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sábado, 22 de fevereiro de 2014

António Ferreira e a temeridade poética


Não sofrem as altas Musas meamente
Serem tratadas: tanto que do extremo
Um pouco deço, caio baixamente.

Quem espírito me dá? Como não tremo?
Como ouso tentar tanto? Vós sabeis,
Musas, quanto vos amo, quanto temo.

(António Ferreira, Carta a Pero d'Andrade)

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