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domingo, 13 de abril de 2014

Pecados pessoais, pecados pontificais


Afirmaram várias vezes as autoridades vaticanas que no processo de canonização de João Paulo II foram levados em conta somente os documentos relativos à vida pessoal, e não ao seu pontificado.

Ou seja, no pontificado estão liberados os pecados; só conta a vida particular.

Tal grotesco procedimento poderia levar a absurdos de toda espécie, como a canonização do cafetão hipócrita que levasse em casa, fora do expediente, uma vida de oração e caridade e, no trabalho, dirigisse um bordel.

Isso sem dizer que os pecados de um pontificado, se constatados, são infinitamente mais graves que toda a porcariada que se possa fazer num bordel durante décadas, porque têm uma repercussão universal e são, portanto, infinitamente escandalosos, enquanto a porcaria prostibular afeta apenas aos dois ou mais porcos envolvidos.






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