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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Sai na Itália livro que demonstra a invalidez da eleição de Jorge Bergoglio

Antonio Socci

Está para sair na Itália o primeiro livro que trata de maneira sistemática a tese que vem sendo defendida neste blog, qual seja, da nulidade da renúncia de Bento XVI e da consequente invalidez da eleição de Jorge Bergoglio.

O autor é o vaticanista italiano Antonio Socci. Típico católico conservador, Socci sempre esteve ligado ao movimento Comunhão e Libertação; também são conhecidas suas simpatias pelas aparições de Medjugorje - motivo por si só mais do que suficiente para situá-lo nos antípodas de qualquer espécie de tradicionalismo possível e imaginável.

O livro, com o título de Non è Francesco, tem a publicação marcada para os próximos dias, e promete causar furor nas fileiras da igreja bilderbergogliana. Ver aqui.

No que já vazou do conteúdo do livro, aparece um curioso argumento de ordem canônica contra a validade da eleição de Bergoglio. No segundo dia do Conclave, terminada a quarta votação do dia, constatou-se na contagem dos sufrágios que havia nas urnas uma cédula a mais do que o número de eleitores. A votação foi anulada e se passou de imediato a uma nova, a quinta do dia, na qual Bergoglio foi o vencedor.

O problema é que pela constituição apostólica Universi Dominici Gregis, de João Paulo II, que regula a eleição dos papas, está claramente determinado que não pode haver mais de quatro votações por dia:

nos dias sucessivos, se a eleição não se fizer no primeiro escrutínio, deverá haver duas votações, tanto da parte da manhã como da tarde, dando sempre início às operações de voto na hora já anteriormente estabelecida nas Congregações preparatórias ou durante o período da eleição, mas segundo as modalidades estabelecidas nos nnº 64 e seguintes da presente Constituição.

Ora, no artigo 76 da mesma constituição fica determinada a nulidade da eleição se alguma de suas disposições não for respeitada:

76. No caso de a eleição ser feita de uma forma diversa daquela prescrita na presente Constituição ou sem terem sido observadas as condições aqui estabelecidas, tal eleição é por isso mesmo nula e inválida, sem necessidade de qualquer declaração, e, portanto, não confere direito algum à pessoa eleita.

Ergo... habemus Papam: Benedictum XVI!

QED.

NB: A votação é a ação de votar, seja qual for a validade do voto. Na quarta votação, os cardeais votaram, embora o voto fosse depois anulado, mas não a ação de votar. Se o legislador quisesse referir-se apenas às votações válidas, deveria deixar explícita essa condição adicional.

10 comentários:

  1. Não teve mais de quatro votação num mesmo dia houve ?

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    1. Sim, houve 5 votações no segundo dia do conclave, e Bergoglio foi eleito justamente nessa quinta e irregular votação.

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  2. Um excelente Papa, representa fielmente Deus na terra!

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  3. Se a suposta 4ª votação foi anulada por irregularidades, então a suposta 5ª votação é na verdade a 4ª votação válida! Apenas se contam as votações validas, que foram quatro. Logo, só existiram quatro votações.
    Sendo assim, não se verifica a nulidade da nomeação do Papa Francisco, tendo sido eleito na 4ª votação válida!

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    1. Uma votação irregular é sempre uma votação.

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    2. Claro, se foi anulada, a 4ª votação não aconteceu e a
      5ª passou a ser a 4ª, qual é a confusão?

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    3. Nice try, mas bola fora. Anulada uma votação, se passou a OUTRA votação, o que faz DUAS votações. Como já disse, uma votação irregular é sempre uma votação.

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  4. Tenso e interessante...

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  5. NB: A votação é a ação de votar, seja qual for a validade do voto. Na quarta votação, os cardeais votaram, embora o voto fosse depois anulado, mas não a ação de votar. Se o legislador quisesse referir-se apenas às votações válidas, deveria deixar explícita essa condição adicional.

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