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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Enquete global sobre a moralidade: povo de Deus ou povo do diabo?


O Pew Research Center, um think tank americano de pesquisas de sociologia das religiões, acaba de publicar uma interessante enquete sobre a moralidade em nossa Sodoma global (aqui). Foram consultadas cerca de 40 mil pessoas nos cinco continentes sobre oito temas: aborto, divórcio, contracepção, jogos de azar, relações extraconjugais, alcoolismo, homossexualismo e sexo pré-marital.

Embora sem grandes surpresas, os resultados não deixam de se interessantes, mas aterradores, sobretudo no que se refere ao que não muito tempo atrás era gloriosamente chamado de Terras da Cristandade.

Do lado positivo da escala, em algumas questões, a superioridade moral dos países islâmicos fica evidente; em outros, a África negra mostra sinais de grande vitalidade. É o caso de Gana, país predominantemente cristão que encabeça o lado positivo das listas em vários quesitos. Na Ásia, o destaque positivo fica para as católicas Filipinas, que ainda resistem bravamente à motoniveladora moral da globalização.

A nota trágica refere-se, como dolorosamente já era de esperar, aos países europeus. Velhos bastiões do mais místico cristianismo, como a Espanha e a França, hoje rastejam na mais (im)pura lama. É de chorar.

Um bom exemplo de até onde chegou o chamado primeiro mundo pode ser visto nos jornais destes últimos dias, em que se noticia que uma associação de estudantes da Universidade de Harvard anuncia publicamente que vai celebrar uma missa negra no campus.  Trata-se do Harvard Extension Cultural Studies Club e o grupo que vai oficiar o culto a Satanás se chama, mui sutilmente, The Satanic Temple. Tudo muito cultural, com cartazes e tudo mais. Ler aqui.




Uma interessante correlação entre a pesquisa e os planos bergoglianos de consulta ao "povo de Deus" (ou será o povo do diabo?) para destruição da moral católica é feita por Sandro Magister (aqui). Se por um lado Bergoglio faz tanta questão de clamar pela deseuropeização das instâncias superiores da burocracia vaticana, por outro faz questão de aplicar às questões morais os parâmetros ditados pela triste igreja europeia, em toda a sua corrupção.

Mais uma contradição que mostra a má-fé e a hipocrisia do atual governo vaticano. Como se ainda preciso fosse.

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