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segunda-feira, 17 de março de 2014

Walter Kasper ensina como dinamitar a Igreja



A operação de destruição da moral sexual católica foi cuidadosamente planejada pelo governo do Vaticano. Como se pode ler no relatório de Walter "In Gamba" Kasper, o método será o mesmo usado, segundo ele, pelo Vaticano II: da boca para fora, respeito pelo dogma; na prática, avacalhação ilimitada, sempre em nome do "pastoral".

Em vez de um Concílio, Bergoglio escolheu a forma de Sínodo, aparentemente mais modesta. E, detalhe fundamental, precedeu-o de uma consulta popular acerca da opinião dos católicos sobre questões de moral. Pesquisa absolutamente inútil, pois já era notório que os "católicos", há cinquenta anos entregues aos lobos por seus pastores, já não têm a mais mínima ideia deste e de todos os outros pontos da doutrina católica. Para saber o que a massa católica, lobotomizada e manipulada, pensa, basta consultar os programas do Faustão, do Gugu ou das paniquetes, ou qualquer uma das publicações da editora Abril.

Para que, então, a consulta? Para criar o fato consumado. Como afirma Kasper em sua resposta aos cardeais que ainda tentam, embora de modo infinitamente tímido, salvar a família dos ataques vaticanos, é impossível voltar atrás agora, pois isso geraria frustração no "povo de Deus"! Eis a pilantragem.

Kasper recorre, então, ao conceito de sensus fidei para legitimar o golpe. Ora, apelar para o sensus fidei em tempos de manipulação global é consagrar a soberania absoluta doa tubarões da mídia em matéria de fé e doutrina. É a vitória definitiva dos manipuladores da opinião - crucifica-o! - sobre o crucificado.

Todo o relatório de Kasper é uma obra-prima do que em bom brasileiro chamamos de embromação. Usando e abusando de uma falsa erudição arquipedante e obscura, Kasper tudo faz para turvar as águas cristalinas da doutrina católica, para dar a entender que a Tradição é ambígua.

Nada  mais longe da verdade. O Concílio de Trento, com a honestidade intelectual que o caracteriza, não dá margem a dúvidas sobre o problema do divórcio e do novo casamento. Basta ler dois de seus cânones sobre a matéria:

- Se alguém disser que, por motivo de heresia ou por causa de convivência difícil ou pela ausência exagerada do cônjuge se possa dissolver o vínculo matrimonial, seja anátema.

- Se alguém disser que a Igreja erra quando ensinou e ensina que, segundo a doutrina evangélica e apostólica (cf. Mt 5, 32; Mc 10, 11 12; Lc 16, 18; 1 Cor 7, 11) não se pode dissolver o vínculo matrimonial pelo adultério de um dos cônjuges (até mesmo o inocente, que não deu motivo para o adultério) e que um e outro não podem, enquanto o outro cônjuge estiver vivo, contrair outro matrimônio e que, portanto, comete adultério aquele que, abandonando a adúltera, se casa com outra e aquela que, abandonado o adúltero, se casa com outro homem, seja anátema.

Mais claro, impossível.

Mas o que importa o dogma católico? Aliás, o que importa Jesus Cristo?











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