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quarta-feira, 5 de março de 2014

Francisco, Freud, casuística, as missões e o fim da doutrina católica


Em entrevista publicada hoje, o papa Francisco cita Freud, trata com descaso o papa Bento XVI como um velhinho que é melhor deixar em casa do que mandar para o asilo e afirma, com todas as letras, que defende que cada povo conserve a sua religião tradicional - tapa maior na cara de todos os missionários na história da Igreja, impossível. E isso da boca de alguém que faz da missão a bandeira do seu pontificado.

Curiosamente, também, ataca a casuística, mas defende que os grandes problemas morais sejam tratados caso por caso, o que é o método mesmo da casuística.

Quanto a Freud, já era conhecida a predileção de Francisco por esse pensador existencialmente periférico. Michel de Certeau, o fundador da Escola Freudiana de Paris ao lado de Jacques Lacan, é confessadamente seu autor predileto. Enfim, um papa freudiano! Mas, se não me engano, a compatibilidade do freudismo - um dos pilares da ideologia maçônica no século XX - com o cristianismo é completamente impossível.

Pergunto sinceramente: é ainda possível, para quem tem um mínimo de respeito pela Igreja e pela doutrina católica, crer que Francisco seja realmente o atual sucessor de Cristo e de Pedro?

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