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domingo, 13 de outubro de 2013

Un Dios Prohibido: filme sobre os mártires da Guerra Civil espanhola



Foi lançado recentemente na Espanha o filme Un Dios Prohibido, do diretor e produtor Pablo Moreno. Trata-se de um longa-metragem que conta a história dos 51 mártires claretianos de Barbastro, assassinados barbaramente por milicianos anarquistas em 1936. Muitos deles foram torturados, castrados, humilhados de todas as maneiras antes de serem executados.
Junto com eles também sofreu o martírio o então recém-nomeado bispo de Barbastro, Dom Florentino Asensio Barroso - padroeiro deste blog-, também ele castrado a frio poucas horas antes de morrer. Ainda com o sangue a jorrar entre as pernas, o santo mártir foi obrigado a ir andando até o caminhão que o levaria ao local em que seria fuzilado. Depois dos disparos, ainda foi deixado vivo durante muitas horas, para que sofresse ainda mais. Enquanto agonizava, o bem-aventurado bispo rezava pela salvação de seus algozes, alguns dos quais caminhavam pelos bares da cidade exibindo como troféu os seus testículos embrulhados num jornal.
Juntamente com os claretianos, foram martirizadas centenas, talvez milhares, de outros católicos na cidadezinha de Barbastro, província de Huesca, em Aragão. Entre eles, 21 monges beneditinos do mosteiro de Pueyo. Sua santa morte foi contada em livro de publicação também recente, Iban a la muerte como a una fiesta, escrito por um sobrevivente do massacre, o monge Plácido Maria Gil Imirizaldu, que foi poupado por ser na época apenas uma criança.
Leitura indispensável em nossos dias de disneylandização acelerada da Igreja.
Escusado é dizer que as chances de que o filme e o livro sejam lançados no Brasil são nulas.

PS: O martírio dos claretianos de Barbastro teve repercussões surpreendentes, inclusive na origem da Teologia da Libertação no Brasil. Mais sobre isto em breve.
PS: Dezessete dos monges de Pueyo foram beatificados ontem, 13 de outubro, pelo Papa Francisco, junto com cerca de 500 outros mártires. Quando escrevi o post acima, não sabia dessas canonizações. É em coisas assim  que se reconhece a mão do Espírito. Kyrie eleison.

8 comentários:

  1. Aguardo a continuação desta história!

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  2. Era uma vez um menininho de uma família espanhola fervorosamente católica. Quando ia à escola, em vez de jogar futebol, preferia brincar de missionário. Ao estourar a guerra civil, a cidade do menininho ficou em área dominada pelos rojos. Um tio dele, padre, foi martirizado. O menininho ajudava a esconder padres perseguidos nos arredores da cidade. Andava com um dente do tio mártir pendurado ao pescoço, como relíquia. Terminada a guerra civil, resolveu ser padre, mais precisamente, missionário do Coração de Maria (haverá vocação mais católica e tradicional do que essa?). Foi estudar no seminário de Barbastro, o mesmo "seminário mártir" dos 51 executados. Destacava-se como um dos mais fervorosos na memória dos mártires, entoando hinos e fazendo caminhadas até o lugar onde haviam sido fuzilados. Quem era esse menino?

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  3. São Josemaría Escrivá? Mas, me ajude, como de lá chegamos aqui, aos boffes da questão? Como vê, preciso de toda a ajuda possível para vencer essa ignorância das coisas que me cercam.

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  4. http://www.ciudadredonda.org/articulo/pedro-misionero-claretiano

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  5. É um caso excepcional, que lança uma luz rara sobre a trágica história do pós-concílio.
    A TL é um caso de teratologia teológica, mas reúne em seu seio gente de valor muito desigual. Ao lado de mentes toscas como a de Leonardo Bofff e frei Bettto, homens de fé profunda, como Dom Pedro Casaldáliga.
    Fiquei fascinado com essa história.

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  6. Luís, este texto deve ser traduzido por quem tenha competência para tanto e circular pelo Brasil. Realmente, há causas insuspeitas para tudo neste mundo. Eu compartilhei via Google tradutor, logo o resultado é sofrível...

    Sobre a fé de Dom Pedro, só posso concordar. Já sobre a inteligência de Leonardo, não; ele é muito inteligente, hábil, um agente completo a afastar homes e mulheres de bem do copro da Igreja. Assim como foi Ário, que não inventou sua heresia, mas pro força do seu caráter e aptidão o elevou à máxima potência. Falta a Boff, todavia, um São Jerônimo. Não para discutir suas teses sem pé nem cabeça - isso seria desnecessário. Mas para roubar-lhe, pelo carisma, sabedoria, humildade e inteligência, o espaço que aquele tão bem ocupa nas tvs, livrarias e estantes pelo Brasil a fora.

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