Pesquisar este blog

segunda-feira, 29 de julho de 2013

De volta à normalidade


Em suma, a promessa de Cristo é fazer as coisas voltarem ao normal: dar um fim ao escândalo de um mundo dominado pelo mal.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Papa Francisco no Rio, coitado




Tenho muita pena do Papa Francisco. Caiu no covil dos lobos.
Olha para um lado, filas de políticos maçons para cumprimentar. Olha para outro, padres de botox, um monte de energúmenos "carismáticos" falando em línguas, teólogos da libertação querendo aparecer, feministas seminuas,e por aí vai.
Cristo no pretório.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Cristão preso em Londres por homofobia ao pregar o Evangelho



Tony Miano, pregador evangélico americano, ex-oficial de polícia na Califórnia, foi preso recentemente em Londres/Sodoma por pregar em público a moral sexual cristã de 1 Tessalonicenses, 4,3:

Porque esta é a vontade de Deus, vossa santificação: que vos abstenhais da fornicação.

 Uma mulher que passava sentiu-se ofendida pelas palavras do Espírito Santo e chamou a polícia. O pregador foi preso e só foi solto muitas horas depois, pela intervenção de um grupo de defesa  do Cristianismo.
É a ditadura gay em sua forma mais hedionda.
Liberdade de expressão? Ora!

PS: By the way, Her Majesty, chefe da igreja anglicana, acaba de dar sua aprovação ao casamento gay no Reino Unido.

domingo, 21 de julho de 2013

Michel de Certeau e as ruínas da Igreja

Um dia, se aparecer um escritor de talento, ele certamente escreverá uma Teológica Comédia, com os diversos avatares da teratologia doutrinal pós-conciliar. E nesse novo  tour pelo inferno, um canto de destaque será certamente dedicado a Michel de Certeau, SJ.

Brilhante e cultíssimo, o padre De Certeau iniciou sua diversificada carreira de erudito estudando a mística do Grande Século francês, mais especificamente, a obra do grande pe. Surin, de que foi o competente editor e ao qual devotou diversos estudos.

Pego na praia pelo gigantesco tsunami pós-conciliar, deu início a uma diversificada jornada pela psicanálise, pela historiografia, pela política e pela sociologia universitárias. Foi um dos superstars da nova história francesa, ao lado de Michel Foucault, Paul Veyne, Philippe Ariès e G. Duby.

Partir de Loudun de 1630 para chegar à Sorbonne de 68 é um périplo e tanto, ao fim do qual a figura do Mal se inverte. Não se sai da mais alta espiritualidade católica para cair no mais baixo freudo-marxismo impunemente. O contraste exagerado não fez bem ao estudioso jesuíta, como antes para o mesmo Surin.

Mas não o fez perder a lucidez. Prova disso é este trecho do seu livro póstumo, la Faiblesse de croire, quadro dantesco e exato das ruínas da Igreja no Ocidente maçônico:

Hoje, semelhante a essas ruínas majestosas de onde se tiram pedras para construir outros edifícios, o cristianismo tornou-se para as nossas sociedades o fornecedor de um vocabulário, de um tesouro de símbolos, de signos e de práticas reutilizados em outros lugares. Cada qual os usa à sua maneira, sem que a autoridade eclesial possa administrar a sua distribuição ou definir à vontade o seu valor de sentido. A sociedade ali se serve para encenar o religioso no grande teatro dos mass media ou para compor um discurso tranquilizador e genérico sobre os «valores». Indivíduos e grupos tomam emprestados « materiais cristãos» que articulam ao seu jeito, praticando ainda hábitos cristãos sem, porém, se sentirem obrigados a assumir seu sentido cristão completo. Por isso o corpo (unidade social constituída por redes de práticas, de ideologias e de quadros de referência) cristão já não tem identidade; fragmentado, disseminado, perdeu confiança e o poder de gerar, em seu único nome, militâncias. (p. 299)

Pode-se ler um resumo do livro no site dos jesuítas franceses .

sábado, 20 de julho de 2013

O Caos e a Noite


O que chamam no mundo de filosofia é a tentativa desesperada de ver algum sentido ali de onde o Verbo e Luz rapidamente se retira, até a negação completa da visão e da razão, noite absoluta.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Pseudo-Bach: Adágio da Sonata para flauta BWV 1020



Bach é tão portentoso, que até mesmo suas composições espúrias são obras-primas absolutas, como este adágio da Sonata para flauta BWV 1020. É tão bonito que até arde.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Catolicismo 2.0


O pós-Concílio procurou lançar no mercado, para enfrentar a concorrência, o Catolicismo 2.0, mais barato, portátil e leve, sem grandes exigências espirituais, que pode ser usado no trabalho, na praia, na balada, em qualquer lugar.
O problema é que não funciona, nem resiste à chuva.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Semiologia mariana


"Façam tudo o que Ele disser."
Maria aponta para o Filho: é o puro significante mediante o qual o Lógos se encarna.

sábado, 13 de julho de 2013

Órgão Cavaillé-Coll, Saint-Sulpice, Paris



Os bastidores de um recital do grande órgão Cavaillé-Coll da igreja de Saint-Sulpice, em Paris, o mais célebre órgão do mundo.
Parece até a cabine de pilotagem de um bombardeiro.

Abaixo, outro vídeo sobre o mesmo órgão:

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Ministro da educação francês declara guerra à Igreja Católica



Ministro da Educação da França declara em alto e bom som que é preciso destruir a Igreja Católica.

Como é notório, o problema do Ocidente é estar submetido ao Grande Oriente. Eis a desorientação ocidental.

Piada pronta: Mario Monti, Bilderberg, declara a Lilli Gruber, Bilderberg, nem saber o que significa ser maçom



Piada pronta encenada por dois dos participantes da última reunião do grupo supramaçônico Bilderberg, a apresentadora de TV, Lilli Gruber, e o ex-primeiro ministro italiano, Mario Monti.
Diga-se de passagem, Monti, além de conselheiro do Goldman-Sachs, diz-se também católico praticante, o que demonstra mais  uma vez seu grande senso de humor negro. Mantém também boas relações com figuras de destaque da Grande Avacalhação pós-conciliar, que, é claro, também nunca ouviram falar na maçonaria.

Vivência da Fé e Misericórdia


Se tivéssemos um mínimo de Fé e de consciência do sentido do que fazemos, cada Ave Maria seria ocasião próxima de infarto e cada Comunhão, experiência suprema de vida e morte. Só mesmo a Misericórdia infinita de Deus para nos perdoar a futilidade nesses ápices do tempo.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Escândalos e canonizações

João Paulo II e o pe. Marcial, seu protegido

Uma instituição que passa por graves problemas administrativos, alvo de incontáveis  e comprovadas denúncias de escândalo e corrupção em fatos ocorridos sob a administração de seu ex-presidente. Um grupo de dirigentes muito ligado a esse ex-presidente, e alvo ele mesmo de denúncias graves, faz campanha para que esse antigo mandatário receba a máxima honraria mundial, reservada apenas aos que se destacaram por uma conduta absoluta e indubitavelmente irrepreensível. E isso, antes mesmo que as investigações sobre a origem dos escândalos repetidos estejam concluídas.

Que dizer de um cenário assim?



domingo, 7 de julho de 2013

Quem manda no mundo: Bilderberg, o que é e quem são seus participantes.



Acima, vídeo com a primeira parte de entrevista de Adrian Salbuchi, intelectual independente argentino, a respeito do grupo Bilderberg.

Abaixo, a lista completa, publicada pela TV noticiosa russa RT, dos convidados à última reunião dessa associação de estilo maçônico que reúne o que há de mais podre e mafioso no planeta.

Nem é preciso dizer que os "jornalistas" da grande imprensa sequer mencionam a existência do mesmo. Silêncio este que aqueles que negam e ridicularizam a "paranoia conspiracionista" talvez tenham certa dificuldade para explicar.

Aqui vão os nomes, com esclarecimentos em espanhol, como aparece no site da RT. Note-se que todos eles são grandes democratas, socialistas, preocupadíssimos com o bem-estar dos povos e, principalmente, com a liberdade de pensamento e expressão. Salvo, é claro, quando se trata de falar sobre o que eles mesmos fazem.

Presidente de la reunión: Henri de Castries, presidente y consejero delegado de AXA.

              Paul M. Achleitner, presidente del consejo de supervisión del Deutsche Bank.

              Josef Ackermann, presidente del consejo de Zurich Insurance.

              Marcus Agius, ex presidente de Barclays.

              Helen Alexander, presidenta de UBM.

              Roger C. Altman, presidente ejecutivo de Evercore Partners.

              Matti Apunen, director del think tank EVA.

              Susan Athey, profesora de economía en la Escuela de Negocios de Stanford.

              Asli Aydintasbas, columnista del periódico turco Milliyet.

              Ali Babacan, vice primer ministro turco para asuntos económicos.

              Ed Balls, número dos de los laboristas británicos.

              Francisco Pinto Balsemão, presidente y consejero delegado de IMPRESA, y ex primer ministro portugués.

              Nicolas Barré, director del diario económico francés Les Echos.

              José Manuel Barroso, presidente de la Comisión Europea.

              Nicolas Baverez, directivo del bufete de abogados Gibson, Dunn & Crutcher.

              Olivier de Bavinchove, jefe del Eurocuerpo y exjefe de Estado Mayor de las FF. AA. francesas.

              John Bell, profesor de la Universidad de Oxford.

              Franco Bernabè, presidente y consejero delegado de Telecom Italia.

              Jeff Bezos, consejero delegado de Amazon.

              Carl Bildt, ministro sueco de Exteriores.

              Anders Borg, ministro sueco de Hacienda.

              Jean François van Boxmeer, consejero delegado de Heineken.

              Svein Richard Brandtzæg, presidente y consejero delegado de Norsk Hydro.

              Oscar Bronner, editor del diario austriaco Der Standard.

              Peter Carrington, ex presidente honorario de las reuniones del Grupo Bilderberg.

              Juan Luis Cebrián, presidente ejecutivo del Grupo Prisa.

              Edmund Clark, presidente y consejero delegado de TD Bank Group.

              Kenneth Clarke, ministro sin cartera del Gobierno británico.

              Bjarne Corydon, ministro danés de Hacienda.

              Sherard Cowper-Coles, diretor de BAE Systems (ex-embaixador britânico no Afeganistão).

              Enrico Cucchiani, consejero delegado de Intesa Sanpaolo.

              Etienne Davignon, ministro belga y expresidente de las reuniones del Grupo Bilderberg.

              Ian Davis, directivo de McKinsey.

              Robbert H. Dijkgraaf, director y profesor del Institute for Advanced Study (Princeton).

              Haluk Dinçer, presidente de Sabanci Holding.

              Robert Dudley, consejero delegado de BP.

              Nicholas N. Eberstadt, responsable de política económica del American Enterprise Institute.

              Espen Barth Eide, ministro noruego de Exteriores.

              Börje Ekholm, presidente y consejero delegado de Investor AB.

              Thomas Enders, consejero delegado de EADS (Airbus).

              J. Michael Evans, vicepresidente de Goldman Sachs.

              Ulrik Federspiel, vice presidente ejecutivo de Haldor Topsøe.

              Martin S. Feldstein, profesor de economía de la Universidad de Harvard.

              François Fillon, ex primer ministro francés.

              Mark C. Fishman, presidente del Instituto de Investigación biomédica Novartis.

              Douglas J. Flint, presidente de HSBC.

              Paul Gallagher, ex fiscal general de Irlanda.

              Timothy F. Geithner, exsecretario del Tesoro de EE.UU.

              Michael Gfoeller, consultor de asuntos políticos de EE.UU.

              Donald E. Graham, presidente y consejero delegado de 'The Washington Post'.

              Ulrich Grillo, consejero delegado de Grillo-Werke.

              Lilli Gruber, periodista italiana del canal La 7 TV.

              Luis de Guindos, ministro español de Economía.

              Stuart Gulliver, consejero delegado de HSBC.

              Felix Gutzwiller, miembro del Consejo Suizo de Estados.

              Victor Halberstadt, profesor de economía de la Universidad de Leiden (e conselheiro do grupo Goldman-Sachs).

              Olli Heinonen, académico del Belfer Center for Science and International Affairs, de Harvard.

              Simon Henry, director financiero de Royal Dutch Shell.

              Paul Hermelin, presidente y consejero delegado del Grupo Capgemini.

              Pablo Isla, presidente y consejero delegado del Grupo Inditex.

              Kenneth M. Jacobs, presidente y consejero delegado de Lazard.

              James A. Johnson, presidente de Johnson Capital Partners.

              Thomas J. Jordan, presidente del Consejo del Swiss National Bank.

              Vernon E. Jordan Jr., director ejecutivo de Lazard Freres & Co.

              Robert D. Kaplan, analista geopolítico jefe de Stratfor.

              Alex Karp, consejero delegado de Palantir Technologies (software de espionagem e contraespionagem).

              John Kerr, miembro de la Cámara de los Lores.

             
Henry A. Kissinger
, presidente de Kissinger Associates y exsecretario de Estado norteamericano.

              Klaus Kleinfeld, presidente y consejero delegado de Alcoa.

              Klaas H.W. Knot, presidente de De Nederlandsche Bank.

              Mustafa V Koç,. presidente de Koç Holding.

              Roland Koch, consejero delegado de Bilfinger.

              Henry R. Kravis, presidente y consejero delegado de Kohlberg Kravis Roberts & Co.

              Marie-Josée Kravis, académica del Hudson Institute.

              André Kudelski, presidente y consejero delegado del Grupo Kudelski.

              Ulysses Kyriacopoulos, presidente de S&B Industrial Minerals.

              Christine Lagarde, directora del FMI.

              J. Kurt Lauk, presidente del Consejo Económico de la CDU alemana.

              Lawrence Lessig, profesor de la Facultad de Derecho de Harvard.

              Thomas Leysen, presidente del Consejo de Directores del Grupo KBC.

              Christian Lindner, ex secretario general del Partido Liberal alemán.

              Stefan Löfven, líder del Partido Socialdemócrata sueco.

              Peter Löscher, presidente y consejero delegado de Siemens.

              Peter Mandelson, presidente de Lazard International y exministro en los Gobiernos de Blair y Brown.

              JessicaT. Mathews, presidenta del Carnegie Endowment for International Peace.

              Frank McKenna, presidente de Brookfield Asset Management.

              John Micklethwait, director de 'The Economist'.

              Thierry de Montbrial, presidente del Instituto Francés de Relaciones Internacionales.

              Mario Monti, ex primer ministro italiano.

              Craig J. Mundie, consejero principal del consejero delegado de Microsoft.

              Alberto Nagel, consejero delegado de Mediobanca.

              Princesa Beatriz de Holanda.

              Andrew Y.Ng, cofundador de Coursera.

              Jorma Ollila, presidente de Royal Dutch Shell.

              Omand, profesor del King’s College de Londres.

              George Osborne, ministro británico de Hacienda.

              Emanuele Ottolenghi, académico de la Foundation for Defense of Democracies.

              Soli Özel, profesor de la Universidad Kadir Has y columnista del periódico turco Habertürk.

              Alexis Papahelas, director del periódico griego 'Kathimerini'.

              Safak Pavey, diputado turco.

              Valérie Pécresse, diputada francesa.

              Richard N. Perle, académico del American Enterprise Institute y ex subsecretario del Pentágono.

              David H. Petraeus, exdirector de la CIA.

              Paulo Portas, viceministro portugués de Exteriores.

              J. Robert S Prichard, presidente de Torys.

              Viviane Reding, vicepresidenta y comisaria de Justicia de la Comisión Europea.

              Heather M. Reisman, consejera delegada de Indigo Books & Music.

              Hélène Rey, profesora de economía de la London Business School.

              Simon Robertson, abogado de Partner, Robertson Robey Associates y vicepresidente de HSBC.

              Gianfelice Rocca, presidente del Grupo Techint.

              Jacek Rostowski, vice primer ministro y ministro polaco de Hacienda.

              Robert E. Rubin, copresidente del Council on Foreign Relations y exsecretario del Tesoro de EEUU.

              Mark Rutte, primer ministro de Holanda.

              Andreas Schieder, ministro de Hacienda de Austria.

              Eric E. Schmidt, presidente ejecutivo de Google.

              Rudolf Scholten, miembro del Consejo de Directores del Oesterreichische Kontrollbank.

              António José Seguro, secretario general del Partido Socialista Portugués.

              Jean-Dominique Senard, presidente do grupo Michelin.

              Kristin Skogen Lund, directora general de la Confederación de Empresas Noruegas.

              Anne-Marie Slaughter, profesora de la Universidad de Princeton.

              Peter D. Sutherland, presidente de Goldman Sachs International.

              Martin Taylor, expresidente de Syngenta.

              Tidjane Thiam, consejero delegado de Prudential.

              Peter A. Thiel, presidente de Thiel Capital.

              Craig B. Thompson, presidente y consejero delegado del Centro contra el Cáncer Memorial Sloan-Kettering.

              Jakob Haldor Topsøe, directivo de AMBROX Capital.

              Jutta Urpilainen, ministra finlandesa de Hacienda.

              Daniel L. Vasella, presidente honorario de Novartis.

              Peter R. Voser, consejero delegado de Royal Dutch Shell.

              Brad Wall, primer ministro de la provincia canadiense de Saskatchewan.

              Jacob Wallenberg, presidente de Investor.

              Kevin Warsh, académico del The Hoover Institution en la Universidad de Stanford.

              Galen G.Weston, presidente ejecutivo de Loblaw Companies.

              Baronesa Williams of Crosby, miembro de la Cámara de los Lores.

              Martin H. Wolf, columnista del 'Financial Times'.

              James D. Wolfensohn, presidente y consejero delegado de Wolfensohn, y expresidente del Banco Mundial.

              David Wright, vicepresidente de Barclays.

              Robert B. Zoellick, académico del Peterson Institute for International Economics y expresidente del Banco Mundial.


Texto completo en: 
http://actualidad.rt.com/actualidad/view/96672-lista-bildelberg-2013-londres

Aqui, um vídeo com cara e nome todos os mafiosos do Grupo Bilderber ainda vivos.

A democracia e o segredo maçônico


Há para aí um argumento extraordinário. Diz que não temos o direito de tornar público o que é secreto. Os maçons teriam direito a preservar a sua natureza secreta e, por isso, não poderiam ser obrigados a publicitar a sua pertença, sob pena de ameaça à Democracia. É o que se chama virar o bico ao prego. Senão vejamos: a actividade administrativa é por natureza - e por imperativo legal - pública. E por maioria de razão o deve ser a política. Os políticos estão obrigados a tornar público o que é secreto, por exemplo o seu património e as suas ligações profissionais. E também devem estar obrigados a registar outros interesses. Em nome da transparência e do interesse geral. Dizer o contrário disto, mais do estar a acima da Lei, representa a pretensão de ser Lei. Um grupo determina o direito legal a ser secreto, que se sobrepõe aos mais elementares princípios jurídicos da actividade administrativa. Isso sim é a maior ameaça à Democracia: a subjugação do Estado a interesses nada democráticos.

(Filipe Anacoreta Correia, no blog Cachimbo de Magritte, comentando um suposto direito ao secretismo dos políticos maçons, que, claro, se dizem "democratas").

Crítica da razão anticonspiratória


O anticomplotismo de princípio parte de uma transposição filosoficamente ingênua do antifinalismo científico moderno ao plano da história.

sábado, 6 de julho de 2013

Noviços dominicanos dançam ao som de Gangnam Style



Flagrados em plena "abertura para o mundo".
Pobre São Domingos. Pobres de nós.

Canonização de João Paulo II


Mais uma vez se fala em canonização de João Paulo II.

Tradicionalmente, a Igreja foi muito circunspecta ao julgar as causas de canonização. Mesmo nos caso de grandes santos, passavam-se anos, às vezes séculos, até que, bem examinados os prós e os contras, se procedesse à canonização.

Não é o que vem acontecendo no caso de João Paulo II, cujo processo se tem  levado adiante a toque de caixa, mesmo ante os casos estranhíssimos de podridão moral e espiritual que tiveram como protagonistas pessoas muito próximas dele, e pelo prestígio das quais era responsável, como o pervertido sexual, pe. Marcial.
Sem falar no beijo dado em público no Corão, livro escrito especificamente para proclamar que Jesus Cristo não é Deus. E isso feito por aquele que foi designado solenemente, por três vezes, pelo mesmo Cristo, para apascentar as Suas ovelhas. Se isso não é pecado de escândalo, não sei o que seja.

Essa estranhíssima pressa se deve, é claro, a setores da Grande Avacalhação pós-conciliar firmemente instalados no Vaticano, e que calculam que, se conseguirem canonizar João Paulo II, estarão por isso mesmo canonizando todas as aberrações ocorridas sob o seu pontificado - , por conseguinte, a si mesmos.

Oremos para que não aconteça, e que, se não a Fé, pelo menos um mínimo de prudência e bom senso prevaleça neste caso, para evitar dilacerar ainda mais profundamente a unidade do Corpo Místico de Cristo.

Conselhos do pe. Surin a uma religiosa


Não tenhas outro desejo, minha querida filha, senão contentar a Deus, estar em Seu coração e em Sua amizade.Fortalece-te neste propósito pela visão da morte, da vacuidade das coisas da terra, e vive de acordo com as ideias e os sentimentos que terás quando estiveres prestes a morrer. Pensa sempre no amor que Jesus Cristo tem por nós, no auxílio e na proteção que Ele dá aos que O amam.

Repousa na humildade como num abrigo. Alegra-te, minha querida filha, quando, em teu convento, não te derem nenhum valor e nem pensarem em te indicar para nenhuma coisa minimamente honrosa. Ah! se pudesses vir ao amor íntimo de Jesus Cristo, seria para ti uma festa seres zombada, vaiada e tida como alguém sem sabedoria, sem inteligência, nem capacidade, mas vista como bicho inútil. Ah! se pudesses compreender a excelência desse rebaixamento, nele descobririas um rico tesouro que brilharia aos teus olhos como pedra preciosa ou fino diamante. Será preciso chegar lá, ou não entenderás nada do que digo. Tampouco me entenderás se não ficares contente por ser objeto de desprezo, de desdém e de repulsa para todos, e se ali não te repousares como descansas de grande cansaço em cama aconchegante. Se não forem estes teus sentimentos, considero que estás bem aquém do noviciado de Jesus Cristo e, se eu não julgasse que fosses capas de apreciar estas verdades, estaríamos longe de chegar a um acordo.

Empenha-te, pois, em alcançar esses bens preciosos. Começa pelo desprezo de ti mesma. Apaga todas as vantagens naturais que te possam proporcionar alguma honra, alguma estima. É horrível como a nossa filosofia humana e as nossas modificações nos afastam da fonte do verdadeiro bem e do fulgor luminoso que nele se encerra e se esconde."Quem tem ouvidos para ouvir, ouça."

(Pe. Surin, Correspondance, ed. Michel de Certeau, carta 335, p. 1036)

O pe. Surin, SJ, um dos maiores escritores místicos franceses, tornou-se célebre pelo caso de possessão demoníaca das freiras de Loudun, de que foi o exorcista. Para salvar as religiosas, ele fez um trato com o demônio, e se ofereceu em troca delas. O trato foi aceito pelo maligno, as freiras voltaram à vida religiosa e o pe. Surin passou 18 anos completamente fora de si, até poder ele mesmo vencer o demônio e voltar à vida em  Cristo.

O príncipe das letras francesas, SAR Julien Green, prefaciador da grande edição da Correspondência de Surin, dizia que deveríamos recolher as palavras do místico jesuíta em "taças de ouro". Este blog concorda amplamente. Como antídoto ao cristianismo adocicado, morno, sujo e aguado que assola boa parte de nossas igrejas, nada como a leitura do vertiginoso e luminoso exorcista de Loudun.

sexta-feira, 5 de julho de 2013