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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cubismo e manipulação


Até o início do século XX, a arte, apresentação do Belo, manifestava seu próprio valor: a obra era seu próprio fiador, sem intermediários.
Com o Cubismo e o que se segue, a arte passa a ser refém de agentes exteriores a ela: o crítico e o merchant. Um estabelece o discurso autorizado acerca da obra; o outro garante seu ingresso nos grandes circuitos comerciais. Sem eles, o artista não é ninguém, pois sua obra não fala por si mesma.
É a arte submetida à manipulação, como tudo o mais no mundo cultural a partir daí.
Assim, quando se compra um Picasso, um Duchamp, um Miró, se compra essencialmente a participação numa especulação financeira - por maior que seja o talento de alguns deles. É essa, aliás, a origem dos bilhões de Anne Sinclair, a mulher do estuprador impenitente Dominique Strauss-Kahn. Mme. Sinclair é neta de Paul Rosenberg, o maior dos especuladores no mercado de arte de Paris no começo do século XX.
A arte compensa.

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