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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Santo Agostinho e os justos excluídos da Igreja


Na página de Dici em que se informa com serenidade e amargura o fim das negociações entre Roma e a Fraternidade São Pio X, um trecho sublime de Santo Agostinho acerca dos dissidentes na Igreja católica: uma reflexão sobre a longa distância que há entre o cisma e a exclusão injusta dos que defendem a Fé. 
Tradução de Yours Truly:

Muitas vezes também a divina Providência permite que, vítimas das agitações sediciosas provocadas pelos homens sensuais, até homens justos sejam excluídos da assembleia dos cristãos. Se suportarem com paciência esses ultrajes e essas injustiças, sem querer perturbar a paz da Igreja pelas novidades do cisma ou da heresia, eles mostrarão a todos com que verdadeira devoção, que amor sincero o homem deve servir a Deus. Esses cristãos dedicados têm a intenção de voltar ao porto, quando a calma tiver sucedido à tempestade. Se não puderem, quer porque a tempestade continue, quer porque temam que o retorno prolongue a tempestade ou provoque outra ainda mais terrível, preferem prover à salvação dos agitadores que os expulsaram e, sem reunir assembleias secretas, sustentam até a morte e confirmam pelo testemunho a fé que sabem ser pregada na Igreja católica. Aquele que vê seus secretos combates sabe coroar-lhes em segredo a vitória. Essa situação parece rara na Igreja, mas não é inédita e até se apresenta com maior frequência do que poderíamos crer. Assim, todos os homens e todas as suas ações servem para a realização dos planos da divina Providência para a santificação das almas e edificação do povo de Deus. (Da verdadeira religião, 6,11).

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