Pesquisar este blog

sábado, 31 de maio de 2014

Vexame: monge do monte Atos comenta Bergoglio



Comentário de um monge do monte Atos, na Grécia, sobre a junk church de Bergoglio:

Chegam até nós algumas revistas da Igreja Católica grega, e lemos o que diz o novo papa. Ficamos muito tristes, pois notamos que  entre a qualidade dos textos dos Padres e o que ele diz existe um verdadeiro abismo espiritual.



São Jorge Bergoglio, Doutor da Igreja


O pontificado de São Jorge Bergoglio é a refutação mais cabal, integral, exaustiva e clara do Concílio Vaticano II e suas sequelas que se pode imaginar. Nem Santo Tomás faria melhor.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Franciscanas da Imaculada também sob intervenção

Dom João Braz de Aviz

Depois da ala masculina dos Franciscanos da Imaculada, chegou a vez da ala feminina ficar sob intervenção. Foi o que decretou o chiquérrimo cardeal Dom João Braz de Aviz.
Acusação: suspeita de serem católicas. Ver, entre outros, The Remnant (aqui).
E o que é pior: parece que as suspeitas são fundadas!

O caso da perseguição aos Franciscanos da Imaculada é tão asqueroso e deprimente, que só mesmo dando risada.

PS: Cometemos um lamentável engano na legenda da foto acima. O personagem da foto não é o cardeal Braz de Aviz. Só a peruca é a mesma. Pedimos desculpas pelo equívoco.

sábado, 17 de maio de 2014

O que quer dizer "pastoral"?



No vídeo acima, o grande teólogo italiano Brunero Gherardini tenta definir o que significa pastoralidade, tão central na vida da Igreja dos últimos 50 anos. Pastoral pretende-se o Concílio Vaticano II, pastoral pretende-se a ação pontifícia de São Jorge etc. O texto italiano pode ser lido aqui.

Eram os bons tempos do pontificado ativo do papa Bento XVI, e a palestra do pe. Gherardini fazia parte de um encontro organizado pelos Frades Franciscanos da Imaculada para promover, atendendo aos apelos do mesmo papa, a chamada hermenêutica da continuidade.

Bons e ilusórios tempos, em que o grande intelecto de Bento XVI mascarava a gravidade da putrefação que corroía a Igreja. Putrefação real, que logo faria valer os seus direitos, forçando a renúncia do mesmo pontífice e elevando ao governo do Vaticano o então bispo de Buenos Aires. O qual, entre seus primeiros atos, determinou a destruição da mística ordem os Franciscanos da Imaculada, promotores do evento de que fez parte a alocução de pe. Gherardini.

Justamente por essa ilusão da época, pe. Gherardini não podia ainda gozar das amplas perspectivas de que hoje dispomos para avaliar a gravidade do câncer eclesial. Limitou-se a definir o íntimo parentesco que une a pastoralidade conciliar e o iluminismo do século XVIII. Parentesco real, mas que está longe de esgotar a riqueza semântica do "pastoral".

Hoje podemos compreender com maior precisão o significado da pastoralidade conciliar e bergogliana.

Nada mais simples e óbvio.

É pastoral o que facilita a vida dos pastores, o que promove a vida mansa dos grandes pastores da Igreja. In primis, o chamado ecumenismo, que permite aos pastores evitarem todo tipo de conflito com os inimigos de Cristo, sem perderem a pose "pastoral" de sacerdotes da Santa Igreja Católica. Ou seja, a rendição absoluta e incondicional ao discurso iluminista. Capitulação honrosa e santa, que se fantasia de Novo Pentecostes para evitar a chateação e os perigos pessoais que a defesa da Igreja promete.

Também pastoral ao mais alto grau é evitar falar dos pontos mais controversos da doutrina da Igreja, como a castidade, a existência do inferno, a condenação da sodomia, do divórcio, do aborto.

Como lembra São Jorge, tratar desses temas é profundamente antipastoral. Entenda-se: é algo que enche o saco dos nossos devotos e santos pastores. Ninguém merece!

Vida mansa! Vida mansa!

Eis a pastoralidade: o corporativismo do clero que perdeu a Fé católica.

É a pastoralidade que faz com que os pastores, mui pastoralmente, se canonizem uns aos outros: em um só dia, Bergoglio canonizou tantos papas quanto a Igreja tradicional e neopelagiana nos últimos 500 anos.

Em suma, em tempos bergoglianos, pastoral quer dizer aquilo que é dos pastores, para os pastores e pelos pastores. As ovelhas que se danem. Que venham os lobos!

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Presidente da Conferência dos Bispos da Itália declara-se contra o terço e a favor dos casais gays


Em entrevista concedida a um jornal italiano, um tal de Nunzio Galantino, nomeado por São Jorge para a presidência da Conferência Episcopal Italiana, declara-se contra os católicos que rezam o terço em frente às clínicas de aborto e favorável à abertura da Igreja aos casais homossexuais, à comunhão dos divorciados e aos padres casados. Ler aqui.

Saravá, São Jorge!

Império de Sodoma: Meninos obrigados a ir de saia e de batom para a escola

Catedral de Nantes

Para combater o preconceito neopelagiano e homofóbico, todos, meninos e meninas, foram convidados a ir hoje, 16 de maio, de saia e de batom à escola. Foi o que decidiu a secretaria da educação da cidade de Nantes, no que antes foi a França e hoje constitui o distrito francês do Império de Sodoma. É o que noticia o Figaro.

Que lindo!

Em apoio a tão sábia medida, este blog propõe que ela seja complementada por uma reforma do currículo: trocar as aulas de matemática pela disciplina muito mais antipelagiana da sodomia passiva.

Usando técnicas padrão FIFA, de primeiro mundo, as crianças sairiam da pré-escola já amplamente capacitadas a participar das marchas gay no mundo inteiro, sem fazer feio.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A Grande Pizza Final


A doutrina bergogliana pode ser resumida na seguinte receita: mezzo catolicismo, mezzo massoneria e mezzo calabresa.

Também a escatologia passou por uma revolução: ao invés do neopelagiano juízo final, com toda sua falta de misericórdia, teremos agora uma saborosa e deliciosa Pizza Final , onde seremos comunicados de que  essa história de Encarnação, Tortura, Morte na Cruz e Ressurreição do Verbo era só brincadeirinha.

Ao evento estarão todos convidados. Menos, é claro, os neopelagianos impenitentes.A esses está reservado o terno e misericordioso inferno bergogliano.

Bem feito!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Novalis e Jorge de Lima


Se Novalis, depois de definir a poesia pura, tivesse sido apresentado a estes versos de Jorge de Lima:

Ao lado dessas pedras milenares,
ventanias vestidas de mulheres
metálicas cortando o firmamento,
cabelos desgrenhados nos cometas,
levando montes em seus pés divinos,
pelas estradas, invisivelmente.

(por exemplo), teria dito : é isso.

Queda e fratura


A queda foi tão dura, que sem Cristo não podemos sequer ter a Esperança de sarar da fratura ontológica que se lhe seguiu. (Jo, 6, 68)

segunda-feira, 12 de maio de 2014

FSSPX esclarece o "encontro" de Dom Fellay e São Jorge

Ler aqui.

Segundo o site La Porte Latine, Dom Fellay teria ido a Roma, a convite, em dezembro do ano passado, para tratar de assuntos da Comissão Ecclesia Dei.

Na saída, foi convidado por um dos interlocutores a almoçar no refeitório da Casa Santa Marta, onde São Jorge costuma almoçar também.

Ambos se cruzaram. São Jorge disse a Dom Fellay: "Prazer em conhecer", a que Dom Fellay respondeu "Eu rezo muito". A que o chefe de governo do Vaticano teria respondido: "Reze por mim".

E só. Tudo não durou mais que alguns segundos.

Nas atuais circunstâncias, depois da bagunça doutrinária promovida por Bergoglio e, sobretudo, depois das canonizações dos papas conciliares, uma aproximação entre o Vaticano e a FSSPX é simplesmente impossível.

Para São Jorge, um sonho realizado.



Sodoma e a evolução da TV

Antes tínhamos os diversos canais de televisão, sempre um mais devasso e rasteiro do que o outro. Hoje, sob o império gay, a coisa se simplificou e modernizou: temos os diversos anais. Aqui em São Paulo, o Anal 5, da família Marinho, o Anal 13, dos Saad-Masoquistas e o carismático Anal 7, de São Edir Macedo.

Isso só na TV aberta. Na fechada, a oferta anal é bem maior.

domingo, 11 de maio de 2014

Esses distraídos da Wikipedia


Charles Scharf, presidente da Visa, que gira 4,5 trilhões de dólares por ano, não tem verbete na Wikipedia em inglês.
É muita distração.

Sangue e tintura para cabelo


Nos bons tempos, para honrarem a púrpura que vestiam, os cardeais estavam dispostos a derramar seu próprio sangue pela Fé. Hoje, ao que parece, só alguns frasquinhos de tintura para cabelo.

FSSPX: São Jorge teria encontrado Dom Fellay em Santa Marta

É o que sugere o blog Rorate Caeli, sem citar fonte.
O encontro teria acontecido há alguns meses, em data não especificada, e teria sido breve e cordial.
O blog não informa se Dom Fellay teria sido chamado às pressas para uma sessão de exorcismo.
Keyword: diversionismo

sábado, 10 de maio de 2014

Vaticano II, a vida mansa e a apoteose do pastoral


Não só não conheço pessoalmente nenhum leigo católico que seja grande entusiasta do Vaticano II, como nunca ouvi falar num caso desse tipo. Todos os casos de fanatismo conciliar que conheço envolvem o clero, principalmente em suas mais altas patentes, como São Jorge, São Kasper e São Braz de Aviz.

O conciliarismo é um fenômeno exclusivamente clerical.

É curioso, porque entre as propostas do Concílio estava justamente um reforço da participação dos leigos na Igreja.

Qual a razão, então, dessa aparente contradição?

É simples: a doutrina conciliar facilita enormemente a vida do clero. Sopa no mel.

Para um clero que já, em sua grande maioria, perdeu completamente qualquer resquício de Fé, o que melhor do que o ecumenismo generalizado? Com ele se evita todo tipo de chateação e dor de cabeça, como, por exemplo, conflitos com a maçonaria, com a qual é sempre conveniente manter-se em boas relações. Ninguém merece.

Ou seja, o CV2 deve a sua enorme popularidade nos meios clericais ao seu caráter "pastoral": os pastores cuidam de seus próprios interesses, e as ovelhas que, literalmente, se danem.

A genialidade da coisa é identificar a vida mansa clerical à misericórdia divina e à essência mesma de Deus onipotente. É o que faz na cara dura São Walter Kasper, o exterminador das famílias e guru de São Jorge, nesta inefável entrevista a uma revista americana (aqui). Um nec plus ultra de pastoralidade.

Homeopatia = ocultismo


Instrutivo artigo de Milenko Bernadic em seu blog sobre as relações entre a homeopatia e o ocultismo.

Na verdade, quando se ingere um "remédio" homeopático, ingere-se apenas o excipiente, mas tratado segundo processos de origem claramente obscura: a magia.

Consta que Samuel Hahnemann, o maçom de alta patente que criou a homeopatia, teria recebido diretamente de um anjo o segredo das poções por ele preparadas.

Qual fosse o anjo, talvez não seja difícil adivinhar.

Mistura de charlatanismo e magia.

Mais um legado dos irmãos à nossa pobre humanidade, já agonizante de tanto receber presentes como esse.

Fujam.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Leonardo Boff, os bancos e a espiritualidade


Num artigo do sempre vertiginoso Leonardo Boff acerca do que considera ser o papa ideal para os nossos tempos (aqui), topo com a seguinte pérola. Depois de repetir pela milionésima vez o  elogio bom-mocista do "diálogo" como panaceia para os problemas da Igreja, nosso recém-convertido devoto da deusa pagã Géa dispara sem dó:

Esse modelo do diálogo se faz urgente caso a instituição-Igreja quiser sair da crise em que se meteu e que atingiu seu ponto de honra: a moralidade (os pedófilos) e a espiritualidade (roubo de documentos secretos e problemas graves de transparência no Banco do Vaticano).

Yes, dear, you read right: o problema espiritual da Igreja de hoje são os documentos vazados pelo mordomo de Bento XVI e a falta de transparência no IOR. O altitudo!

Pensando bem, como, para o marxismo e para a teologia da libertação, o econômico é. em última instância, a chave da história, não é de estranhar que o nosso místico pensador tenha uma concepção bancário-financeiro-administrativa do espírito.

Quem diria: eis que a teologia da libertação dá as mãos à teologia da prosperidade! Bispo Macedo e Leonardo Boff unidos por um mesmo ideal!





Enquete global sobre a moralidade: povo de Deus ou povo do diabo?


O Pew Research Center, um think tank americano de pesquisas de sociologia das religiões, acaba de publicar uma interessante enquete sobre a moralidade em nossa Sodoma global (aqui). Foram consultadas cerca de 40 mil pessoas nos cinco continentes sobre oito temas: aborto, divórcio, contracepção, jogos de azar, relações extraconjugais, alcoolismo, homossexualismo e sexo pré-marital.

Embora sem grandes surpresas, os resultados não deixam de se interessantes, mas aterradores, sobretudo no que se refere ao que não muito tempo atrás era gloriosamente chamado de Terras da Cristandade.

Do lado positivo da escala, em algumas questões, a superioridade moral dos países islâmicos fica evidente; em outros, a África negra mostra sinais de grande vitalidade. É o caso de Gana, país predominantemente cristão que encabeça o lado positivo das listas em vários quesitos. Na Ásia, o destaque positivo fica para as católicas Filipinas, que ainda resistem bravamente à motoniveladora moral da globalização.

A nota trágica refere-se, como dolorosamente já era de esperar, aos países europeus. Velhos bastiões do mais místico cristianismo, como a Espanha e a França, hoje rastejam na mais (im)pura lama. É de chorar.

Um bom exemplo de até onde chegou o chamado primeiro mundo pode ser visto nos jornais destes últimos dias, em que se noticia que uma associação de estudantes da Universidade de Harvard anuncia publicamente que vai celebrar uma missa negra no campus.  Trata-se do Harvard Extension Cultural Studies Club e o grupo que vai oficiar o culto a Satanás se chama, mui sutilmente, The Satanic Temple. Tudo muito cultural, com cartazes e tudo mais. Ler aqui.




Uma interessante correlação entre a pesquisa e os planos bergoglianos de consulta ao "povo de Deus" (ou será o povo do diabo?) para destruição da moral católica é feita por Sandro Magister (aqui). Se por um lado Bergoglio faz tanta questão de clamar pela deseuropeização das instâncias superiores da burocracia vaticana, por outro faz questão de aplicar às questões morais os parâmetros ditados pela triste igreja europeia, em toda a sua corrupção.

Mais uma contradição que mostra a má-fé e a hipocrisia do atual governo vaticano. Como se ainda preciso fosse.

Tradição e história

Acusam os modernistas aos tradicionalistas de esquecer, num fixismo ingênuo, toda a dimensão histórica do homem. Aqueles, porém, que têm uma relação um pouco mais do que ocasional com o estudo do fluir dos eventos humanos sabem que há amplos e essencialíssimos setores da história que só podem ser explorados à luz da Tradição. Sem ela, permanecem na total escuridão, nem sequer são suspeitados.

Curiosamente, o historicismo peca por falta de história.

Seus cultores são quase sempre de uma ingenuidade abismal no que se refere a pontos fundamentais do devir humano, até mesmo no plano dos fatos mais brutos.

Na verdade, a Tradição, a transmissão da Revelação divina, é a espinha dorsal da história.

O desconhecimento disto explica em boa medida a atual tragédia intelectual vivida na Igreja bergogliana.

terça-feira, 6 de maio de 2014

A revolução de Bergoglio, o caos, a FSSPX e a reconstrução

Cartaz com citação de Bergoglio à porta de uma clínica de aborto,
 para desencorajar as manifestações pró-vida

Magistral síntese do caos bergogliano e do que nos resta fazer. O original italiano pode ser lido no site da FSSPX da Itália. Tradução Yours Truly.



"Devemos chegar á vitória da ideia revolucionária através de um Papa"
Instrução permanente da Alta Vendita
do pe. Pierpaolo Maria Petrucci
"Este é o Papa Francisco. Se a Igreja tornar-se como ele a pensa e quer, uma época se encerrará". Assim terminava Eugenio Scalfari a famosa entrevista feita pelo Pontífice [1] e parece que acertou na mosca, pois este Papa está realmente realizando uma verdadeira revolução.
Essencialmente, não se trata de uma metamorfose nas ideias, que já foi executada pelo concílio e pelos papas que o transmitiram, pois neste campo Francisco não está dizendo nada de novo. A sua é uma revolução que se desenvolve principalmente na práxis. Os princípios relativistas, eixo da nova eclesiologia conciliar, são levados com força cada vez maior pela  teoria às suas consequências práticas e acabam por operar uma cisão cada vez maior entre a doutrina e a vida dos católicos.
Nessa passagem cada vez mais rápida das ideias aos fatos, Francisco parece agir com arte consumada: um telefonema, uma palavra dita em certo contexto e um silêncio observado em outro, uma entrevista, um questionário bem elaborado para consultar  “o povo de Deus” no atual contexto de descristianização, para depois utilizar as suas respostas e delas tirar as previsíveis consequências: uma vez que a Igreja já não está em sintonia com o povo cristão, são necessárias mudanças! Tudo isso, é claro, com grande cobertura da mídia, e eis que os últimos baluartes da própria lei natural são abalados em seus fundamentos.
Os inimigos da Igreja não perdem, é claro, a oportunidade de se aproveitar dessas aberturas. O papa Francisco  torna-se, assim, o personagem do ano da revista gay americana The advocate [2] e as suas frases são afixadas às portas das clínicas de aborto para desencorajar as manifestações em favor da vida.[3]
O novo padrão de medida da moral passa a ser unicamente a consciência subjetiva[4].  Por um lado, continua-se a declarar querer conservar intacta a doutrina, mas, por outro, se anulam, na prática, os princípios, ao considerar as situações concretas que permitiriam encontrar soluções morais sob medida, de geometria variável, pois, definitivamente, segundo o novo ensinamento, basta que cada um aja de acordo com sua própria consciência!
Um coquetel explosivo, composto muitas vezes não por atos ou documentos magistrais, e que está, portanto, por isso mesmo, fora das  discussões teológicas sobre a assistência divina de que deveria gozar o Papa, mas justamente por isso ainda mais mortífero.
Essa revolução profunda tem lugar no pensamento comum e, sobretudo, na mentalidade dos católicos e tem um alcance muito maior que uma simples declaração doutrinal. Apresenta, de fato, também a vantagem de paralisar a resistência no interior da Igreja, pois sempre se pode buscar a “interpretação certa”, com o objetivo de afinal justificar tudo; esta é a especialidade daqueles conservadores, repletos de espírito liberal, de que sempre se servem todas as revoluções para canalizar as legítimas resistências no interior de um sistema.
Uma das próximas etapas neste percurso serão as canonizações de João XXIII, o Papa da histórica guinada do Concílio, e de João Paulo II, aquele que excomungou a Tradição em nome de uma nova concepção evolutiva da mesma.
Com essa cerimônia, é, sem dúvida, o próprio concílio que se pretende canonizar e elevar á condição de marco de uma nova era de “progresso” para a Igreja, que é declarada, ao arrepio de toda realidade objetiva, não ter “nunca estado tão bem como hoje”![5]
Outra meta neste percurso será o sínodo de outubro sobre a família. O teólogo de referência do pontífice para esse evento parece ser ninguém menos que o Cardeal Kasper, julgado, desde os primeiros dias do pontificado, “um teólogo joia” [6].  No seu recente relatório para o último consistório [7], considerado pelo pontífice “belíssimo e profundo” [8], Kasper opera, como autêntico acrobata, uma devastadora distinção entre a doutrina, ainda, segundo ele, definida como imutável, e a práxis, suscetível de adaptação às circunstâncias, abrindo, assim, caminho para se conceder a comunhão aos divorciados concubinos e solapando as bases da indissolubilidade do matrimônio. [9]
O processo parece irreversível e, humanamente, com certeza o é. Mas a Igreja é divina e será magnífico ver (nesta vida ou na futura) como o Senhor, que parecia adormecido, se erguerá na barca de Pedro para acalmar com uma só palavra a tempestade.
Nesta expectativa, o que nos resta fazer é conservar a fé e transmiti-la. Para isso devemos afastar da mente todo sentimento de desânimo diante dos males atuais. De nada serve lamentar-nos sobra as ruínas que nos circundam. Precisamos ser lúcidos, mas sobretudo conservar a fé na Igreja e tudo fazer para sermos aqueles “homens de armas” de que falava Santa Joana d’Arc, através dos quias Deus dará a vitória.[10]
Com certeza, o Senhor quer valer-se de cada um de nós para  operar a restauração da sua realeza na sociedade e na Igreja. Para isso, é preciso construir com paciência, em primeiro lugar, em nós mesmos, o castelo interior, de que fala Santa Teresa d’Ávila, por meio de uma vida de união com Deus cada vez mais profunda, com base na boa doutrina, na oração, nos exercícios espirituais inacianos, mas, principalmente, com uma vida sacramental baseada na verdadeira Missa católica e não na neoliturgia de espírito protestante.
É preciso, em seguida, reconstruir, em meio ao caos geral, células de sociedade cristã fundadas na família indissolúvel. Devemos, além disso, contribuir modestamente, mas com todas as nossas energias, para a instauração do Reino social de Nosso Senhor, através da fidelidade ao dever de estado, que deve ser praticado como católicos, sem nenhuma esquizofrenia espiritual ditada pelo liberalismo, que gostaria de cindir no homem a vida privada da vida pública.
É necessário reconstruir estruturas sociais inspiradas pela fé e fundamentadas na doutrina imutável da Igreja: capelas, priorados, escolas realmente católicas, seminários… É necessário fazer reinar Nosso Senhor no ambiente em que vivemos, de maneira cada vez mais profunda e visível, pois, não o esqueçamos, somos compostos de alma e corpo e é, portanto, importante que esta vontade de tudo sujeitar ao doce império de Cristo e da Imaculada se concretize externamente com um sinal visível, como um crucifixo, uma estátua do Sagrado Coração, uma medalha de Nossa Senhora, do mesmo modo como agiram nossos pais, que plantaram cruzes sobre as mais altas montanhas para assim manifestarem a vontade de submeter toda a criação a Nosso Senhor Jesus Cristo.
Nesta batalha, a Fraternidade São Pio X estará sempre na linha de frente, sem nenhum compromisso com os erros e o espírito do mundo, e cada qual poderá sempre contar com o auxílio dos seus sacerdotes nesta obra de reconstrução, fundamentada na fé naquele que disse: «Tenhais coragem, eu venci o mundo».[11]


[4] Ver a entrevista a Scalfari supracitada
[5] Papa Francisco ao clero romano, 16-09-2013 http://it.radiovaticana.va/news/2013/09/16/papa_francesco_al_clero_romano:_alla_chiesa_serve_conversione/it1-728994
[6] 2013-03-17 Radio Vaticana
[7] Relatório dedicado a  O Evangelho da família com que o cardeal Walter Kasper abriu, em 20 de fevereiro, os trabalhos do Consistório extraordinário sobre esse tema.
[8] http://www.corriere.it/cronache/14_marzo_04/vi-racconto-mio-primo-anno-papa-90f8a1c4-a3eb-11e3-b352-9ec6f8a34ecc.shtml
[9] Ler a este respeito o artigo de Roberto De Mattei, Ciò che Dio ha unito, Il Foglio 1 marzo 2014. http://www.corrispondenzaromana.it/cio-che-dio-ha-unito/
[10] “Os homens de armas combaterão e Deus dará a vitória” Sta. Joana d’Arc
[11] Jo 16,33

domingo, 4 de maio de 2014

Igreja bergogliana curva-se ante R.R. Soares



São Cardeal Maradiaga, o vice-papa, exibe, numa grosseira imitação dos umbandistas neopentecostais, toda a sua incompetência musical e sua falta de senso do sagrado.

A diferença entre o "culto" de São Maradiaga e o de R.R. Soares não é só que o segundo pelo menos é original. R.R. Soares é também bem mais modesto e demonstra ainda certa noção de autocrítica. O que não é o caso do exibicionista braço direito de São Jorge.

Papa Bento XVI mais popular que São Jorge


É o que mostra pesquisa do site Religión en Libertad.

Apesar dos esforços do grupo Bilderberg e de Wall Street.

Isso, provavelmente, porque a pesquisa se desenvolveu em âmbito católico. Se fosse feita entre os participantes da parada gay, São Jorge dava de goleada.

sábado, 3 de maio de 2014

Franciscanos da Imaculada: o fundador é proibido de visitar o túmulo dos pais no dia de seu próprio aniversário



É o que se pode ler aqui.

Como é sabido, o padre Manelli, fundador dos Franciscanos da Imaculada, está há vários meses sob uma espécie de prisão domiciliar, da qual só pode sair com autorização prévia de São Padre Volpi, o interventor nomeado por São Jorge e São Braz de Aviz.

No dia primeiro de maio, o padre Manelli, ao completar 81 anos de vida, quis, como costuma, ir ao túmulo dos pais para rezar. Note-se que os pais de padre Manelli estão em processo de beatificação (ver aqui). O interventor, porém, RECUSOU o pedido. Mais um escândalo nesta que é uma das mais tenebrosas páginas da história da Igreja.

As razões da recusa podem ser vistas no vídeo acima, em que padre Manelli consagra a hóstia de maneira perigosamente devota.

Good job, São Jorge! A Avacalhação continua! Saravá!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Arqueologia de Sodoma, 1929


Encontramo-nos, neste momento, na sala de aula de escola livre, na presença de facto de uma perversão coletiva que nos é impossível deter. As crianças têm entre si conversas inacreditáveis, que não podemos deter.

Abbé Bernard, "Éducation sexuelle individuelle ou collective" in L'Église et l'éducation sexuelle, Paris, Association du Mariage Chrétien, 1929.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo apoia parada gay

A opinião da Comissão, parte do "legado" de São Evaristo Arns à cidade, não reflete a posição de seu presidente, Dom Odilo Scherer.

Pobre Dom Odilo. Mais uma mostra clara do efeito deletério do bergoglismo na Igreja.

Ler aqui.

Bergoglio e a doutrina católica

São Jorge Bergoglio trata a doutrina católica como trata a Bento XVI, como um vovozinho já meio imbecil, mas pelo qual se deve ter certo respeito.

Mas qual dos dois é o verdadeiro imbecil ele nem mesmo desconfia.

Big Brother convento: reality show só com noviças na TV americana


É o que noticia o site italiano Aleteia.

Tudo já está pronto para o início das transmissões. As cinco noviças que serão objeto do Big Brother bergogliano já assinaram o contrato.

Será um reality show produzido pelo canal de TV a cabo Lifetime, especializado nesse tipo de programa. Lifetime faz parte do grupo Disney.

Saravá, São Jorge!

A Grande Avacalhação e a carnificina intelectual

Uma das principais armas da Grande Avacalhação para destruir a Igreja tal como a conhecíamos foi a hecatombe dos intelectuais. A confusão, a incoerência, a má fé, a arrogância, a prepotência, a ignorância soberana, tudo contribuiu para criar dentro da Igreja um clima intelectual irrespirável.

O resultado está aí para quem quiser ver.

Deixando de lado o caso de São Jorge, hors concours, consideremos três dos cardeais brasileiros: Dom Braz de Aviz, Dom Cláudio Hummes e Dom Oriano Tempesta.

Ocupam o cargo máximo da hierarquia católica no Brasil. E, no entanto, considerados intelectualmente, não estão acima do professor médio de curso de contabilidade de faculdade de cidade de 100 mil habitantes.

Simplesmente porque a Avacalhação, ao aguar, adocicar e amputar a doutrina católica, tornou impossível a honestidade intelectual dentro da Igreja.

Alguns grandes nomes, como o do papa Bento XVI, que vêm da Igreja pré-conciliar, conseguiram manter uma vida intelectual ativa e de altíssimo nível, graças ao heroísmo pessoal. Mas nas gerações criadas pelo pós-concílio, a devastação intelectual foi total. Carnificina absoluta, terra arrasada.

E quando ameaça surgir, na Itália, entre os Franciscanos da Imaculada, uma leve sombra de vida intelectual, sabemos o que acontece.

Saravá, São Jorge!