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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O Bojador e a Cruz

Cabo Bojador
© dobrarfronteiras.com)

Como não disse Fernando Pessoa, mui catolicamente:

Quem quer viver na paz do Criador
Tem que passar além da dor.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Frei Tomé de Jesus e a razão da Cruz


Não sem causa quis este Senhor que lhe custasse tanto a nossa redenção, que desde menino até morto sempre trabalhasse nela. Porque quis que víssemos quanto mais nos estimava que tudo o que tinha criado. Não meteu Deus mais cabedal em criar aos homens que as formigas, porque tudo igualmente foi feito porque ele o quis, sem outra nenhuma ocupação. E não fazendo Deus conta de perecerem as outras cousas, só pelos homens se não perderem tomou todos os seus trabalhos e deu por eles tanto preço e quis que lhe custasse sua redenção tão cara, porque não cuidássemos que estimava pouco esta sua criatura, a qual se lhe não custou nada a criar, lhe custou muito a redimir. Por esta obrigação nos penhora São Paulo a perpétuo serviço deste Senhor, não só com todas as forças da alma, mas também com o corpo. Porque diz que fomos comprados com grande preço. É verdade o que diz nosso Santo Padre Agostinho, que muito menos bastara para satisfazer por nós, mas o que satisfazia a redenção, não satisfazia o seu amor, e tudo para se fartar havia mister.
(Trabalhos de Jesus, I, VII)

sábado, 26 de janeiro de 2013

Intelectuais e efeito manada

Diana Mutz

Num livro brilhante, Hearing the Other Side, mostra a professora americana Diana Mutz, da Universidade de Pennsylvania, que as autoproclamadas elites culturais se expõem menos a opiniões divergentes do que os públicos de menor estatuto acadêmico.

Ou seja, entregues furiosamente ao conhecido ritual de lambeção recíproca, também conhecido como carreira acadêmica, os membros da elite se fecham numa câmara de eco em que só ouvem suas próprias vozes.

Essa notável constatação, paradoxalmente feita por uma professora universitária (uma vez não é costume), ajuda a explicar algo que há muito já foi observado pelas cabeças realmente pensantes do nosso sofrido planetinha: o curioso efeito manada exibido pelos soi-disant intelectuais.

Ou seja, quanto maior a pretensão, mais perto da mentalidade de boiada.

O que também ajuda a explicar a animalesca irreflexão que faz com que essas mesmas populações adotem unanimemente o ódio mais ignorante e feroz contra o Cristo.

Michael Voris e o cinismo das defensoras do aborto



Com os avanços da ciência, vem acontecendo com as feministas o mesmo que aconteceu com os darwinistas e foi tão bem descrito por Michael Behe em seu clássico A Caixa Preta de Darwin: estão sendo destruídas uma por uma as premissas que justificavam, décadas atrás, as reivindicações das defensoras do aborto.

Como mostra Michael Voris no vídeo acima, 40 anos atrás, quando o aborto foi liberado nos EUA, prevalecia a ideia de que os fetos eram só "protoplasma", um amontoado de células que nada tinha de realmente humano. Hoje, com os avanços da medicina e da biologia, parece incrível que até pouco tempo atrás essas ideias aberrantes pudessem ser aceitas por animais racionais, mas é verdade.

Com o desmoronamento dessa concepção primitiva do desenvolvimento do feto, cai por terra toda a velha argumentação daquelas que se esforçam por justificar teoricamente o massacre de crianças indefesas antes mesmo de nascerem.

E como, então, as novas feministas defendem a caça aos fetos? Simples: obrigadas a admitir que o feto é um ser humano, elas se limitam a responder com uma pergunta: e daí? Humano ou não humano, o que vale é a minha decisão de matar o feto, e ninguém tem nada com isso.

Assassinar o próprio filho no momento de sua vida em que ele está mais indefeso é provavelmente o ato mais vil e covarde que um ser humano possa praticar. Para justificar crime dessa magnitude, só mesmo o mais abjeto cinismo. E isso não falta a nossas feministas.

Vídeo em inglês rodado durante uma manifestação católica pró-vida em Washington.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A Cruz e a carne


Já na Cruz vemos presente o combate mortal entre a carne e o espírito: o corpo que puxa para baixo é que mata.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Testamento de Luís XVI, rei de França


Testament Louis XVI - Démocratie Royale por DemocratieRoyale

Belíssimo documento histórico, que lança nova luz sobre a imagem do suposto "tirano".
Em francês.
O texto completo pode ser lido aqui.

A paz de Deus segundo o padre Surin


Em seu comentário à Imitação de Cristo, o padre Surin SJ (1600-1665) - o famoso exorcista de Loudun - assim explica estas palavras de Tomás de Kempis: Aquele que o Verbo Eterno instrui não se dá a opiniões vãs e incertas:

Podemos entender [estas palavras] primeiramente quando nos mantemos no silêncio interior e a mais alta parte da alma, gozando de grande calma, se assemelha ao mar, quando não é agitado pelos ventos. Ora, essa calma só pode vir de uma perfeita mortificação das paixões, quando nada mais se deseja de temporal e perecível e só se visa a Deus. Pois tudo então se torna tão tranquilo, que a Sabedoria incriada, o Verbo divino, a imagem da Majestade de Deus, se retrata fácil e naturalmente nesse mar manso e pacífico. E é assim que o Verbo fala à alma que, nada tendo na parte inferior que a perturbe, recebe sem dificuldade a impressão divina. Cobre-nos, então, uma paz que ultrapassa os sentidos e que chamamos a paz de Deus.

(pe. Jean-Joseph Surin SJ, Les Fondemens de la vie spirituelle, IV, 7)

sábado, 19 de janeiro de 2013

Alexis Carrel e o progresso tecnológico


"O homem é um forasteiro no mundo artificial que criou. Não nos conseguimos adaptar ao meio ambiente construído por nossa inteligência e nossas invenções. Nele somos infelizes e degeneramos, moral e mentalmente".
(Alexis Carrel, prêmio Nobel de medicina convertido ao Catolicismo; citado em L'Évangile et la Joie,  do Padre Bessières, SJ, p. 32)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

As tenebrosas origens do espiritismo: as irmãs Fox



O "espiritismo moderno", tal como praticado no Brasil segundo a codificação do maçom francês Léon Denizard Rivail, popularmente conhecido por Allan Kardec, foi criado nos Estados Unidos nas décadas de 1840-1850, pelas famosas irmãs Margaretta (1838-1893) e Katherine Fox (1841-1892), a que mais tarde se uniu a irmã mais velha, Leah (1814-1890).

Margaretta e Katherine, de 10 e 7 anos respectivamente, teriam sido testemunhas de fatos sobrenaturais: portas que se batiam sozinhas, batidas secas nas paredes, rangidos inexplicáveis etc. As espertas meninas tiveram então a ideia de se valer do então recém-inventado código Morse para interpretar as pancadas que ouviam. Qual não foi sua surpresa ao descobrirem que se tratava de mensagens vindas do além, do espírito de um tal Charles Ryan, supostamente assassinado no porão da casa em que moravam.

A descoberta fez imenso sucesso nos Estados Unidos e, graças ao financiamento de importantes personagens do mundo da mídia, como Horace Greeley, diretor do New York Tribune, o espiritismo tornou-se rapidamente um fenômeno de massa. Em 1856, só nos EUA já havia 10 mil médiuns comunicando-se telegraficamente com o além, para pasmo de um público de 3 milhões de fiéis. Em pouco tempo, o código Morse se tornara uma verdadeira coqueluche entre os espíritos, o que mostra que estão sempre atentos aos desenvolvimentos tecnológicos da humanidade. É bem provável que hoje eles tenham abandonado o naftalínico código Morse em favor dos mais modernos serviços de mensagem, como o Twitter, o email e o SMS. Eu mesmo já recebi vários emails que desconfio terem vindo do além.

Com o passar dos anos, as duas meninas foram perdendo o fervor por suas fantasmagóricas façanhas telegráficas, até que em 1888, Margaretta, tendo ao seu lado a irmã Katherine, denunciou publicamente a fraude do espiritismo:

"Os que estão aqui presentes bem sabem que fui de fundamental importância na perpetração da fraude espiritual imposta a um público demasiado crédulo... O comportamento que adotei durante tanto tempo foi-me imposto quando era criança e não conseguia distinguir com clareza entre o bem e o mal, em razão do caráter ainda em formação e de minha mente ainda não desenvolvida. Com o passar dos anos me arrependi, mas não ousei romper o silêncio, por causa das ameaças, e assim, em meio a mil amarguras e adversidades, tratei de calar como podia a consciência da minha culpa. Agora, porém, graças a Deus, a minha consciência despertou e me sinto capaz de revelar a fatal verdade, a ignóbil fraude que devastou tantos corações e arrasou tantas vidas cheias de esperança. Aqui estou esta noite como uma das fundadoras do espiritismo, para denunciá-lo como uma fraude absoluta, como a mais nociva das superstições e a mais viciosa heresia que o mundo jamais conheceu". Em seguida, Margaretta explicou para um público estarrecido como havia produzido artificialmente as batidas nas paredes e assoalhos e outros fenômenos supostamente "espirituais".

No ano seguinte, em caráter privado, a mesma Margaretta teria repudiado a sua retratação na casa de um milionário espírita nova-iorquino, sem testemunhas. Abandonadas pelos seus antes numerosos seguidores, as duas irmãs morreram na miséria poucos anos depois.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Manifestação gigante em Paris: 1 milhão e trezentos mil franceses contra o "casamento" gay


Uma concentração organizada em Paris contra a legalização do "casamento" gay e da adoção de crianças por duplas homossexuais reuniu neste domingo 1.300.000 pessoas em Paris. Participaram do evento movimentos católicos, muçulmanos, protestantes e simpatizantes em geral.

A passeata transcorreu tranquilamente, e seus organizadores se dizem satisfeitos, apesar de o governo maçônico já ter afirmado que pouco se importa com a indignação popular, porque, segundo ele, o casamento homossexual seria uma causa "justa": é o que foi decidido nas lojas maçônicas.

Esta é a marca registrada da maçonaria: esconde-se atrás de ideais pretensamente "democráticos", enquanto a população manipulada pelos meios de comunicação por ela controlados não reage. Quando, porém, o povo esboça uma reação, fica bem claro, por atos e palavras, o infinito desprezo dos pedreiros livres pela democracia e pela soberania popular.

Parabéns ao povo francês, que demonstrou hoje ainda ter preservado sua integridade e seu senso moral, apesar de décadas de carpet bombing midiático e da perseguição contra tudo que dê mostras de vida espiritual naquele país.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Patrice de la Tour du Pin e o louvor de Deus


Se quiserem uma obra cantada para a glória de Deus, não devem brincar diante dele, mas permanecer sinceros: se cantarem o vento, cantem-no com simplicidade, e não tirem daí um sentido místico, para provar que tudo em vocês está voltado para Ele; pois quando estavam no vento, só sentiam o vento e vocês mesmos no vento; não acrescentem fáceis sentidos espirituais; quando estão no vento, digam o prazer do vento, para que quando estiverem em oração cantada possam dizer simplesmente o amor de Deus.
(La vie recluse en poésie)

domingo, 6 de janeiro de 2013

Grandes compositores católicos: Gregorio Allegri (1582-1652)



O padre Gregorio Allegri é o compositor deste maravilhoso Miserere, que durante muito tempo foi executado exclusivamente na Capela Sistina do Vaticano. Tamanho era o prestígio da obra, que foi proibida a difusão da sua partitura, sob pena, segundo dizem, de excomunhão.

Em 1770, porém, Mozart, de apenas 14 anos, com sua razoável musicalidade, foi capaz de transcrever o coral de memória, depois de tê-lo ouvido uma única vez. Impressionado com o talento do menino, o Papa suspendeu a excomunhão.

A interpretação é do New College Choir, Oxford.

Raniero Cantalamessa e as dores do mundo



Reflexão do mirabolante frei Raniero Cantalamessa acerca da origem dos males entre os homens:

"As doenças são frutos de imprudência, de situações que poderiam ser evitadas, de descuidos do poder público, de 'violências' ambientais e humanas contra a natureza que exige respeito e amor."

Extraído de um sermão publicado num site carismático dedicado à promoção da autoestima (!!) entre os católicos. Aliás, todo o sermão merece ser lido, como exemplo paroxístico da perda da autêntica espiritualidade católica e de qualquer noção de integridade intelectual em certos setores centrais da Igreja. Frei Cantalamessa é capaz de pôr lado a lado conselhos da mais baixa autoajuda e a altíssima espiritualidade de Col 1,24, por exemplo. Sem pestanejar.

Como é possível que um defensor desse catolicismo morno, adocicado, aguado e vomitivo desempenhe há mais de 30 anos a função de pregador no Vaticano? Eis um mistério tenebroso e um sintoma da maior gravidade.