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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Bento XVI, Pedro e Paulo


Em Bento XVI, Deus nos deu o milagre de Pedro e Paulo num só homem,  um grande Papa e um alto espírito. Altura cuja medida nos foi dada nestas  últimas palavras de seu pontificado, dirigidas ao colégio dos cardeais: 

"A Igreja vive, cresce e desperta nas almas que, como a Virgem Maria, acolhem a Palavra de Deus e a concebem por obra do Espírito Santo. Oferecem a Deus a própria carne e justamente em sua pobreza e humildade se tornam capazes de gerar a Cristo hoje no mundo. Por meio da Igreja, o Mistério da Encarnação permanece presente para sempre. Cristo continua a caminhar pelos tempos e em todos os lugares".

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Bento XVI: ci mancherai


O Angelus de 24/2/2013

Em meio à praça de São Pedro, hoje, havia um cartaz que dizia em italiano: Benedetto XVI, ci mancherai. Ou seja, Bento XVI, sentiremos sua falta.

Foi graça extraordinária de Deus dar à Igreja, depois das trevas do pós-concílio, um homem da envergadura espiritual e intelectual de Bento XVI. Foi um milagre.

Mas a Igreja é toda ela um milagre, e nossa esperança é que o milagre se possa renovar na eleição do novo sucessor de Pedro, contra todas as expectativas humanas.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Grave denúncia contra a máfia gay dentro da Igreja

Padre Dariusz Oko

Está circulando pela Internet desde dezembro um importantíssimo artigo do sacerdote polonês Dariusz Oko acerca do poder de um lobby gay dentro da Igreja, e em especial, do Vaticano. Seria esse lobby uma das principais fontes de oposição ao pontificado de Bento XVI.

Aqui vai uma primeira versão brasileira da primeira parte do artigo, traduzido da versão italiana e cotejado com a tradução inglesa.

Este vosso servo espera poder postar o texto completo em breve.

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

Há muitas semanas vem desenvolvendo-se na  Polônia uma viva discussão acerca do “homossexualismo clandestino na Igreja”, provocada pelas declarações de Dom Tadeusz Isakowicz-Zaleski em seu último livro, Chodzi mi tylko o prawdę (Só me importa a verdade)[1]. Alguns negam a existência desse mundo submerso e divulgam teses totalmente contrárias ao ensinamento da Igreja; em ambos os casos, isso não corresponde à verdade[2]. Dada a seriedade do problema, sinto-me no dever de tomar a palavra, porque também eu quero a verdade; mas principalmente quero o bem, o bem fundamental do homem e da Igreja, a comunhão fundamental da sua vida.
Na discussão, devemos sempre partir do princípio fundamental e axiomático de que certamente cada um de nós tem apenas um conhecimento parcial de cada ponto e que tal conhecimento é provavelmente em parte inexato. Este princípio deveria conduzir à simples exposição do próprio ponto de vista e à escuta atenta dos argumentos dos interlocutores ou dos adversários. Assim, cada um de nós, do melhor modo possível, pode enriquecer suas próprias convicções fundamentais, eventualmente ampliando-as e corrigindo-as de possíveis erros. A validade e a satisfação de um diálogo honesto consistem justamente nisto, e gostaria de me ater a este „modus operandi”.
O dever de tomar posição ante o problema do homossexualismo clandestino na Igreja está ligado ao meu envolvimento na crítica filosófica da ideologia e da propaganda homossexual (em suma, ideologia e propaganda gays), da qual venho ocupando-me há muitos anos, a pedido e com o encorajamento de muitos cardeais e bispos[3]. Para tanto, formei provavelmente uma das maiores coleções da Polônia de livros e dados sobre este assunto. Na execução desta tarefa, foram-me de grande auxílio muitos amigos e aliados, leigos e religiosos, professores universitários e médicos em atividade, mas também muitas outras pessoas que antes não conhecia, as quais, encorajadas pelas minhas intervenções e pela leitura dos meus artigos, ajudaram a ampliar e corrigir o meu pensamento. Assim chegaram até mim informações, resultados de pesquisas científicas e documentos oficiais tanto das diversas regiões da Polônia, como das diversas partes do mundo, sobretudo dos Estados Unidos, Grã- Bretanha, Irlanda, Alemanha, Áustria, Holanda, Itália e, em especial, da Santa Sé. Dei início ao meu trabalho como uma luta contra uma mortal ameaça externa ao Cristianismo, mas pouco a pouco descobri que a divisão entre o externo e o interno não é tão fácil. O adversário não está só fora da Igreja, mas já bem arraigado em seu interior, embora muitas vezes dissimulado como um “cavalo de Troia”. O problema da ideologia e do lobby gay não existe só fora da Igreja, mas está muito presente também em seu interior, onde a ideologia gay se transforma em heresia gay. Para descobri-lo, não é sequer necessário conhecer o conteúdo dos arquivos do Instituto da Memória Nacional (em polonês, IPN) que constitui apenas uma das muitas fontes. Tais fatos também são notórios em países onde não existia o IMN. Para constatá-lo, basta juntar as informações disponíveis na mídia leiga e eclesiástica dos últimos anos, o conhecimento da natureza humana, o pensamento racional, a associação de fatos e de documentos, que constituem a reação da Igreja ao problema de que estamos falando.

1. Caráter global do fenômeno
Em primeiro lugar, é preciso denunciar uma mentira generalizada da parte da mídia, que fala continuamente de pedofilia do clero, quando na maioria dos casos se trata de efebofilia, isto é, uma degeneração que não consiste na atração sexual da parte de homens maduros homossexuais por crianças, mas por garotos adolescentes em idade púbere. Trata-se de um típico desvio ligado ao homossexualismo. Os principais conhecimentos sobre este assunto vêm do fato de que mais de 80% dos casos de abusos sexuais do clero descobertos nos Estados Unidos são de efebofilia, e não de pedofilia[4]. Este fato, cuidadosamente escondido e silenciado, deve, porém, ser ressaltado, porque revela muito bem a hipocrisia do lobby gay, quer mundial, quer eclesiástico.
Em outros países, a situação é parecida, e cumpre, portanto, lembrar que os escândalos por violência sexual que abalaram a Igreja em nível mundial foram, na imensa maioria dos casos, obra de sacerdotes homossexuais.
A Igreja está pagando um preço altíssimo pela revelação desses gravíssimos crimes e por isso perdeu boa parte da sua credibilidade. Esse tipo de crime provocou enormes dificuldades, tanto no campo espiritual quanto no material, em dioceses e ordens religiosas, em conventos e seminários, provocando um esvaziamento das igrejas em províncias eclesiásticas inteiras[5]. Estima-se, ademais, que a Igreja americana tenha tido de pagar indenizações de mais de um bilhão e meio de dólares[6]. No entanto, isso não teria acontecido sem a existência daquele mundo submerso do qual os ministérios públicos só revelaram a ponta do iceberg.
Os escândalos envolveram também pessoas no cume da hierarquia eclesiástica, como, por exemplo, na Polônia, o caso do arcebispo Juliusz Paetz, que, em 2002, foi afastado da diocese de Poznań. Também na catolicíssima Irlanda, estado tão semelhante à Polônia do ponto de vista espiritual e histórico, nos últimos anos alguns bispos foram afastados de seus cargos. Um deles foi John Magee, bispo da diocese de Cloyne, retirado do cargo em 2010 sob a acusação de abusos sexuais e de ter encoberto crimes de pedofilia e de efebofilia de 19 sacerdotes da sua diocese.
No passado, tanto Juliusz Paetz como John Magee haviam trabalhado juntos durante muito tempo no Vaticano, como colaboradores próximos e influentes de três papas seguidos.
A conduta de Rembert Weakland, um arcebispo particularmente “liberal” e „aberto”, que nos anos 1977-2002 governou a diocese de Milwaukee, nos Estados Unidos, demonstra  até onde podem chegar os combativos sacerdotes gays em hábito talar. Ele mesmo reconheceu ser gay e ter tido relações sexuais seguidas com muitos parceiros. Ao longo dos 25 anos de seu ofício, sempre se opôs ao papa e à Santa Sé em muitas questões, e em particular criticou e rejeitou o ensinamento do Magistério da Igreja católica sobre o homossexualismo. Além disso, apoiou e protegeu os homossexuais ativos na sua diocese, ajudando-os a eximir-se da responsabilidade pelos crimes de caráter sexual por eles repetidamente cometidos. Ao fim de seu exercício, praticou também um gigantesco desvio de dinheiro, subtraindo cerca de meio milhão de dólares do caixa da diocese para sustentar seu ex-amante.
Marcial Maciel Degollado, por sua vez, durante certo tempo um dos mais influentes homens da Igreja, fundador da congregação dos Legionários de Cristo, revelou-se um bissexual, praticante de graves delitos sexuais, quer com seminaristas menores de idade, quer com membros da sua congregação e até com seu próprio filho…
Durante muito tempo, os quatro permaneceram impunes, apesar dos insistentes alertas e das repetidas acusações enviadas a Roma durante muitos anos. Eram efetivos apenas os comunicados diretos ao Santo Padre ou a divulgação da notícia pela mídia. Caso contrário, tudo era bloqueado nos níveis inferiores da hierarquia local ou vaticana. E o mesmo ocorreu em muitos outros casos. Por exempio, por pedofilia homossexual e efebofilia foram removidos de seus cargos só depois de muitos anos os bispos: Patrick Ziemann, de Santa Rosa, na Califórnia (1999), Juan Carlos Maccarone, de Santiago del Estero, na Argentina (2005), Georg Müller, de Trondheim, na Noruega (2009), Raymond John Lahey, de Antigonish, no Canadá (2009), Roger Vangheluw, de Bruges, na Bélgica (2010), John C. Favolara, de Miami (2010) e Anthony J. O’Connell de Palm Beach, na Flórida (2010). Muitos outros bispos receberam o mesmo tratamento, por ocultarem e encobrirem seus delitos. Analogamente, isso aconteceu também com muitos sacerdotes, mesmo os mais influentes.
A potência dessa atividade subterrânea é comprovada não só pelo número de graves abusos sexuais perpetrados, mas também, e talvez ainda muito mais, pelo vicioso processo de seleção dos candidatos ao episcopado, pela possibilidade de fazer uma grande „carreira” dentro da Igreja, mesmo da parte de quem tenha cometido abusos desse tipo, levando uma vida dupla.
São prova disso também fatos como a eficácia no ocultamento e no encobrimento de tais situações, o bloqueio muitas vezes insuperável de todas as tentativas dentro da Igreja de defender as vítimas, descobrir a verdade e fazer justiça. De tudo isso se deduz o quanto é difícil, por problemas realmente “estranhos”, punir por suas ações, com sanções que pareceriam óbvias, um eclesiástico homossexual. E todos os sucessos nesse contexto se revelam limitados, parciais e temporários.
Verifica-se, pois, uma situação terrível: a proteção dos culpados gays é mais importante que o destino dos meninos e adolescentes, do que a sorte da Igreja inteira. Se isso fosse feito de modo totalmente consciente, constituiria alta traição à Igreja, traição perpetrada pela Igreja em relação aos jovens!
Constitui também testemunho particular desta situação o evidente medo, o embaraço, o refúgio no silêncio, até mesmo a incapacidade de pôr em prática o ensinamento elementar da Igreja sobre este assunto, por parte dos sacerdotes, sobretudo em algumas dioceses e ordens religiosas.
Do que têm medo? De onde vem o pavor que se vê nos olhos de grupos inteiros de homens adultos e maduros? De onde vêm as neuroses, as doenças cardíacas ou não, que atingem os sacerdotes que de alguma forma procuram opor-se a essas abjeções, em defesa sobretudo das crianças e dos adolescentes? Provavelmente têm medo das ações de um lobby muito influente, que exerce o poder e cuja inimizade temem perigosamente provocar [7].
Para conseguir esconder e fazer tolerar um Mal desse tipo, é preciso ter homens nos cargos importantes, é preciso constituir não mais apenas um lobby gay, mas uma poderosa associação, uma máfia gay.
Concordou com isso também Jarosław Gowin, atual ministro da justiça polonês, quando, ainda como senador, falou do escândalo dos abusos homossexuais, dos delitos de abusos sexuais com jovens e seminaristas, assim como da ocultação desses fatos, cometidos por sacerdotes da diocese de Płock. O ministro Gowin revelou que numa sua intervenção na Igreja, durante o processo contra o bispo Paetz, teve a impressão de estar diante de uma espécie de máfia, que, na defesa de seus próprios interesses, chegava a negar brutalmente fatos e princípios, até os mais evidentes[8].
Dom Mons. Charles Scicluna, o principal responsável pela solução, no âmbito da Igreja, de casos desse tipo, de certa forma uma espécie de „ministério público”, promotor de justiça junto ao ofício disciplinar da Congregação pela Doutrina da Fé, falou do mesmo modo daquele ambiente, como se fosse uma máfia. Assim se exprimiu durante o simpósio dedicado aos problemas dos abusos sexuais na Igreja “Rumo à cura e à renovação”, organizado em fevereiro de 2012, em Roma[9]. Dom Mons. Charles Scicluna, em nome de Bento XVI, condenou energicamente não só os autores dos delitos, mas também os superiores que encobriam as suas ações. Além disso, pediu que todos se oponham energicamente a esses comportamentos, colaborem abertamente com a polícia e ajam seguindo a via da purificação indicada pela Santa Sé. Na verdade, quanto mais eficazes são os criminosos organizados na defesa de seus interesses, mais eficientes são em provocar danos nos outros, como também na destruição da credibilidade da Igreja. Assim, um forte impulso de descristianização sai diretamente de dentro da própria Igreja.
Pois bem, em toda a análise desenvolvida até aqui, considero que as palavras do professor jesuíta Józef Augustyn S.I. sejam particularmente significativas. Assim se exprimiu ele: ”O problema existe – a meu ver – não “neles”, mas na nossa reação “a eles”. Como nós, simples sacerdotes e superiores, reagimos ao comportamento deles? Deixamos que nos amedrontem, retiramo-nos, convidamos ao silêncio, fingimos que o problema não existe? Ou então, ao contrário: enfrentamos o problema, falamos abertamente sobre ele, retiramos deles a influência que têm, afastamo-los dos cargos? Eles não deveriam trabalhar nos seminários, nem ocupar nenhum cargo importante. Se o lobby dos homossexuais existe e consegue ter  voz ativa em qualquer estrutura eclesiástica, é porque nos retiramos, cedemos a eles o lugar,  fingimos etc. (…)
Santa Sé (…) deu um sinal evidente de como resolver este tipo de problema. Esconder comportamentos de pessoas desonestas, comportamentos que mais cedo ou mais tarde vêm à luz, destrói a autoridade da Igreja. Os fiéis perguntam espontaneamente como é possível que a comunidade eclesiástica conserve a credibilidade se tolera situações deste tipo. Se aceitarmos a priori que  sacerdotes homossexuais lobistas nunca existiram, não existem e nunca existirão, é justamente então que daremos nosso apoio ao fenômeno. O lobby dos sacerdotes homossexuais torna-se, assim, impune e constitui grave perigo”[10].

2. Mecanismo de nascimento do ambiente gay
Como se pode depreender dos casos acima citados, deve ter-se cedido muito a esse lobby, já que puderam acontecer tais eventos (e ainda podem). Uma maioria “normal” não deveria, porém, deixar-se intimidar pela minoria corrupta. Cumpre, pois, procurar entender bem o mecanismo com base no qual esses lobbies podem desenvolver-se.
Tudo começa com o fato de que, para um seminarista com tendência ou orientação homossexual profundamente arraigada, é muito mais difícil tornar-se bom padre. Por um lado, o sacerdócio pode atraí-lo, pode parecer-lhe um biotipo ideal, dado que assim pode viver num ambiente exclusivamente masculino, pelo qual tanta atração sente, e não precisa justificar-s pela ausência de mulheres na sua vida. Pelo contrário, a renúncia ao valor supremo do matrimônio (pelo qual, porém, ele não se sente atraído) é considerada um enorme sacrifício pelo Reino dos Céus. A situação parece ser muito confortável. Por isso, se não lhes são opostas barreiras, esses casos podem ser, percentualmente, mais numerosos em algumas ordens religiosas e em algumas dioceses do que no resto do mundo, isto é, muito mais do que 1,5 %[11]. Mas quantos são? – isso depende da força que tiverem conseguido dar à sua posição e do grau de intimidação dos outros sacerdotes, ou do fato de estes últimos ainda não terem adquirido consciência da gravidade do problema.
Por outro lado, o homossexualismo é uma chaga da personalidade que prejudica muitas das suas funções. Entre outras coisas, condiciona as relações tanto com homens como com mulheres e crianças; cria um hábito constante de fingimento, para esconder um aspecto importante da própria vida, que impede relações sinceras, profundas e honestas do ponto de vista emocional com colegas e professores. Além disso, dificulta a compreensão e o respeito adequados da feminilidade e do matrimônio, como mistério do amor entre o homem e a mulher. Além disso, se um homossexual tem em relação aos homens os mesmos desejos que um homem sexualmente sadio nutre em relação às mulheres, esses desejos nele serão continuamente despertados pela presença constante e próxima dos objetos do seu interesse doentio. Ele se vê numa situação análoga àquela em que se veria um homem normal que por alguns anos (ou mesmo por toda a vida) tivesse de passar todos os dias com muitas mulheres atraentes sob o mesmo teto, nos mesmos quartos e nos mesmos banheiros. A probabilidade de perseverar na castidade diminuiria sensivelmente. É preciso compreender e procurar respeitar da melhor maneira possível os nossos irmãos homossexuais, como qualquer pessoa humana. Muitas vezes, eles tentam com todas as forças resistir às tentações, e alguns até são bem-sucedidos, e vivem de modo honesto e até santo. Todavia, isso é objetivamente muito mais difícil, e por isso também acontece mais raramente.
Se, porém, não conseguirem dominar as suas tendências e puderem superar todos os obstáculos dentro do seminário, terão de enfrentar seus verdadeiros problemas durante a vida sacerdotal, ou numa ordem religiosa. Ali não enfrentarão os obstáculos da presença e do controle dos superiores, pois a liberdade é muito maior. Se cederem à tentação e entrarem no caminho do homossexualismo duradouro e ativo, a situação tornar-se-á trágica. Por um lado, todos os dias administram os sacramentos, celebram a Santa Missa, lidam com as coisas mais sagradas e, por outro, fazem continuamente o oposto, coisas particularmente indignas. Com isso adquirem “imunidade” contra tudo o que é superior e santo, e a sua vida moral se atrofia e desliza para a queda. E se morrer dentro deles tudo o que é superior, maior espaço se dá ao que é inferior e, com isso, o desejo das coisas materiais, sensuais: sexo, dinheiro, poder, carreira, luxo. É difícil ajudá-los, pois o que poderia salvá-los quando fracassaram os mais importantes meios da formação, da fé e da graça? Sabem, muito bem, no entanto, que correm o risco de serem desmascarados e desacreditados, e por isso se apoiam uns aos outros. Formam grupos informais, cabalas e até uma espécie de máfia, procurando dominar sobretudo os lugares que lhes proporcionam poder e dinheiro. Uma vez conquistado um cargo com poder de decisão, buscam apoiar e promover acima de tudo as pessoas de natureza semelhante à deles, ou pelo menos as que com certeza nunca se oporão a eles, por fraqueza de caráter. Pode, assim, acontecer de a Igreja ter em cargos de direção pessoas profundamente corruptas, muito distantes do nível espiritual digno de um cargo importante, pessoas falsas e particularmente expostas às extorsões dos adversários do cristianismo.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Morte e comunhão


O cristão deve estar sempre pronto para morrer e comungar.
(RP Pierre Olivaint SJ, Pensées, p. 86)

O padre Olivaint foi martirizado pelos comunistas durante os massacres da Comuna de Paris, em 1871.

Vida eterna

Miniaturas que só a Igreja pode oferecer: "vida eterna", a mais perfeita expressão da suma felicidade. A vida, que no tempo é tudo, mais toda a majestade ontológica da eternidade atemporal.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Abaixo assinado contra a participação de cardeal criminoso no Conclave que elegerá o sucessor de Bento XVI


Uma associação de católicos americanos, Catholics United,  lançou um abaixo-assinado on-line em que solicita ao Cardeal Mahony, ex-arcebispo de Los Angeles, que desista de participar do conclave que deve eleger o sucessor de Bento XVI na Cátedra de Pedro.

O cardeal Mahony, juntamente com sua alma gêmea, o defunto cardeal Bernardin, de Chicago, chefiava uma gangue de prelados dedicados a avacalhar a fé católica e a promover todo tipo de confusão doutrinal e moral entre os fiéis norte-americanos. A fina flor da Grande Avacalhação pós-conciliar, sempre alerta na divulgação desse catolicismo moderninho, divertido e burro, incapaz, é claro, de levar quem quer que seja a seguir a Cristo no caminho do Gólgota, meta de todo cristão.

Essa organização de estilo mafioso, sobre a qual pesam gravíssimas suspeitas de ligação com o satanismo, foi denunciada pelo grande Malachi Martin em seu roman à clef , The Windswept House, cuja leitura recomendamos.

Recentemente, ficou provado que Mahony participou de modo ativo no acobertamento de casos cabeludos de pedofilia em sua arquidiocese, o que valeu aos fiéis daquela cidade o pagamento de quase 1 bilhão de dólares em indenizações, sem falar nos prejuízos irreparáveis à pregação do Evangelho, o que não tem preço.

O seu sucessor na chefia da arquidiocese, Dom José Gomez, o destituiu de todas as funções eclesiásticas.

É uma vergonha que pessoa com essa ficha criminal possa participar da eleição de Pedro.

Aqueles que, em defesa da Santa Igreja, quiserem apor sua assinatura à petição, podem clicar aqui.

PS: Como era de esperar, o cardeal Mahony não deu a mínima pelota ao abaixo-assinado  e compareceu alegremente à despedida de Bento XVI ante os cardeais. Como sabemos, a autocrítica não é o forte dos Grandes Avacalhadores pós-conciliares. Basta ver o tratamento que reservaram ao sacramento da penitência.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Dom Francisco Manuel de Melo e a Quarta-feira de Cinzas



Em dia de Cinza, sobre as palavras: "Quia pulvis es".


Melhor há de mil anos que me grita
Ua voz, que me diz: "És pó da terra!"
Melhor há de mil anos que a desterra
Um sono que esta voz desacredita.

Diz-me o pó que sou pó, e a crer me incita
Que é vento quanto neste pó se encerra;
Diz-me outro vento que esse pó vil erra...
Qual destes a verdade solicita?

Pois, se mente este pó, que foi do mundo?
Que é do gosto? Que é do ócio? Que é da idade?
Que é do vigor constante e amor jocundo?

Que é da velhice? Que é da mocidade?
Tragou-me a vida inteira o mar profundo!
Ora quem diz: - "sou pó" - falou verdade.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Michael Voris analisa a renúncia de Bento XVI



Ponderada e madura alocução de Michael Voris acerca da renúncia de Bento XVI e da situação da Igreja.

Tempo de penitência e oração: Bento XVI renuncia


Ante a pavorosa notícia da renúncia do grande Bento XVI, só nos resta rezar para que tal ato não redunde num recuo diante das forças do mal e num triunfo da Grande Avacalhação pós-conciliar, que tantos males tem causado em sua luta frenética por destruir a Igreja Católica, guardiã e transmissora da mensagem de Cristo ao longo do tempo.

Em suas próprias palavras: "Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. "

Kyrie eleison, Christe eleison, Kyrie eleison.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

O argumento ontológico e os milagres

Alvin Plantinga
Filósofo americano defensor do argumento ontológico

De um entusiasta da prova a priori da existência de Deus;

O argumento ontológico é um milagre conceitual de Deus.