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sábado, 10 de maio de 2014

Vaticano II, a vida mansa e a apoteose do pastoral


Não só não conheço pessoalmente nenhum leigo católico que seja grande entusiasta do Vaticano II, como nunca ouvi falar num caso desse tipo. Todos os casos de fanatismo conciliar que conheço envolvem o clero, principalmente em suas mais altas patentes, como São Jorge, São Kasper e São Braz de Aviz.

O conciliarismo é um fenômeno exclusivamente clerical.

É curioso, porque entre as propostas do Concílio estava justamente um reforço da participação dos leigos na Igreja.

Qual a razão, então, dessa aparente contradição?

É simples: a doutrina conciliar facilita enormemente a vida do clero. Sopa no mel.

Para um clero que já, em sua grande maioria, perdeu completamente qualquer resquício de Fé, o que melhor do que o ecumenismo generalizado? Com ele se evita todo tipo de chateação e dor de cabeça, como, por exemplo, conflitos com a maçonaria, com a qual é sempre conveniente manter-se em boas relações. Ninguém merece.

Ou seja, o CV2 deve a sua enorme popularidade nos meios clericais ao seu caráter "pastoral": os pastores cuidam de seus próprios interesses, e as ovelhas que, literalmente, se danem.

A genialidade da coisa é identificar a vida mansa clerical à misericórdia divina e à essência mesma de Deus onipotente. É o que faz na cara dura São Walter Kasper, o exterminador das famílias e guru de São Jorge, nesta inefável entrevista a uma revista americana (aqui). Um nec plus ultra de pastoralidade.

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