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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O Natal e o menino cego


Entre os pastores que foram avisados pelos Anjos estava também o jovem Joel. Logo voltou correndo para casa, para anunciá-lo também à mulher, Raquel. Queria que também ela viesse admirar e homenagear o  Salvador tão esperado. Tinha um filho chamado Nayum, cego de nascença. O menininho ouviu todo o tumulto e, quando o pai explicou que tinha visto cumprirem-se as profecias, manifestou o desejo de ir também ele à gruta, para ver o Messias. Os pais, depois de tê-lo tranquilizado (é o que acreditavam) dizendo que partiriam no dia seguinte, puseram-no na cama e, quando parecia já estar dormindo, saíram. Julgavam perigoso, além de inútil, expor o coitadinho ao frio da noite. Nayum tinha só fingido pegar no sono. Assim que teve certeza de que eles haviam saído, o menininho levantou e, às apalpadelas, chegou até o seu cordeirinho predileto. Amarrou uma corda no seu pescoço e he disse para levá-lo até a gruta dos pastores. Saíram e para lá se dirigiram. Pelo caminho havia pedras pontiagudas e espinhos, mas os evitaram todos. Nevava muito, mas nenhum floco os tocou. Chegaram à gruta. Os pastores se afastaram ao vê-los chegarem, perguntando-se como teriam conseguido chegar até lá. Joel e Raquel não acreditavam no que viam. Nayum aproximou-se da manjedoura,  o menino Jesus o viu e olhou para ele. O menininho cego aproximou-se do recém-nascido. O bebezinho divino tocou em seus olhos que, de repente, pela primeira vez, começaram a ver. 
Passaram-se trinta e três anos. O bebê de então é agora um homem, ou melhor, o Homem perfeito, mesmo na aflição que parece tê-lo atingido. Estamos no Calvário. Jesus foi crucificado em meio a dois ladrões. Todos, dos Anciãos do povo, aos escribas, aos seus próprios companheiros de desventura, o estão insultando. A certa altura, um dos ladrões, o que tinha sido crucificado à direita do Redentor, se calou. Viu aquela mulher que chorava aos pés da Cruz do Filho. Embora torturado pela dor extrema, aquele rosto conserva uma beleza que impressiona e que, sobretudo, não lhe é nova. Fica pensando consigo mesmo: - Conheço aquela mulher! Mas quem é? Onde já a vi? Faz tempo, mas de um rosto assim não se esquece. AGORA LEMBRO!  -SENHOR, LEMBRA-TE DE MIM QUANDO ESTIVERES NO TEU REINO!- - NA VERDADE TE DIGO: HOJE ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO.)

Leggende popolari palestinesi, raccolte da Mons. Giuseppe Pace S.D.B. -13/ XII/1911-01/XI/2000- nella Vita della Madonna "Mio Figlio sarà RE!" )

Traduzido do post de um leitor do blog italiano Chiesa e post Concilio. 

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