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domingo, 30 de março de 2014

Cristo conta o Jardim das Oliveiras


Só conhecemos a história de Cristo no Jardim das Oliveiras pelo que o próprio Jesus disse a respeito aos apóstolos, depois da Ressurreição. Para sentir toda a força dessa narrativa, é preciso colocá-la na primeira pessoa: "Eu suei sangue, tive medo, veio um anjo consolar-me, todos vocês estavam dormindo..."

(Julien Green, Journal, 12/2/67, OC, V, 421).

Bergoglismo ante litteram: stars e carmelitas


Leio nos Diários de Julien Green de 1964:

18 de julho: Num artigo do cônego Vancourt sobre os problemas intelectuais do catolicismo na França, publicado em La France catholique de 17 de julho, noto esta frase: "Um padre, mostrando a garotinhas por ele catequizadas umas fotos de estrelas de cinema e de carmelitas, explicava-lhes que as primeiras contribuíam mais para o advento do belo e do bem do que as segundas, perdidas numa contemplação estéril." Achei que tinha lido mal. Fico pensando se não é preciso enviar missões para converter parte do clero. Talvez os leigos os seguissem.

(OC, V, 352)

Instantâneo da situação espiritual do clero francês durante o "Pentecostes" do Vaticano II e também das origens da espiritualidade hollywoodiana de Jorge "Vanity Fair" Bergoglio.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Razões do ódio "ocidental" contra a Rússia de Putin


Rino Camilleri, escritor conservador católico, explica em seu site Antidoti o que está por trás do ódio do "Ocidente" prostibular contra Putin, que se manifesta em ações como o golpe que derrubou o governo eleito da Ucrânia, e as sanções contra a separação da Crimeia, embora referendada pelo voto de mais de 90% da população:

Trinta mil novas igrejas, seiscentos novos mosteiros, drástica diminuição dos abortos, auxílio gravidez de 10 mil dólares a quem tem um segundo filho e terra para quem tem três filhos, defesa da família e da vida, proibição da propaganda gay, Putin que beija o ícone da Virgem e quase admoesta o papa porque não o imita. Depois da maior experiência de ateísmo forçado e cientificamente organizado da história, eis que a Rússia se torna o baluarte da religião e dos valores cristãos. A Virgem dissera em Fátima: «O papa consagrará a Russia ao meu Coração Imaculado e a  Rússia se converterá». O que espera Francisco para fazer o mesmo com a UE?

Sobre o caso ucraniano, vale a pena ler também o longo artigo que o católico croata (e portanto insuspeito de paixões filo-ortodoxas ) Milenko Bernadic escreve em espanhol em seu blog filiado a Infocatólica. Muito instrutivo. 


quinta-feira, 27 de março de 2014

O padre Surin e o deserto interior


Direi, portanto, acerca da santa solidão, que a atração da Graça nos leva todos ao deserto, pela separação das criaturas, para nos refugiarmos e nos estabelecermos em Deus. Imagino Jesus em seu retiro, todo absorto nas grandezas de seu Pai, e a sua santa alma imersa e como perdida nesse maravilhoso abismo das verdades, das riquezas e das delícias divinas. É nessa solidão interior que devemos segui-Lo, afastando-nos de todas as coisas da terra; e em primeiro lugar das que estão fora de nós, como os bens, os pais, as conversas e as diversões do século. A boa Carmelita maravilha-se por se ver livre de tudo isso e com a liberdade que seu estado lhe dá de tratar só de Deus e de nele mergulhar, se assim posso dizer: é o que ela faz todas as vezes que se volta para si mesma; como aquelas pessoas que, cansadas de carregar um pesado fardo, põe-no abaixo para descansar; ou àqueles navios que, ao saírem de um rio onde estavam apertados, adentram o mar, onde, de vento em popa, navegam a plenas velas.
Assim a alma liberta de tudo ganha o alto-mar em Deus; não vê, não sente senão Deus, não por um conhecimento distinto das divinas perfeições, mas por uma visão confusa do Ser soberano, por um gosto universal do soberano bem, por ela vislumbrado mais ou menos como olhamos o mar, onde só vemos uma imensa e uniforme extensão de água. Nesse simples olhar, a alma saboreia seu verdadeiro contentamento; e, mergulhando fundo no oceano da divindade, lá encontra, por fim, as riquezas particulares e distintas que estão em Jesus Cristo: assim como os que mergulham bem longe no mar, ali encontram o coral, as pérolas e as outras coisas preciosas que ele encerra. Mas o segredo para isso é afastar-se muito da terra e de todos os objetos exteriores, sem lhes dar afeto, sem neles buscar apoio e sem neles procurar sua própria satisfação. Isso não basta: também é preciso afastar-nos e separar-nos de tudo o que temos de próprio, de nossos interesses, de nossos planos, de nossas vontades, de nossas inclinações, de nossos sentimentos, de nossas maneiras humanas e naturais, até de nossos gostos sobrenaturais; entregando-nos a tudo, até à morte, como quem embarca se entrega aos trabalhos da navegação, às tempestades, aos naufrágios, a todos os perigos do mar.
Esse perfeito despojamento de nós mesmos é a última disposição para entrarmos na divina solidão, aonde a Graça nos atrai e onde, não estando limitados, gozamos de uma imensa liberdade. Daí vêm aqueles santos arroubos do coração livre, que, vendo-se só com Deus só, mergulha em Deus com um profundo recolhimento: daí vinha esse admirável fervor de nossa Santa Mãe, que víamos sempre voltar-se para Deus com a mesma rapidez com que um grande rio vai perder-se no mar. Isso vem da perfeita liberdade que a alma recolhida possui em seu deserto.

(Père Surin, Lettres spirituelles, t. III (ed. 1728), IX, pp. 30-33; trad. Yours Truly).

Por que o aborto é o mais abominável de todos os crimes


1. É crime de morte: assassinato.
2. A vítima é uma criança: infanticídio.
3. A assassina é mãe da vítima, com ou sem cumplicidade do pai: filicídio.
4. A vítima está completamente desprotegida e sem absolutamente nenhuma possibilidade de se defender: covardia.
5. Na imensa maioria dos casos, o crime tem motivação torpe: boçalidade.
6. É crime organizado e feito em escala industrial, às centenas de milhões, financiado e propagandeado por instituições poderosíssimas: genocídio e crime contra a humanidade.

Isso de um ponto de vista meramente humano, sem levar em conta que é pecado gravíssimo, que clama aos céus.

Mas Bergoglio chama de obsessão o combate a essa abominação. E acha mais grave o desemprego juvenil.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

terça-feira, 25 de março de 2014

Usque ad effusionem sanguinis


Até quando a apatia dos Príncipes da Igreja ante os ataques furiosos contra aquela que juraram defender até darem seu próprio sangue?

Pois é  este o simbolismo da púrpura cardinalícia: defender a Fé usque ad sanguinis effusionem.

Até quando vai ser preciso esperar para que se erga uma voz firme contra a implosão da Fé católica?

Chegou a hora da decisão: ou se mostram dignos da púrpura que vestem, ou não passarão de uma versão clerical do Chapeuzinho Vermelho que se deixa devorar pelo Lobo.

PS: A entrevista do cardeal Brandmüller, uma luz no fim do túnel? Deus queira. De qualquer forma, uma luz tão fraca e tímida que ainda não permite reconhecer os bois nem ousa dar nome a eles.

Prostituição existencialmente periférica


A decomposição moral da Europa não tem limites.

Na Espanha, outrora terra de místicos e mártires, foi criada uma associação de prostituição filantrópica para deficientes (aqui).

"Mas teme: porque se Deus não poupou os ramos naturais, nem a ti poupará." (Rm 11, 20-21)

domingo, 23 de março de 2014

Dois mil anos de Igreja postos abaixo em alguns meses

Bergoglio, ainda arcebispo de Buenos Aires, 
recebe de joelhos a bênção de pastores pentecostais

Ontem, passando pela Catedral da Sé, um som alto de rock invadia as calçadas circunstantes. Entrei para ver que show estava acontecendo lá dentro.

Era uma sessão de animismo neopentecostal carismático.

Mesmo a Catedral, que sob Bento XVI conseguia, com simplicidade, oferecer à pobre população do Centro um serviço divino bastante digno, agora sob Bergoglio descambou de vez para o populismo espiritual que caracteriza o novo pontificado ativo. Saí arrasado.

Tudo o que Bento XVI construíra pacientemente, enfrentando chuvas e tempestades, durante seus oito anos de pontificado ativo, posto por terra em alguns meses de bergoglismo. Muito pior: o que ainda sobra dos 2.000 anos de Fé, oração e sacrifício da Igreja, tudo comprometido pela infinita arrogância de quem se julga capaz de corrigir de uma penada esses 20 séculos de santidade e assistência do Espírito Santo. Tudo em nome de uma "criatividade" ou de uma "genialidade" jesuítica que, no fim das contas, sempre volta à única e mediocríssima solução dada pela Grande Avacalhação a todos os problemas: jogar mais água na doutrina, torná-la ainda mais insípida, mais "pastoral", mais intragável.

Sem doutrina, portanto sem Fé, sem espiritualidade, portanto sem liturgia, a Igreja bergogliana arrasta-se rumo a um único objetivo: ser aceita pelos superiores como  o "hospital de campo" da globalização, o braço filantrópico da maçonaria.

Tudo parece acabado, se considerarmos as coisas de uma perspectiva humana. Mas sabemos que Nosso Senhor Jesus Cristo zela por sua Igreja, e que, de algum modo absurdo que tornará ainda mais resplandescente a sua infinita Glória, virá salvar sua Igreja das mãos de seus inimigos.

Jesu bonitas infinita, miserere nobis!

PS: Lúcido e corajoso  artigo de Christopher Ferrara, do The Remnant, sobre a nova Nomenklatura "progressista" no Vaticano. Convém lembrar que The Remnant é uma das poucas publicações católicas que tem a nobreza de mostrar alguma oposição à avacalhação bergogliana. A maioria, nem isso.

sábado, 22 de março de 2014

Bergoglio, santo já! Bergoglio, santo subito! Os milagres de Francisco.


Aproveitando o ensejo da canonizzazione con moto de João Paulo II, este blog vem propor a elevação imediata aos altares de nosso querido bispo de Roma, Jorge Bergoglio.

Ao contrário do que acontece com João Paulo II e João XXIII, os milagres não faltam para justificar a canonização de Bergoglio. E não são milagrinhos mixurucas, são uns baitas de uns milagres, o que poderíamos chamar de milagres padrão Fifa! Aqui vai uma pequena amostra:

1. Depois do massacre diário a que era submetido o papa Bento XVI pela imprensa mundial, Bergoglio, assim que assumiu o governo do Vaticano, conseguiu pacificar de imediato todos os ânimos midiáticos, tornando-se até o xodó da grande imprensa, principalmente da mais fanaticamente anticatólica. E o que é mais incrível, essa unanimidade já era evidente antes mesmo de Bergoglio fazer suas famosas declarações de tipo "quem sou eu". Milagre!

2. O fim do lobby gay. Enquanto choviam denúncias de que a burocracia vaticana sob Bento XVI era dominada por um poderoso lobby gay, hoje todos sabem que esse lobby simplesmente desapareceu quando Bergoglio foi eleito. Sumiu! Pluf! Não se fala mais nele! Certamente, entusiasmados com a ternura de Bergoglio, os mafiosos do lobby  se converteram em massa ao catolicismo e abandonaram suas pérfidas práticas. Milagre!

3. O caso dos caixas eletrônicos do Vaticano. Todos os caixas eletrônicos deixaram de funcionar durante os últimos meses do pontificado de Bento XVI. Assim que ele anunciou sua renúncia, abrindo caminho para o governo \Bergoglio, os caixas voltaram a funcionar. Milagre!

4. Doutrinas que eram consideradas inatacáveis por todos os papas anteriores, como as da indissolubilidade do matrimônio, da necessidade da Fé em Cristo para a salvação e a condenação da sodomia, de repente passaram a ser duvidosas e até claramente reacionárias depois da eleição de \Bergoglio. Milagre!

5. E o maior de todos: enquanto Bergoglio faz à vista de todos as maiores lambanças com o depósito da Fé, não vemos nenhuma, absolutamente nenhuma reação por parte do alto clero em defesa do que foi revelado por Cristo e transmitido fielmente pela Tradição até hoje, para a nossa salvação. Silêncio total, só rompido aqui e ali pelos aplausos da grande mídia e dos próprios eleitores de Bargoglio. Ninguém sai em defesa da Fé! E olha que todos aqueles cardeais se vestem de vermelho justamente para mostrar que estão dispostos a derramar seu sangue em defesa dessa Fé! Só pode ser milagre!

Alguns mais desavisados podem objetar que Bergoglio não pode ser canonizado porque ainda não morreu. Trata-se de objeção claramente neopelagiana, baseada em preconceitos pré-conciliares, e nem merece ser respondida.

Bergoglio santo subito!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Freiras roqueiras: bergoglismo em estado cristalino



Note-se a presença do Crucificado, em sua tortura infinita, ao peito dessas freiras.
Seria de esperar que, na impossibilidade de manterem um mínimo de compostura ante a imagem da agonia de Nosso Senhor por nossos pecados, os religiosos bergoglianos se abstivessem de trazer consigo o Crucifixo suspenso ao peito. É o mínimo que poderiam fazer.

O que se poderia pensar de alguém que fosse pular o carnaval com uma foto do cadáver da mãe assassinada pendurada ao peito?

Se não  têm mais Fé, tenham pelo menos respeito.

Os monstrinhos de Francisco


Primeiro foi Dom Braz de Aviz, que, do alto de sua felliniana peruca, fulminou sem mais nem menos os místicos Franciscanos da Imaculada. Depois veio o cardeal Maradiaga, a eminência parda e jazzística do Vaticano, que ataca publicamente a Igreja para elogiar a sua pior heresia. Há pouco, entrou em cena o cardeal Kasper, com um plano todo pronto para destruir a família e a ética sexual católica, instituída pela palavra do próprio Verbo encarnado.

O que será que ainda nos espera?

quinta-feira, 20 de março de 2014

Pat Buchanan, Bergoglio e a guerra contra a Fé


O brilhante e reacionaríssimo político americano Pat Buchanan, católico fervoroso, oferece uma visão de conjunto do pontificado de Jorge Bergoglio. Tradução de Yours Truly. O original pode ser lido aqui.http://buchanan.org/blog/papal-neutrality-culture-war-5995.

“O papa Francisco não quer guerreiros culturais; não quer ideólogos,” disse Dom Blase Cupich, bispo de Spokane, Washington:
“O núncio disse que Sua Santidade quer bispos com sensibilidade pastoral, pastores que conhecem o cheiro das ovelhas.”
Dom Cupich transmitia as instruções que o núncio papal trouxera de Roma para orientar os bispos norte-americanos na escolha de um novo líder.
Eles escolheram Dom Joseph Kurtz, arcebispo de Louisville, Kentucky, que tem um mestrado em assistência social, para suceder o arcebispo Timothy Dolan, que Laurie Goodstein do New York Times assim descreve:
“[Um] evangelista muito falante, que se sente à vontade diante das câmeras, e liderou os bispos em seu ruidoso confronto com o governo Obama, em relação a uma disposição da lei de assistência à saúde que exige que a maioria dos empregadores façam seguros que cubram os contraceptivos dos empregados.”
A lei também exige que os empregadores ofereçam drogas que induzem o aborto e esterilizações.
No entanto, esta é mais uma confirmação de que Sua Santidade procura levar a Igreja Católica a uma postura de não beligerância, se não de neutralidade, na guerra cultural pela alma do Ocidente.
Existe, porém, um pequeno problema com a neutralidade. Como observou Trotsky, “talvez você não esteja interessado na guerra, mas a guerra está interessada em você.” Pois  o fato de a Igreja se retirar da guerra cultural não significa pôr um ponto final na guerra, mas perdê-la.
O que isso provocaria? Não podemos já vê-lo?
Nos Estados Unidos, a família desintegrou-se. 40% das crianças brancas de classe trabalhadora nasceram fora do casamento, assim como 53% das crianças hispânicas e 73% das crianças negras. As crianças de lares desintegrados têm uma probabilidade muito maior de abandonar a escola, usar drogas, entrar para gangues, cometer crimes, acabar na cadeia, perder a alma e produzir mais outra geração de almas perdidas.
Goodstein cita o Santo Padre quando diz que um dos “mais graves males” de hoje é “o desemprego juvenil.” E convoca os católicos a não se mostrarem “obsessivos” em relação ao aborto ou ao casamento gay.
Mas será que o desemprego dos adolescentes é mesmo um mal moral mais grave do que o massacre de 3.500 bebês ainda não nascidos por dia no país que era chamado a "Terra de Deus"?
As encíclicas papais, como Rerum Novarum e Quadragesimo Anno, têm muito a ensinar sobre a justiça social numa sociedade industrial.
Mas quais são os conhecimentos técnicos especiais da Igreja para lidar com o desemprego juvenil? Terá a Cúria feito um bom trabalho acadêmico sobre o  impacto econômico do salário mínimo?
A revolução cultural pregada pelo marxista Antonio Gramsci prossegue sua “longa marcha” pelas instituições do Ocidente, obtendo sucesso onde as revoluções violentas de Lênin e Mao fracassaram.
Vem efetuando uma inversão de todos os valores. E não está interessada numa trégua com a Igreja do papa Francisco, mas num triunfo sobre essa Igreja por ele indicada como o grande inimigo em sua luta.
De fato, depois de décadas de guerra cultural contra o Cristianismo, o Vaticano pode constatar o estado da Fé.
A nossa civilização está sendo descristianizada. A cultura popular é um esgoto a céu aberto. A promiscuidade e a pornografia são pandêmicas. Na Europa, as igrejas se esvaziam enquanto as mesquitas se enchem. Nos Estados Unidos, a leitura da Bíblia e a oração são proibidas nas escolas, enquanto os símbolos cristãos são retirados dos lugares públicos. Oficialmente, o Natal e a Páscoa não existem.
O papa, diz Goodstein, chama o proselitismo de uma “solene bobagem.” Mas fazer proselitismo é converter os que não creem.
E quando Cristo ordenou aos apóstolos: “Vão e ensinem a todas as nações,” e dez de seus doze foram martirizados ao fazer isso, não estavam envolvidos na verdadeira missão da Igreja — dar almas a Cristo?
O papa Francisco é jesuíta.
Por isso, ficamos pensando: Será que os lendários jesuítas, como São Isaac Jogues e os mártires norte-americanos, cometeram um erro ao fazer proselitismo e batizarem, quando podiam ter trabalhado para sanar o desemprego juvenil entre os moicanos?
Um ateu italiano faz a seguinte citação do papa: “Cada um tem sua própria ideia do bem e do mal,” e cada um deve “fazer o bem e o mal tal como os entende.”
Isso não reflete o relativismo moral do Príncipe Hamlet ao dizer a Rosencrantz: “não há nada que seja bom ou mau, só o pensamento os faz assim?” E no entanto, não é missão da Igreja diferenciar o bem e o mal e condenar o segundo?
“Quem sou eu para julgar?”, diz o papa Francisco a respeito dos homossexuais.
Bom, ele é o papa. E mesmo o mais humilde padre diocesano tem de emitir juízos morais no confessionário.
“Desde que se tornou papa,” escreve Goodstein, “os números de aprovação de Francisco  estão em forte alta. Até mesmo os ateus o aplaudem.”
Especialmente os ateus, é de se imaginar.
Embora o papa Francisco não tenha alterado nenhuma doutrina católica em suas entrevistas e declarações, vem lançando sementes de confusão entre os fiéis, um preço alto a pagar, mesmo com números "em forte alta" nas pesquisas.
Se minha memória não me trai, disse o Senhor: “alimenta minhas ovelhas,” não “pegue o cheiro das ovelhas.” E não estava referindo-se a bandejões, mas, o que é mais importante, ao alimento espiritual, essencial para a vida eterna.
Mas esses eram jesuítas bem diferentes. E isso faz muito tempo.

Frei Betto, os massacres comunistas e a CIA

Mártires claretianos de Barbastro, massacrados todos eles,
 um a um, pelos comunistas espanhóis só por serem religiosos católicos

O inefável dominicano, frei "Playboy" Betto, declara hoje em entrevista à grande mídia, de que é fiel servidor, que a resistência da Igreja ao comunismo no Brasil foi preparada pela CIA.

Claro.

Por que a Igreja iria resistir a um movimento político que costumava massacrar indistintamente os cristãos militantes que caíam em suas garras, aos MILHÕES?

Só pode ser coisa da CIA!

Cristianismo terapêutico


Um dos piores desastres inspirados pela Grande Avacalhação é a redução do Evangelho à terapia psicológica: Cristo como um concorrente genérico mais barato do Haldol® ou do Valium®. Da doutrina, só vale o que faz o paciente se sentir bem, mais leve, mais alegre. Da Cruz, da ascese, da mortificação, do pecado, nem sinal. Ter "fé" faz bem, rezar é ótimo: tanto faz se para Ogum, a Virgem ou Buda. Todas as religiões são igualmente boas, desde que deem aquela sensação de bem-estar, aquele friozinho na barriga.

Tudo, menos a terrível realidade da Cruz e do Crucificado, massacrado por nossos pecados.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Perseguição aos católicos da Crimeia: conservadorismo e anacronismo

Putin assina acordo de anexação com a Crimeia

É triste ver que prelados católicos ucranianos da Crimeia se vejam "convidados" a se retirar da Crimeia, recém-anexada à Rússia (ler matéria em Infocatólica).

Num momento de festa, em que a Crimeia conseguiu gloriosamente escapar às garras do Império "ocidental" que prostitui o planeta, os católicos se encontram mais uma vez do lado errado do muro.

É o problema crônico dos "conservadores" católicos. Ainda presos a anacrônicos esquemas mentais derivados dos tempos da Guerra Fria, esses católicos se colocam sistematicamente numa posição falsa, obrigados a lutar lado a lado com seus piores inimigos.

É o que se pode chamar de drible civilizacional. Na inércia da oposição sistemática à Rússia, os conservadores passam lotados quando o inimigo para e muda de direção.

Hoje, não há mais dúvida nenhuma de que a defesa do Cristianismo está do lado de Putin, e não de Obama ou François Hollande.

Enquanto não perceberem que a velha oposição entre Ocidente "de direita" e Oriente "de esquerda", fruto do pós-guerra, já deu o que tinha que dar, os conservadores continuarão servindo sempre de inocentes úteis nas mãos de seus manipuladores.

Já era hora de abrirem os olhos.

terça-feira, 18 de março de 2014

Bergoglio decreta o Dia da Confissão: arrependei-vos, tradicionalistas!


Dando sequência à política do "chuta e assopra" que caracteriza o seu pontificado, Jorge Bergoglio decretou que o dia 28 de março será o dia da Confissão. As igrejas devem ficar abertas por 24 horas, para atender os fiéis.

Trata-se provavelmente de uma resposta do governo do Vaticano às estatísticas que mostram que o número de confissões, já ridiculamente pequeno antes, caiu ainda mais depois do início do pontificado de Bergoglio. O que não chega a ser exatamente uma surpresa. Se todos vão ser salvos mesmo, para que se confessar?

Ledo engano. Nem todos serão salvos. Os católicos fiéis à Tradição da Igreja irão todos para o inferno, o mesmo acontecendo com os homofóbicos e os que criticam a maçonaria ou o Concílio Vaticano II.

Portanto, se você cometeu algum ato hediondo, como assistir a uma Missa tridentina, se acredita que a Igreja tenha dogmas definitivos ou se você se opõe ao lobby gay no Vaticano, corra para o confessionário. Você certamente está possuído pelo demônio do neopelagianismo. Sua alma está em perigo.

Arrependa-se imediatamente e filie-se à loja maçônica ou centro de umbanda mais próximo. E saravá!



segunda-feira, 17 de março de 2014

Novo priorado lefebvriano em Campos


É o que noticia DICI.

Sejam bem-vindos os missionários lefebvrianos, que trazem de volta a Campos, um dos lugares altos do catolicismo tradicional, a velha, nova e eterna Igreja Católica. Nada mais salutar em nossos tristes tempos bergoglianos de perseguição à Tradição.

Walter Kasper ensina como dinamitar a Igreja



A operação de destruição da moral sexual católica foi cuidadosamente planejada pelo governo do Vaticano. Como se pode ler no relatório de Walter "In Gamba" Kasper, o método será o mesmo usado, segundo ele, pelo Vaticano II: da boca para fora, respeito pelo dogma; na prática, avacalhação ilimitada, sempre em nome do "pastoral".

Em vez de um Concílio, Bergoglio escolheu a forma de Sínodo, aparentemente mais modesta. E, detalhe fundamental, precedeu-o de uma consulta popular acerca da opinião dos católicos sobre questões de moral. Pesquisa absolutamente inútil, pois já era notório que os "católicos", há cinquenta anos entregues aos lobos por seus pastores, já não têm a mais mínima ideia deste e de todos os outros pontos da doutrina católica. Para saber o que a massa católica, lobotomizada e manipulada, pensa, basta consultar os programas do Faustão, do Gugu ou das paniquetes, ou qualquer uma das publicações da editora Abril.

Para que, então, a consulta? Para criar o fato consumado. Como afirma Kasper em sua resposta aos cardeais que ainda tentam, embora de modo infinitamente tímido, salvar a família dos ataques vaticanos, é impossível voltar atrás agora, pois isso geraria frustração no "povo de Deus"! Eis a pilantragem.

Kasper recorre, então, ao conceito de sensus fidei para legitimar o golpe. Ora, apelar para o sensus fidei em tempos de manipulação global é consagrar a soberania absoluta doa tubarões da mídia em matéria de fé e doutrina. É a vitória definitiva dos manipuladores da opinião - crucifica-o! - sobre o crucificado.

Todo o relatório de Kasper é uma obra-prima do que em bom brasileiro chamamos de embromação. Usando e abusando de uma falsa erudição arquipedante e obscura, Kasper tudo faz para turvar as águas cristalinas da doutrina católica, para dar a entender que a Tradição é ambígua.

Nada  mais longe da verdade. O Concílio de Trento, com a honestidade intelectual que o caracteriza, não dá margem a dúvidas sobre o problema do divórcio e do novo casamento. Basta ler dois de seus cânones sobre a matéria:

- Se alguém disser que, por motivo de heresia ou por causa de convivência difícil ou pela ausência exagerada do cônjuge se possa dissolver o vínculo matrimonial, seja anátema.

- Se alguém disser que a Igreja erra quando ensinou e ensina que, segundo a doutrina evangélica e apostólica (cf. Mt 5, 32; Mc 10, 11 12; Lc 16, 18; 1 Cor 7, 11) não se pode dissolver o vínculo matrimonial pelo adultério de um dos cônjuges (até mesmo o inocente, que não deu motivo para o adultério) e que um e outro não podem, enquanto o outro cônjuge estiver vivo, contrair outro matrimônio e que, portanto, comete adultério aquele que, abandonando a adúltera, se casa com outra e aquela que, abandonado o adúltero, se casa com outro homem, seja anátema.

Mais claro, impossível.

Mas o que importa o dogma católico? Aliás, o que importa Jesus Cristo?











domingo, 16 de março de 2014

O Sínodo contra a Família e a indissolubilidade do matrimônio


Às vésperas do Sínodo contra a Família por ele convocado, Jorge Bergoglio expõe a um jovem casal de noivos, de forma singela e clara,  a nova posição do Vaticano sobre a indissolubilidade do matrimônio.

sábado, 15 de março de 2014

Satanismo no Vaticano


Quem leu The Windswept House, de Malachi Martin, sabe como eram ativas as redes satanistas no Vaticano de Paulo VI e João Paulo II.

Agora que o Vaticano se dobrou de vez aos poderes deste baixíssimo mundo, fico imaginando o que deve estar acontecendo por lá.

Mas logo desanimo. É tudo certamente inimaginável.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Um poeta esquecido: Patrice de la Tour du Pin


Caiu em minhas mãos ontem uma antologia do grande poeta francês Patrice de La Tour du Pin: seus poemas são tão belos que até ardem.
Consta que eram lidos avidamente por Jorge de Lima e Murilo Mendes. Será que ainda têm algum leitor neste vasto Brasil?
Se em vez de católico e nobre fosse maçom, teria levado uns três prêmios Nobel.

Caso Bargalló: Bergoglio e os escândalos sexuais do clero argentino


Em junho de 2012, os jornais argentinos foram inundados por fotos de um casal de coroas em trajes de banho, em animado colóquio numa paradisíaca praia mexicana.

Nada menos emocionante, se o apaixonado banhista das fotos não fosse Dom Fernando Bargalló, bispo da diocese de Merlo-Moreno, subordinada à arquidiocese de Buenos Aires, e secretário do  setor caribenho e latino-americano da Caritas internacional. Homem de confiança do cardeal Jorge Bergoglio - que dele teria tomado a expressão "existencialmente periférico", de tão gloriosa fortuna - e do então presidente da Caritas, o cardeal Maradiaga, saxofonista herético.

Inicialmente, o bispo, famoso pela radicalidade de sua opção preferencial pelos pobres, afirmou que as fotos haviam sido montadas, e que se tratava de um inocente encontro com uma amiga de infância e sua família. Mais tarde se revelou que a mulher era Marivi Martinez Bo, rica empresária argentina, divorciada com dois filhos e cujo casamento havia sido celebrado pelo próprio Dom Bargalló. Para não dar na vista, os dois haviam tomado dois aviões diferentes em Buenos Aires, para se encontrarem numa vertiginosa maratona erótica pelos mais luxuosos hotéis da região de Puerto Vallarta, no México. Ante o leite derramado, Dom Bargalló pediu demissão, prontamente aceita por Bento XVI.

Até aí, nada de novo sob o sol, só mais um dos incontáveis escândalos sexuais envolvendo um prelado da Grande Avacalhação pós-conciliar.

Mas o mais curioso foi a reação do cardeal Bergoglio ao escândalo.

Na missa em que se deu a troca de bispos de Merlo, o cardeal Bergoglio, longe, muito longe de censurar a Dom Bargalló pelas suntuosas estrepolias eróticas, atribuiu o escândalo à perseguição política contra o amigo e guru, e agradeceu ao galante prelado pela Igreja "unida, humanitária e missionária" criada  em sua diocese.

Ao fim da missa, houve uma prolongada salva de palmas ao bispo demissionário, em meio a entusiasmados gritos de Viva!

Eis como o cardeal Bergoglio tratava os escândalos sexuais do clero em sua arquidiocese. Não é de espantar que, com tamanho rigor, ele tenha rapidamente desmantelado o famoso lobby gay no Vaticano, de que já nem se ouve falar.





domingo, 9 de março de 2014

Heróis da resistência à teoria do gênero: entrevista a Tv Libertés.



Entrevista (em francês) para TvLibertés de Alain Escada e Farida Belghoul, dois bravos combatentes franceses contra a tirania gay, um católico, outra muçulmana.

De forma muito esclarecedora, a entrevista mostra como Escada e Belghoul estabelecem na prática uma aliança entre católicos e muçulmanos contra um inimigo comum, que tem como objetivo nada menos que a destruição da humanidade tal como a conhecemos.

Tal aliança se dá de maneira exemplar, sem confusão de doutrinas e fés, sem sincretismos e ecumenismos maçônico-bergoglianos.

Um exemplo raro para o mundo sobre como pode ser uma convivência saudável entre fés divergentes. Infelizmente, não vemos nem sombra de algum representante do governo vaticano nas imediações. Et pour cause.

sábado, 8 de março de 2014

O Crucificado e um ano de Bergoglio


A grotesca imagem do banner de hoje do site noticioso oficial do Vaticano, News.Va, oferece um resumo ideal do que foi o primeiro ano do pontificado de Jorge Bergoglio.

Em primeiríssimo plano, como convém a um superstar da globalização, o papa Francisco, sorridente, feliz da vida com os avanços na avacalhação definitiva da Igreja e com a resistência nula que tem encontrado.

Atrás, fora de foco, deformado e de feições borradas, o Crucificado.

Entre os dois, não cabe nenhuma dúvida sobre a quem pertence a primazia: o papa Francisco ocupa  inconteste o primeiro lugar.

Tendo às costas a tortura infinita do Verbo crucificado por nossos pecados, Jorge Bergoglio sorri, despreocupado. Nem lhe passa pela cabeça mostrar um pouco de compostura junto à imagem do Nosso Deus e Salvador em agonia. Crucifixo ou poster do Messi, tanto faz, a expressão seria a mesma.

Fotos como essa, de risadas e até gargalhadas diante do Crucifixo, infelizmente tão comuns, mostram como na Igreja de Bergoglio  a Cruz perdeu toda significação. Não passa de um objeto de decoração.

Um perfeita síntese do pontificado bergogliano.

As perspectivas para o segundo ano são ainda mais lúgubres.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.




sexta-feira, 7 de março de 2014

Walter Kasper e o hospital de campo de Bergoglio


Um hospital de campo em que aos doentes, feridos e moribundos se diz que estão bem assim como estão. De voltar ao estado de saúde inicial nem se fala, e de remédios, principalmente se de gosto desagradável, ainda menos. Se quisermos usar a metáfora cara ao papa Francisco, que entrou no imaginário coletivo católico a golpes de mídia e homilias, não se pode definir de outra maneira o sentido do relatório com que o cardeal Walter Kasper abriu o consistório sobre a família. (...) Todo o seu raciocínio não tem como centro a recuperação das ovelhas que fugiram do rebanho e as causas dessa fuga, mas a necessidade de se adequar à nova situação. O pastor não só deve ter o cheiro de suas ovelhas, mas principalmente das que partiram.


(Alessandro Gnocchi e Mario Palmaro, em Riscossa Cristiana acerca do discurso do teólogo protestante Walter Kasper na abertura do Consistório contra a família)

quarta-feira, 5 de março de 2014

A pobreza cristã segundo o Beato Columba Marmion


Contemplemos Nosso Senhor, que é o nosso modelo em todas as coisas e que queremos seguir por amor. Que nos ensina a sua vida? Ele, por assim dizer, desposou a pobreza.

Ele era Deus: Non rapinam arbitratus est esse se aequalem Deo (Fil. II, 6); as legiões de anjos são seus ministros; com uma só palavra, tirou do nada o céu e a terra, ornou-os e enfeitou-os com riquezas e belezas que são um pálido reflexo das suas infinitas perfeições: Domine, quam admirabile est nomen tuum in universa terra! (Sl. VIII, s) A sua potência e a sua magnificência são tão vastas, que Lhe basta, segundo a expressão do salmista, "abrir a mão para encher de bênçãos todo ser vivo": Aperis tu manum tuam, et imples omne animal benedictione (Sl. CXLIV, 16).

E eis que esse Deus se encarna para nos trazer de volta a Ele. Que caminho escolhe? O da pobreza.

Quando o Verbo veio a este mundo, Ele, o Rei do céu e da terra, quis, em sua divina sabedoria, dispor os pormenores do seu nascimento, de sua vida e de sua morte de tal modo, que o que mais transparece é a sua pobreza, o desprezo dos bens deste mundo. Os mais pobres nascem pelo menos sob um teto; Ele vê a luz num estábulo, sobre a palha, in praesepio, pois "não havia lugar para a sua mãe nas estalagens" (Lc II, 7). Em Nazaré, leva a vida obscura de um pobre artesão: Nonne hic est fabri filius? (Mt XIII, 55) Mais tarde, na vida pública, não tem onde repousar a cabeça, "enquanto as raposas têm suas tocas" (Lc IX, 58). Na hora da morte, quis ser despojado das roupas e ser pregado nu à cruz. Essa túnica tecida por sua mãe, Ele a entrega aos carrascos; seus amigos abandonaram-no; de seus apóstolos, só vê a seu lado São João. Resta-lhe pelo menos sua mãe: mas não; Ele a dá a seu discípulo: Ecce mater tua (Jo XIX, 27). Não é esse o despojamento absoluto? No entanto, Ele consegue superar esse extremo grau de desnudamento. Ainda tem as alegrias celestes com que o Pai inunda a sua Humanidade; renuncia a elas, pois que seu Pai O abandona: Deus meus, ut quid dereliquisti me? (Mt XXVII, 46) Permanece , suspenso entre o céu e a terra.

Eis o exemplo que encheu o mundo de mosteiros e povoou os mosteiros de almas apaixonadas pela pobreza. Quando contemplamos Jesus pobre no presépio, em Nazaré, sobre a cruz, estendendo-nos as mãos e nos dizendo: "É para ti", compreendemos as loucuras dos amantes da pobreza.

(Beato Columba Marmion, Le Christ, Idéal du moine,  p. 208)

Francisco, Freud, casuística, as missões e o fim da doutrina católica


Em entrevista publicada hoje, o papa Francisco cita Freud, trata com descaso o papa Bento XVI como um velhinho que é melhor deixar em casa do que mandar para o asilo e afirma, com todas as letras, que defende que cada povo conserve a sua religião tradicional - tapa maior na cara de todos os missionários na história da Igreja, impossível. E isso da boca de alguém que faz da missão a bandeira do seu pontificado.

Curiosamente, também, ataca a casuística, mas defende que os grandes problemas morais sejam tratados caso por caso, o que é o método mesmo da casuística.

Quanto a Freud, já era conhecida a predileção de Francisco por esse pensador existencialmente periférico. Michel de Certeau, o fundador da Escola Freudiana de Paris ao lado de Jacques Lacan, é confessadamente seu autor predileto. Enfim, um papa freudiano! Mas, se não me engano, a compatibilidade do freudismo - um dos pilares da ideologia maçônica no século XX - com o cristianismo é completamente impossível.

Pergunto sinceramente: é ainda possível, para quem tem um mínimo de respeito pela Igreja e pela doutrina católica, crer que Francisco seja realmente o atual sucessor de Cristo e de Pedro?

O NÃO de Deus


Com a breve desaceleração do pontificado ativo de Bento XVI, a queda livre que vai de Pio XII a Francisco  é o mais mais sonoro e claro NÃO pronunciado por Deus ante uma tentativa humana de imiscuir-se nas coisas do Eterno.

sábado, 1 de março de 2014

O Sínodo e o tiro de misericórdia na família cristã


Vladimir Luxuria, travesti e líder do movimento gay italiano, recebe a comunhão 
das mãos do presidente da Conferência Episcopal Italiana, cardeal Bagnasco

Com a liberação de jure da comunhão dos divorciados, já corriqueira na prática cotidiana da Igreja, o próximo Sínodo episcopal convocado pelo papa Francisco vai na realidade canonizar a revolução sexual iniciada por Wilhelm Reich e, com isso, dar o tiro de misericórdia na já moribunda instituição do casamento cristão.

Pois se os divorciados podem comungar sem problemas, para que o casamento? E, sem casamento, onde ficaria a família?

E se, com o divórcio, o casamento passa a ser temporário, por que não casamentos de um mês, uma semana, um dia, uma hora? E eis que se abre espaço para a sacralização da prostituição.

O Sínodo convocado oficialmente para promover a família selará, na verdade, o fim, de facto e de jure, da família cristã.

E o que é pior, se as duras palavras de Cristo sobre a indissolubilidade do casamento forem ignoradas, por que não ignorar as Suas outras palavras também, todas elas?

E como isso vai ser feito? É o que explica Roberto de Mattei neste artigo para Corrispondenza Romana.