo de Bento XVI, os últimos 50 anos da Igreja desenvolveram-se sob a insígnia da pastoralidade, ou seja, da prioridade da prática sobre a teoria, da ação sobre o ser.

Começando com uma legítima preocupação, da parte de João XXIII, de delimitar o âmbito da discussão conciliar, o hiato entre pastoral e dogmático foi alargando-se cada vez mais durante a Grande Avacalhação pós-conciliar, para chegar agora ao báratro insondável, com o governo de Jorge Bergoglio no estado do Vaticano e a convocação do sinédrio contra a família.

Deixando de lado, porém, o obscuro e adocicado teologuês pós-conciliar, que significa, no dia-a-dia das pessoas, separar a doutrina da prática?

A resposta que qualquer cobrador de ônibus é capaz de dar é que aquele que diz uma coisa e faz outra não é um cara sério.

Falta seriedade à religião que diz respeitar o dogma, mas age como se ele não existisse.

Quem diz uma coisa e faz outra é hipócrita.

Que seriedade pode ter uma igreja que tem como dogma o extra Ecclesia nulla salus, mas ridiculariza o proselitismo; que professa o Deus Uno e Trino, mas tem um chefe que vai rezar na mesquita a Alá, o único e não trino; que proclama a indissolubilidade do matrimônio, mas permite o divórcio?

E que credibilidade pode ter uma instituição a que falte seriedade na sua mais alta hierarquia? Ou, pior ainda, que elevou a falta de seriedade e a hipocrisia à condição de superdogma intocável?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Concílio pastoral e Mineirão


Falam os bergoglianos de boca cheia da prioridade do pastoral sobre o dogmático no pós-Concílio V2, esquecendo-se que é justamente no plano pastoral, e não da doutrina, que o Concílio se revelou mais desastroso.

Historicistas, não veem que, se há uma lição da história no século XX, é o fracasso da Igreja conciliar.

Comparável só aos 7 a 1 do Mineirão.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Textos do blog Chiesa e post Concilio traduzidos para o português


Este vosso servo acaba de traduzir do italiano para o português um dos "editoriais" do blog Chiesa e Post Concilio, da professora e teóloga romana Maria Guarini, grande defensora da causa da Tradição e da Liturgia em tempos de barbárie bergogliana.

Chiesa e Post Concilio é blog de referência em toda a Internet, pelos artigos que cobrem desde temas de teologia e filosofia, até as atualidades, sempre com os comentários de "mic" e de muitos outros valorosos católicos italianos e europeus. Alto nível.

A tradução de hoje será seguida por outras, o que permitirá aos muito hipotéticos  leitores brasileiros deste blog acompanharem a discussão da atual crise  da Igreja vista por olhos de gente competente e iluminada pela sã doutrina católica..

O texto chama-se Nec Plus Ultra e traça os limites do que pode ser tolerado da parte dos fiéis que mantêm certo amor à Tradição da Igreja Católica Apostólica Romana (aqui).

Must read..


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Bergoglio revela a La Nación a solução para os divorciados recasados


Da última entrevista de Berggy para La Nación:

Não é solução se lhes vão dar a comunhão. Só isso não é a solução: a solução é a integração. Não estão excomungados, é verdade. Mas não podem ser padrinhos de batismo, não podem fazer a leitura na missa, não podem dar a comunhão, não podem ensinar o catecismo, não podem com um monte de coisas, tenho a lista aí. Parem com isso! Se conto isso pareceriam excomungados de fato! Então, abrir as portas um pouco mais. 

Resolvido o problema.
Os divorciados que voltaram a casar não devem só comungar, mas também ensinar o catecismo, ler os Evangelhos, consagrar a hóstia e dar a comunhão.
Só não podem cantar o Parabéns a você no fim da missa, nem jogar o Bingo final, que são as partes principais da liturgia bergogliana.

Tudo, menos pedir que levantem as calças e fechem as pernas. Isso nunca.



domingo, 7 de dezembro de 2014

Dom Fellay cita e elogia texto profético de Bento XVI

Bons tempos!

Referindo-se em sua última carta aos amigos e benfeitores (aqui) a um trecho "quase profético" do livro O Sal da Terra do então cardeal Ratzinger, Dom Fellay chega a hesitar entre atribuir a clarividência de Bento XVI à sua sagacidade pessoal ou a um reflexo dos segredos de Fátima.

Importante testemunho de Dom Fellay, que mais uma vez aparece como um farol de fé, prudência e sabedoria em meio às trevas bergoglianas em que vivemos.

E depois ainda o chamam de fanático e "fundamentalista"...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Nenhum lance em leilão pelo solidéu bergogliano


Posto em leilão na Suécia para arrecadar fundos para os ciganos, um solidéu de Jorge Bergoglio não obteve nenhum lance. Zero. Nada.

Um vexame que mostra bem qual é a real popularidade do mufti de Roma, sem a maquiagem da grande imprensa de seus amiguinhos bilderbergoglianos.

Fonte: Ouest France (aqui).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O papa e o leão-de-chácara


Dada a sua espiritualidade, não é de admirar que Bergoglio tenha sido leão-de-chácara, como ele mesmo admite. O espantoso é que tenha deixado de sê-lo.

Igreja fermento ou Igreja aplaudida? Bergoglio e a religião de baixa intensidade


Belo e corajoso artigo do padre Santiago Martín, fundador dos Franciscanos de Maria, sobre a atual catástrofe espiritual por que passa a humanidade e, em especial, a Igreja Católica (aqui o original espanhol, aqui a tradução francesa comentada em Benoît et moi). O título é Igreja fermento ou Igreja aplaudida?

O padre analisa as ideias do sociólogo italiano Luca Diotallevi acerca da "low intensity religion", religiões de baixa intensidade, que têm inundado o mercado nos últimos anos, da bruxaria aos carismáticos, dos neopentecostais ao skatismo. Caracterizam-se pela grande flexibilidade ao mal e pelas exigências ascéticas e espirituais nulas.

O fenômeno tornou-se pandêmico na Igreja Católica a partir do Concílio Vaticano II, embora suas origens remontem ao molinismo e ao jesuitismo do século XVII. E, como todos bem sabemos, assumiu dimensões apocalípticas com a renúncia de Bento XVI seguida da "eleição"  de Jorge Bergoglio ao governo do Vaticano.

Na Igreja, a vaga de baixa intensidade - também chamada de Catolicismo 2.0 ou Grande Avacalhação Pós-Conciliar - oferece esplêndidas possibilidades de marketing para os seus líderes, desde, é claro, que renunciem à ortodoxia e à ortopraxia e se curvem ao diktat dos senhores do mundo.

O artigo termina com as seguintes considerações do padre espanhol:

Não posso evitar de pensar nas tentações de Jesus no deserto. Naquela em que o demônio lhe oferece o mundo inteiro se se prostrar diante dele e adorá-lo. Jesus a rechaça e diz que só a Deus se deve adorar. Depois disso, a única opção possível para o Senhor era a Cruz, e esta não tardou a chegar. Tampouco posso evitar de pensar na parábola do grão de mostarda, do fermento na massa e da luz nas trevas. O Cristo que vai ser crucificado e que sabe disso porque se atreveu a rechaçar o maligno quer preparar os seus não só para a perseguição, mas também para que entendam qual há de ser a sua missão: fermento, luz, grão pequeno e humilde.

Bento XVI viu isso e falou muitas vezes a este respeito. Quis preparar a Igreja para que perdesse o medo de ser minoria e até para sofrer o martírio. Hoje as cosas são diferentes. Parece que se aspira a converter a Igreja numa religião de baixa intensidade, mas muito mais aplaudida, embora menos influente, porque não tem nada a dizer que não seja o que todos dizem e aplaudem. Claro, aos líderes desta nova Igreja estão dando o que o maligno prometera a Jesus: muito sucesso e popularidade.

Não podemos nem queremos estar com outra Igreja senão com a de Cristo, que está sempre protegida pelo Espírito Santo - esta é a nossa maior fonte de esperança e confiança - e por isso devemos preparar-nos para  o que tiver de vir. Entre uma Igreja aplaudida porque renuncia à ortodoxia e à ortopraxia e uma Igreja perseguida porque imita o Crucificado, escolho a segunda e peço a Deus que não me abandone se chegar a perseguição, para que possa dar testemunho dEle até o fim.


Amém, padre.
Ah, se tivéssemos pelo menos um cardeal com a fé e a coragem desse padre!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Mais uma prova da invalidez da eleição de Bergoglio (como se ainda preciso fosse)


O blog From Rome publicou alguns dias atrás matéria com teor explosivo de alguns megatons acerca da invalidade da eleição do mufti de Roma, Jorge Bergoglio, à cátedra de Pedro: Ivereigh + UDG 81 = um problema radical para o papa (aqui).

Resumindo, o problema é o seguinte. Foi recentemente publicado pelo dr. Austen Ivereigh um livro, The Great Reformer: Francis and the Making of a Radical Pope [O Grande Reformador: Francisco e a criação de um papa radical]. Ivereigh foi secretário particular do cardeal Murphy-O'Connor e era o responsável pela comunicação do cardeal com seus contatos no mundo inteiro. Note-se que o livro é amplamente favorável ao mufti portenho.

Pois o dr. Ivereigh relata em seu livro as manobras dirigidas pelo cardeal britânico e mais uma quadrilha de purpurados, por ele chamada de Team Bergoglio, para a eleição desse mesmo Bergoglio nos dias anteriores ao Conclave, que incluiriam até mesmo a aceitação prévia das mesmas pelo cardeal argentino.

Ora, esse tipo de treta antes do conclave é punida com a excomunhão dos que dela participem, pela Constituição Apóstolica Universi Dominici Gregis, que rege a eleição papal, em seu artigo 81:

81. Abstenham-se os Cardeais eleitores de todos os pactos, promessas e quaisquer outros compromissos, pelos quais possam ser obrigados a dar ou recusar o sufrágio a alguém ou a alguns. Declaramos nulos e inválidos todos os atos desse tipo, mesmo em caso de perjúrio, e ninguém deve sentir-se vinculado a qualquer obrigação de observância; condenamos outrossim à pena de excomunhão latae sententiae aqueles que agirem contra esta proibição. Porém, não entendemos lhes seja proibido comunicarem-se entre si acerca da eleição, durante o período de sede vacante.

Por esse cânone, os bispos que tramaram a eleição de Bergoglio estavam excomungados quando se abriu o Conclave, e, portanto, não poderiam dele participar. 

Ora, o cânone 171, parágrafo 2 do CDC afirma explicitamente a invalidez de eleições em que o número de votos necessários só foi alcançado contando-se os daqueles que estavam excomungados durante a eleição.

CQD

Como se ainda fosse preciso tudo isso para afirmar o óbvio: que Jorge Bergoglio não é o chefe da Igreja Católica.

Está cada vez mais claro que Bergoglio e seus cupinchas, aproveitando-se (no mínimo) do bombardeio mediático/financeiro contra o Papa Bento XVI, forçaram a sua renúncia e armaram um Conclave segundo seus sonhos para tomarem o poder no Vaticano.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Bergoglio, mufti de Roma, expulsa de Santa Marta um padre de batina



Post arrasador de Antonio Margheriti Mastino a respeito de Jorge Bergoglio, mufti de Roma, também conhecido como Maomé II.

Em meio às ruínas do bombardeio mastiniano, destaco dois pontos. Um, a história do padre de batina que almoçava no restaurante do motel Santa Marta, residência oficial do mufti argentino:

Terá sido no fim de outubro. Meio dia. Corte dos milagres e feira das vaidades de Santa Marta. O papa Francisco, ótimo garfo, entra no restaurante com seu cortejo de arrivistas clericais, meio apóstatas para melhor subir na vida sem o fardo da fé nas costas. Avança tumultuoso e imperioso. De repente, diminui o passo. E olha para a figura minguada de um pobre padre, de batina, que, sentado a uma mesa, faz a sua refeição. Escaneia-o com seu olhar gelado, que quem lhe é próximo, mas não seu íntimo, bem conhece, quando as câmeras são desligadas, e de sopetão, enquanto continua caminhando, se volta para um de seus pretorianos e ordena: "Não gosto daquele padre. Não quero vê-lo mais aqui!" Calígula. Que não tendo desta vez um cavalo para dar o título de cônsul, contenta-se com tirar de um padrezinho o seu prato de comida. O mais curioso, ou melhor, triste, é que não sabia sequer quem fosse aquele pobre padre ali de batina - num ambiente em que até o papa anda à paisana, segundo dizem - que comia o seu prato de macarrão. Certamente era um santo. Algo no estômago de Bergoglio se revirou. O que está acontecendo? Porque essas coisas, aqui em Santa Marta, com bispos ou padres, acontecem todos os dias: sei de bispos que saíram aos prantos da suíte imperial. E não por emoção.

O outro, que termina o artigo, abre certa esperança aos que persistem teimosos na fé católica nestes dias de trevas absolutas:

É hora de a Cúria começar a fazer o trabalho que mais sabe fazer: neutralizar. Melhor prevenir que remediar. Aliás, a invisibilidade do Secretário de Estado, Parolin, é eloquente acerca de qual seja o insinuante e crescente sentimento naqueles salões semiabandonados. Enquanto isso, um rei (*) da Cúria, uma velha raposa de um cardeal, outrora grande eleitor de Bergoglio, conversando com o cardeal Ruini, deixou escapar, sem especificar: "de fato, houve trapalhadas no conclave"... Quem quiser entender, entenda.

(*) Re, em italiano; provável referência ao cardeal Giovanni Battista Re, um dos mais influentes purpurados italianos.