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terça-feira, 26 de março de 2013

Meditação para a terça-feira da Paixão - Beato Columba Marmion


Durante a vida mortal de Jesus, a sua divindade estava oculta sob o véu da humanidade; mesmo para os que viviam com ele, sua divindade era objeto de fé.

Sem dúvida, os judeus percebiam a sublimidade de sua doutrina. "Que homem, repetiam eles, jamais falou como esse homem?" Eram testemunhas de obras "que só Deus, diziam eles, podia fazer". Mas também viam que Cristo era homem; é dito que até seus mais próximos, que só o haviam conhecido na oficina de Nazaré, não criam nele.

Para nós como para os judeus do seu tempo, a fé na divindade de Cristo Jesus constitui o primeiro passo para a vida divina. Crer que Jesus é o Filho de Deus, Deus mesmo, é a condição primeira para ser contado entre suas ovelhas, para ser agradável ao Pai.

O cristianismo não é senão a aceitação, com todas as consequências doutrinais e práticas mais remotas, da divindade de Cristo na Encarnação.

O reinado de Cristo e, por ele, a santidade, estabelece-se em nós na medida da pureza, da vivacidade e da plenitude de nossa fé em Jesus Cristo.

A nossa santidade é o desabrochar da nossa qualidade de filhos de Deus. Ora, é em primeiro lugar pela  fé que nascemos para essa vida da graça que nos torna filhos de Deus: Omnis qui credit quoniam Jesus est Christus ex Deo natus est. "Nasceu de Deus quem crê que Jesus é o Cristo."

Não somos verdadeiramente filhos de Deus senão se a nossa vida se baseia nesta fé.

(Paroles de Vie en Marge du Missel, p. 110)

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