Pesquisar este blog

domingo, 23 de março de 2014

Dois mil anos de Igreja postos abaixo em alguns meses

Bergoglio, ainda arcebispo de Buenos Aires, 
recebe de joelhos a bênção de pastores pentecostais

Ontem, passando pela Catedral da Sé, um som alto de rock invadia as calçadas circunstantes. Entrei para ver que show estava acontecendo lá dentro.

Era uma sessão de animismo neopentecostal carismático.

Mesmo a Catedral, que sob Bento XVI conseguia, com simplicidade, oferecer à pobre população do Centro um serviço divino bastante digno, agora sob Bergoglio descambou de vez para o populismo espiritual que caracteriza o novo pontificado ativo. Saí arrasado.

Tudo o que Bento XVI construíra pacientemente, enfrentando chuvas e tempestades, durante seus oito anos de pontificado ativo, posto por terra em alguns meses de bergoglismo. Muito pior: o que ainda sobra dos 2.000 anos de Fé, oração e sacrifício da Igreja, tudo comprometido pela infinita arrogância de quem se julga capaz de corrigir de uma penada esses 20 séculos de santidade e assistência do Espírito Santo. Tudo em nome de uma "criatividade" ou de uma "genialidade" jesuítica que, no fim das contas, sempre volta à única e mediocríssima solução dada pela Grande Avacalhação a todos os problemas: jogar mais água na doutrina, torná-la ainda mais insípida, mais "pastoral", mais intragável.

Sem doutrina, portanto sem Fé, sem espiritualidade, portanto sem liturgia, a Igreja bergogliana arrasta-se rumo a um único objetivo: ser aceita pelos superiores como  o "hospital de campo" da globalização, o braço filantrópico da maçonaria.

Tudo parece acabado, se considerarmos as coisas de uma perspectiva humana. Mas sabemos que Nosso Senhor Jesus Cristo zela por sua Igreja, e que, de algum modo absurdo que tornará ainda mais resplandescente a sua infinita Glória, virá salvar sua Igreja das mãos de seus inimigos.

Jesu bonitas infinita, miserere nobis!

PS: Lúcido e corajoso  artigo de Christopher Ferrara, do The Remnant, sobre a nova Nomenklatura "progressista" no Vaticano. Convém lembrar que The Remnant é uma das poucas publicações católicas que tem a nobreza de mostrar alguma oposição à avacalhação bergogliana. A maioria, nem isso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário