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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Os marcianinhos, os carismáticos e a linguística


Caiu em minhas mãos estes dias um exemplar de um livro do professor de linguística e sânscrito da Universidade de Paris, Victor Henry, escrito em 1901. O título é Le langage martien [A linguagem marciana]. Trata-se de um estudo do caso de uma jovem suíça que, em estado mediúnico, viajava à Índia arcaica e ao planeta Marte, onde batia animados papos com os homenzinhos verdes.

As sessões foram analisadas por ninguém menos que Ferdinand de Saussure, que achou curiosas semelhanças entre as falas da Mlle. Smith e a língua sânscrita.

Já o caso da língua marciana foi analisado mais detidamente por Victor Henry, nesse ensaio brilhante.

Ou seja, já faz mais de cem anos que essa balela de falar em línguas já foi destroçada pela ciência linguística. O que, para os carismáticos, pouco importa, é claro.

Talvez se tivessem um cérebro a reação fosse um pouco diferente.

O livro do prof. Henry pode ser lido no original francês aqui. Vale muito a pena.

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