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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Processo abre caminho para legalização do incesto na França

Notícia do Le Monde do dia 13 deste mês, abaixo traduzida, mostra a próxima etapa no apodrecimento da Europa.



O Tribunal da região de Somme em Amiens julgará a partir da quarta-feira, 14 de novembro, um homem acusado de estupro com agravante em suas filhas, que garantem que consentiam com essas relações sexuais. Uma delas vive hoje como concubina do pai, de que tem um filho.


A mãe das moças, hoje com 29 e 31 anos, é julgada ao mesmo tempo que o  ex-marido, por cumplicidade no estupro com agravante em menor de 15 anos e por não denunciá-lo. Durante o  julgamento de primeira instância ante o tribunal da região de Oise, em maio de 2011, o pai fora condenado a oito anos de prisão, a mãe a cinco anos, sem mandato de prisão.

CABE À JUSTIÇA "DIZER O DIREITO OU A MORAL ?"
As relações sexuais haviam começado na adolescência das duas meninas, que "reivindicam hoje seu consentimento e seu amor pelo pai", explicou a dra. Florence Danne-Thiefine, advogada da mãe.
Segundo o dr. Hubert Delarue, advogado do pai, as jovens tinham mais de 15 anos quando as relações sexuais  começaram, o que deveria levar a um delito de corrupção de menor, julgado em processo criminal. "A particularidade deste processo é que as partes civis estão todas de acordo com o acusado", segundo o dr. Hubert Delarue, que considera que "a justiça não compreendeu o funcionamento dessa família." Trata-se de um caso "surpreendente, espantoso", de "confusão total dos gêneros", mas será que cabe à justiça "dizer o direito ou a moral?", pergunta o advogado.

"ERA TUDO UMA GRANDE ZORRA"

As moças constituíram-se como parte civil "para poderem assistir ao processo, para que não lhes privem de sua verdade", segundo o dr. Delarue. A família funcionava "de maneira autárquica, como um falanstério pós-68, com imensa proximidade de uns com os outros, era tudo uma grande zorra", descreve o advogado.

Sem problemas de alcoolismo ou de violência conjugal, a família vivia num"contexto social muito confortável, com um  chefe de família extremamente inteligente, que na época estava muito bem de vida, numa magnífica propriedade nos arredores de Compiègne", garante da dra. Florence Danne-Thiefine, a advogada da mãe. O estopim do caso foi uma das filhas, que se abriu para uma pessoa conhecida que, por sua vez, escreveu uma carta em nome dela, o que desencadeou uma investigação.

"TUDO ESTAVA COMPLETAMENTE DISTORCIDO"

Desde então a mãe se afstou do resto da família, que tem três outros filhos. "Desde o começo do processo", a ex-mulher acha que deve ser condenada pelos fatos que lhe são imputados, segundo sua advogada.
"Ela não explica como tudo começou, por que ou como, ela não tem capacidade intelectual para tanto, [...] mas com o tempo, ela compreendeu que tudo estava completamente distorcido", afirma a Dra. Danne Thiefine. O processo, que deve durar três dias, acontecerá provavelmente a portas fechadas, para "proteger" a criança que nasceu da união do pai e da filha, segundo o dr. Delarue.

(tradução Yours Truly)

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