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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Bento XVI, Papa gloriosamente reinante

Para evitar confusões: este NÃO é um blog sedevacantista.

A Igreja tem um só Papa, e não dois, como querem os bergoglianos, ou zero, como pretendem os sedevacantistas.

E o Papa se chama Sua Santidade Bento XVI, gloriosamente reinante.

Já após a morte de João Paulo II tinha havido uma tentativa de eleger Jorge Bergoglio para a cátedra de Pedro, tentativa frustrada pelo Espírito Santo, que em seu lugar conferiu ao grande pensador Joseph Ratzinger o múnus petrino.

Inconformada, a cabala do ex-leão-de-chácara portenho voltou à carga e tudo fez para arruinar o pontificado de Bento XVI, valendo-se sobretudo de seus muitos e poderosos contatos na grande mídia internacional.

A tática aparentemente teria dado resultado. Tendo sobre a carótida a faca de uma ameaça muito concreta de cisma, Bento XVI foi forçado a renunciar.

A história terminaria por aqui, se a Igreja fosse um botequim ou um clube de futebol. Mas não é.

E a Providência em sua sabedoria determina expressamente no Código de Direito Canônico que, para ser válida, a renúncia de um Papa deve ser de todo livre, sem pressões ou chantagens de nenhum tipo.

Como são mais do que notórias as pressões exercidas sistematicamente contra Bento XVI, a renúncia não foi livre. Portanto não tem nenhuma validade. Bento XVI continua sendo o Papa, como ele mesmo sutilmente sugere, ao conservar o título, o traje branco, a residência no Vaticano, o brasão e se definindo explicitamente como Papa orante "para sempre". Curiosamente, o próprio jesuíta argentino não se proclama Papa, mas apenas bispo de Roma.

Isso também explica a algazarra doutrinal e espiritual que tomou conta do Vaticano desde a "eleição" de Jorge Bergoglio. Algazarra que distingue com toda clareza o "pontificado" do jesuíta de todos os seus antecessores. A razão é simples: desde Pedro, mesmo os mais medíocres Papas foram protegidos pela solene palavra de Cristo de que sobre eles as portas do Inferno não prevaleceriam, sob a inspiração do Paráclito. Proteção que falta, obviamente, a Jorge Bergoglio e Cia.

E não consta a este blog que Jesus, ao instituir Pedro chefe dos apóstolos e vigário de Cristo na terra, lhe tenha também concedido um plano de aposentadoria por tempo de serviço.

3 comentários:

  1. Caro Luís,

    Antes de lhe colocar uma questão que diz respeito ao tema deste post, quero parabenizá-lo pelo trabalho que vem desenvolvendo no blog, oferecendo ao público católico informações preciosas dignas de um “insider information”. Continue firme!

    Sobre este post, já adianto que não sou sedevacantista tampouco bergogliano. Ao contrário, concordo integralmente com a avaliação que faz sobre a escolha de Dom Bergoglio como bispo de Roma. Sem dúvida, ilegal.

    Agora, o que realmente gostaria de discernir e que muito tem me intrigado, é como podemos considerar legítimos os papas conciliares se eles se comportaram, descaradamente, como hereges?

    Para não me alongar mais, indicarei três artigos (os dois primeiros são bem pequenos) que me deixaram com muito mais do que uma pulga atrás da orelha sobre esta questão. Ajude-me a entendê-la. Ser-lhe-ei muito grato.

    Seguem os links (o site é sedevacantista):

    http://www.igrejacatolica.pt/papa-nao-pode-ser-herege/#.VBDi5pRdWuJ

    http://www.igrejacatolica.pt/declaracao-conjunta-com-os-luteranos-apoiada-por-joao-paulo-ii/#.VBDldpRdWuJ

    http://www.igrejacatolica.pt/a-grande-apostasia-e-uma-falsa-igreja-predita/#bodyftn8

    Deus lhe abençoe!

    Abraços,

    Léo

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    1. Caro Léo,

      O sedevacantismo é a doença infantil do tradicionalismo. Não há católico consciente que não tenha em algum momento da vida sido tentado pelas sereias sedevacantistas.

      É, porém, uma solução simplista e tosca, que na prática é uma porta escancarada para a perda da Fé, com o fim da vida sacramental. Do ponto de vista doutrinal, os becos-sem-saída também são muitos, a começar pela perda da visibilidade da Igreja e da continuidade da sucessão apostólica, o que inclui o sedevacantismo no grupo das seitas protestantes.

      O interessante no caso Bergoglio é que o caráter anômalo de sua eleição permite denunciar a nulidade do seu "pontificado", o que não era possível no caso de seus antecessores conciliares.

      Há muita coisa que se pode falar sobre as fraquezas do sedevacantismo, mas fico por aqui. Há um sem-número de sites na Internet que tratam do assunto com muito mais competência do que eu. Só como exemplo, aqui vai o link para um artigo em italiano seguido de discussão num dos melhores blogs católicos que existem, Chiesa e post concilio. Chama-se Sedevacantismo, um perigo gravíssimo para a salvação das almas: http://chiesaepostconcilio.blogspot.com.br/2013/04/sedevacantismo-un-pericolo-gravissimo.html

      Sendo prioridade do blog o combate ao bergoglismo, não pretendo abrir outra frente de batalha contra o sedevacantismo e considero, portanto, encerrado o assunto neste blog.

      Abraço.

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  2. Me esqueci. Aqui vai outro artigo no mesmo blog italiano (mais precisamente, romano di Roma) sobre o sedevacantismo, de autoria do padre tradicionalista Curzio Nitoglia. O título é: Certeza do Papa e dos sacramentos ou dúvida metódica?: http://chiesaepostconcilio.blogspot.it/2013/03/certezza-del-papa-e-dei-sacramenti-o.html

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