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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Bergoglio e as profecias de Pascal


O que há de mais pernicioso nessa nova moral é que não só corrompe os costumes, mas corrompe a regra dos costumes, o que é de importância muito mais considerável. Pois é um mal bem menos perigoso e muito menos geral introduzir desregramentos deixando subsistirem as leis que os proíbem, do que perverter as leis e justificar os desregramentos, porque, como a natureza humana tende sempre ao mal desde o nascimento, e só é contida pelo temor da lei, assim que tal barreira é suprimida, esparrama-se a concupiscência sem obstáculos, de modo que não há diferença entre tornar permitidos os vícios e tornar viciosos todos os homens.

E por isso a Igreja sempre teve o cuidado especial de conservar inviolavelmente as regras de sua moral, em meio às desordens daqueles que ela não conseguia impedir de violá-las. Assim, quando vimos maus cristãos, vimos ao mesmo tempo leis santas que os condenavam e os chamavam de volta ao dever; e ainda não se viu antes destes novos casuístas que ninguém tivesse tentado na Igreja destruir publicamente a pureza de suas regras.

(Pascal, Factum pour les curés de Paris)

Sempre achei que Pascal e os jansenistas tivessem pegado pesado demais contra os jesuítas.
Mas não há como negar que Bergoglio tem revelado facetas proféticas até ontem insuspeitadas no gênio de Pascal. Quem poderia imaginar que o texto acima foi escrito 350 anos antes do Sínodo contra a família articulado por Kasper e Bergoglio?

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