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sábado, 22 de setembro de 2012

O ateu e o inferno


Como a vida na Fé da Igreja é já um princípio de bem-aventurança, o ateísmo é já o inferno.

A perspectiva de um mundo sem Deus e, portanto, sem sentido é tão abjeta que todo ateu é obrigado a acreditar na mortalidade da alma, embora não haja vínculo intrínseco algum entre as duas ideias. Tão repulsiva que não pode ser sequer considerada.

Pois bem, o inferno é isto: o ateísmo eterno, sem nenhuma esperança, e ainda agravado pela ausência definitiva de Deus e pela presença contínua do Inimigo.

E o que é pior: mesmo constituindo a prisão eterna do ateu, o ateísmo continuará sendo eternamente  falso, e o ateu, um eterno iludido.

Como a vida eterna é a visão beatífica da Verdade, que é Deus, o inferno é a contemplação eterna do Falso.

2 comentários:

  1. Nunca entendi o drama em torno da terceira parte do segredo de Fátima. Forte é a primeira parte, que lembra a realidade do inferno! As outras duas partes mostram apenas o que conduz ao inferno. Acho que o pedido de segredo por parte da Virgem foi uma forma de separar o joio do trigo, aqueles que se deslumbram com fenômenos daqueles que sabem que tudo empalidece, diante da possibilidade real da condenação eterna.

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  2. Pois é. Hoje, na missa, ao comentar o Evangelho do dia, Lucas 13, com porta estreita e "ranger de dentes" e tudo, o padre, num número de contorcionismo hermenêutico de alta dificuldade, chegou á conclusão de que a mensagem de Jesus ali era a de que os ateus podem se salvar; a bronca mesmo é com os que frequentam a missa ("comemos e bebemos contigo"). Tudo, menos o inferno. E esse silêncio é indesculpável. Das duas uma: ou não se fala no inferno porque não se crê nele, e aí estamos diante de uma heresia formal. Ou então se crê no inferno mas não se fala nele, e aí estamos diante de um crime.

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