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quinta-feira, 20 de março de 2014

Cristianismo terapêutico


Um dos piores desastres inspirados pela Grande Avacalhação é a redução do Evangelho à terapia psicológica: Cristo como um concorrente genérico mais barato do Haldol® ou do Valium®. Da doutrina, só vale o que faz o paciente se sentir bem, mais leve, mais alegre. Da Cruz, da ascese, da mortificação, do pecado, nem sinal. Ter "fé" faz bem, rezar é ótimo: tanto faz se para Ogum, a Virgem ou Buda. Todas as religiões são igualmente boas, desde que deem aquela sensação de bem-estar, aquele friozinho na barriga.

Tudo, menos a terrível realidade da Cruz e do Crucificado, massacrado por nossos pecados.


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