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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Culto das imagens: A velha e a nova idolatria


A proibição do culto das imagens no Velho Testamento era o sinal de uma contraposição mais fundamental: se o sagrado entre os pagãos remetia sobretudo à imagem, à estatuária, o Deus de Abraão, Isaac e Jacó fundava na palavra a sua relação com os homens. Às estátuas pagãs, respondia com as tábuas de Moisés.

Com a encarnação do Verbo, Imagem de Deus, o interdito caiu por si mesmo, pois a Palavra mesma de Deus se fez imagem visível: et vita apparuit, et vidimus . Não há mais oposição entre os dois, embora a imagem conserve uma posição de subordinação em relação ao Lógos.

O que vemos hoje é a inversão dessa relação: uma sociedade da imagem, em que a palavra e a leitura têm lugar cada vez menor. É a idolatria que renasce.

E, para dar seus toque ironicamente sinistro à situação, é através da imagem da TV que renascem os iconoclastas da prosperidade, os pentecostais vendilhões do tempo, que acusam os católicos de idolatria de imagens.

Tal inversão é sintoma certo da putrefação intelectual e espiritual das massas, que se distancia cada vez mais de Cristo, Palavra de Deus. Para não falar da "elite": jam fetet...

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