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domingo, 7 de julho de 2013

A democracia e o segredo maçônico


Há para aí um argumento extraordinário. Diz que não temos o direito de tornar público o que é secreto. Os maçons teriam direito a preservar a sua natureza secreta e, por isso, não poderiam ser obrigados a publicitar a sua pertença, sob pena de ameaça à Democracia. É o que se chama virar o bico ao prego. Senão vejamos: a actividade administrativa é por natureza - e por imperativo legal - pública. E por maioria de razão o deve ser a política. Os políticos estão obrigados a tornar público o que é secreto, por exemplo o seu património e as suas ligações profissionais. E também devem estar obrigados a registar outros interesses. Em nome da transparência e do interesse geral. Dizer o contrário disto, mais do estar a acima da Lei, representa a pretensão de ser Lei. Um grupo determina o direito legal a ser secreto, que se sobrepõe aos mais elementares princípios jurídicos da actividade administrativa. Isso sim é a maior ameaça à Democracia: a subjugação do Estado a interesses nada democráticos.

(Filipe Anacoreta Correia, no blog Cachimbo de Magritte, comentando um suposto direito ao secretismo dos políticos maçons, que, claro, se dizem "democratas").

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