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domingo, 20 de janeiro de 2013

A paz de Deus segundo o padre Surin


Em seu comentário à Imitação de Cristo, o padre Surin SJ (1600-1665) - o famoso exorcista de Loudun - assim explica estas palavras de Tomás de Kempis: Aquele que o Verbo Eterno instrui não se dá a opiniões vãs e incertas:

Podemos entender [estas palavras] primeiramente quando nos mantemos no silêncio interior e a mais alta parte da alma, gozando de grande calma, se assemelha ao mar, quando não é agitado pelos ventos. Ora, essa calma só pode vir de uma perfeita mortificação das paixões, quando nada mais se deseja de temporal e perecível e só se visa a Deus. Pois tudo então se torna tão tranquilo, que a Sabedoria incriada, o Verbo divino, a imagem da Majestade de Deus, se retrata fácil e naturalmente nesse mar manso e pacífico. E é assim que o Verbo fala à alma que, nada tendo na parte inferior que a perturbe, recebe sem dificuldade a impressão divina. Cobre-nos, então, uma paz que ultrapassa os sentidos e que chamamos a paz de Deus.

(pe. Jean-Joseph Surin SJ, Les Fondemens de la vie spirituelle, IV, 7)

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