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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

"Ser cristão" de Hans Küng e Evangelii Gaudium

Não é para menos que Hans Küng tenha soltado rojões depois da publicação de Evangelii Gaudium. Como mostra um post do interessante site ratzingeriano francês Benoît et Moi, há inquietantes semelhanças entre trechos de Ser Cristão, o principal livro de Küng, e a exortação vaticana. 

Aqui vai um exemplo:

"Ao contrário dos que, piedosamente, fogem do mundo, JESUS não anuncia um juízo de vingança em prol de uma elite de perfeitos, a exemplo dos essênios e dos monges de Qumrân. Ele proclama, pelo contrário, a alegre mensagem da bondade ilimitada de Deus e de sua graça incondicional para os que estão perdidos e miseráveis. 
Se a Igreja, comunidade de fé, chamada a seguir os passos de Jesus Cristo, quiser anunciar a alegre mensagem dessa bondade sem limites e dessa graça absoluta, deve assumir alguns IMPERATIVOS.
Aqui embaixo, enquanto se opõe ao mundo e às suas potências, ela não deve assumir a postura de uma instituição inquietante, ameaçadora, anunciadora de desgraças e criadora de angústia. Não é a ameaça, mas a alegria que ela deve anunciar aos homens; deve dispensar, não o medo de Deus, mas a alegria em Deus. Pois a Igreja não existe só para as pessoas religiosa e moralmente irrepreensíveis; existe também para os que violam a moral e a piedade, para os que, por qualquer motivo, escolheram o ateísmo. Não condene nem dane, mas, apesar da gravidade do juízo incluído na mensagem, cure, perdoe e salve, deixando a Deus o trabalho de julgar. Não faça de suas exortações e alertas, não raro indispensáveis, um fim em si, mas a recordação da amizade misericordiosa de Deus pelo homem e do que é a a verdadeira humanidade do homem. Apesar de todas as promessas que lhe foram feitas, ela não pode jamais fazer-se passar por uma casta ou uma classe de puros e de santos, por uma elite moral; não pode jamais imaginar-se, em nome de um retiro ascético fora do mundo, que só há mal, pecado, ateísmo fora dela."


Vale a pena ler o resto do post.


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