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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O Vaticano e os acordos secretos


Não parece haver dúvida de que na renúncia (parcial ou não) de Bento XVI e na subsequente eleição de Francisco algo de muito importante deve ter-se passado nas relações entre os grandes deste mundo e o Vaticano. Prova disso foi o fim imediato de toda hostilidade da grande mídia contra o papado de Francisco, depois do carpet bombing do final do pontificado ativo de Bento XVI.

Não é a primeira vez que acontecem coisas como essa.

O exemplo mais clamoroso de um acordo desse tipo foi aquele assinado entre os representantes do Vaticano e do governo soviético russo, às vésperas do CVII. Por ele, o Vaticano comprometia-se a não permitir sequer a menção do problema comunista nas sessões conciliares. Em troca, o governo soviético permitia a ida de representantes da Igreja ortodoxa russa ao Concílio.

Acordo cumprido de ambas as partes.

Os resultados foram, obviamente, ridículos. Imaginem um concílio reunido EM 1962 para tratar da relação entre a Igreja e o mundo que simplesmente passa por cima do problema comunista. Que valor pode ter uma análise dessa relação que se permite uma lacuna tão colossal como essa? É o mesmo que analisar uma partida de futebol sem levar em conta o que acontece com a bola. E é esse Concílio que querem apresentar como a grande bússola para orientação dos cristãos em sua relação com o mundo!

Os frutos deste novo acordo já estão bem visíveis: capitulação quase incondicional em todas as frentes no que se refere a questões de matéria moral e sexual, rompimento entre o Vaticano e os grupos que defendem a Tradição apostólica dentro da Igreja, perseguição pessoal contra intelectuais ligados à Tradição, como o prof. Roberto de Mattei, que perdeu ontem o seu programa mensal na Rádio Maria, emissora católica italiana.

Resta, porém, o problema da validade desse tipo de acordo. No fundo, a única pergunta que conta é: o que diria Jesus Cristo de uma coisa como essa?

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