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segunda-feira, 10 de março de 2014

Caso Bargalló: Bergoglio e os escândalos sexuais do clero argentino


Em junho de 2012, os jornais argentinos foram inundados por fotos de um casal de coroas em trajes de banho, em animado colóquio numa paradisíaca praia mexicana.

Nada menos emocionante, se o apaixonado banhista das fotos não fosse Dom Fernando Bargalló, bispo da diocese de Merlo-Moreno, subordinada à arquidiocese de Buenos Aires, e secretário do  setor caribenho e latino-americano da Caritas internacional. Homem de confiança do cardeal Jorge Bergoglio - que dele teria tomado a expressão "existencialmente periférico", de tão gloriosa fortuna - e do então presidente da Caritas, o cardeal Maradiaga, saxofonista herético.

Inicialmente, o bispo, famoso pela radicalidade de sua opção preferencial pelos pobres, afirmou que as fotos haviam sido montadas, e que se tratava de um inocente encontro com uma amiga de infância e sua família. Mais tarde se revelou que a mulher era Marivi Martinez Bo, rica empresária argentina, divorciada com dois filhos e cujo casamento havia sido celebrado pelo próprio Dom Bargalló. Para não dar na vista, os dois haviam tomado dois aviões diferentes em Buenos Aires, para se encontrarem numa vertiginosa maratona erótica pelos mais luxuosos hotéis da região de Puerto Vallarta, no México. Ante o leite derramado, Dom Bargalló pediu demissão, prontamente aceita por Bento XVI.

Até aí, nada de novo sob o sol, só mais um dos incontáveis escândalos sexuais envolvendo um prelado da Grande Avacalhação pós-conciliar.

Mas o mais curioso foi a reação do cardeal Bergoglio ao escândalo.

Na missa em que se deu a troca de bispos de Merlo, o cardeal Bergoglio, longe, muito longe de censurar a Dom Bargalló pelas suntuosas estrepolias eróticas, atribuiu o escândalo à perseguição política contra o amigo e guru, e agradeceu ao galante prelado pela Igreja "unida, humanitária e missionária" criada  em sua diocese.

Ao fim da missa, houve uma prolongada salva de palmas ao bispo demissionário, em meio a entusiasmados gritos de Viva!

Eis como o cardeal Bergoglio tratava os escândalos sexuais do clero em sua arquidiocese. Não é de espantar que, com tamanho rigor, ele tenha rapidamente desmantelado o famoso lobby gay no Vaticano, de que já nem se ouve falar.





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