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sábado, 11 de agosto de 2012

Charles Péguy, a mística e a política


Já dizia Péguy que tudo começa na mística, mas acaba na política. É em resumo o que  se passou do Cenáculo ao pós-Concílio, ou de Anchieta a Leonardo Boff na Igreja do Brasil: o itinerário da grande decadência.
O plano da Fé está muito acima do da política. e subordinar o primeiro ao segundo é fórmula infalível de desastre.

10 comentários:

  1. Luís, talvez nao conheça este artigo. Muito interessante.

    http://www.catholiceducation.org/articles/arts/al0063.html

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  2. Valeu pelo link, Nik!
    Como diz o texto que você indica, Péguy conseguiu conquistar a admiração e o respeito de franceses de todos os quadrantes, desde o partido de Dreyfus, de que foi um dos mais enérgicos defensores, até o regime de Vichy, de que foi um dos patronos. Vou ver se consigo postar uma tradução de um poema dele, para dar uma ideia do que se trata. É um escritor de força descomunal, seus poemas são como batalhões de versos em marcha.

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  3. De fato. E eu aqui pensando por que ele, como se lê no texto, nao chegou a nos, brasileiros do seculo XXI. Por que escondem Peguy? Abraço, Nik.

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  4. Não chegou Péguy, como não chega praticamente nenhum dos grandes nomes da cultura católica - todos eles, aliás, pré-conciliares. Na minha opinião, a razão principal é o abismo que se cavou entre o pré e o pós-concílio. Até bem pouco tempo, tudo o que era pré-conciliar era mau e boicotado. Basta lembrar que o próprio cardeal Ratzinger não conseguia editar seus livros nas editoras "católicas" brasileiras. No caso do Péguy, como diz o artigo que você indicou, o caso é complicado pelo fato de não ser um autor politicamente correto. Um dos objetivos do blogue é tentar combater essa amnésia. Abraço!

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  5. Sim, deve ser este um bom combate, não?
    Estou tentando achar um artigo acadêmico de um brasileiro sobre Péguy que eu li uma vez, mas achar favoritos hoje em dia é tarefa impossível. Assim que achar, te mando.

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  6. Quando achar, me mande. Vamos ver se conseguimos fazer alguém se interessar pelo Péguy. Abraço.

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  7. Bom, dois interessados já é um bom começo. Mas, pelo visto no Brasil somos pelo menos três(!), nós dois e um italiano, o Padre Paolo Cugini, radicado na Bahia.

    Eis o artigo dele, que estava a procurar para ti.

    http://mondodomani.org/dialegesthai/pcu02.htm

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  8. Legal. Vou dar uma lida. Sinceramente, conheço pouco da filosofia de Péguy, e mais seus grandes poemas. Ele combatia o positivismo reinante na época, e nisso Bergson foi fundamental para ele. Parece que Péguy nunca chegou a se converter de fato, se bem me lembro por problemas conjugais, mas esteve bem próximo da Fé. Já Bergson se converteu, sim.

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  9. Luís, mais um artigo, vindo de um amigo. Ainda não li, parece bom. Qualquer coisa diante da pouca oferta pelo assunto, aliás, é sempre bom.

    http://w3.ufsm.br/revistaletras/artigos_r39/artigo39_010.pdf

    Eu também nada sei sobre ele, Luís, exceto poemas e outros cacos reunidos por aí. Talvez até não exista nada além do que contemplar sua fé através de sua poesia. Como ele mesmo disse, pertenço aquele grupo de católicos que trocaria São Tomás pela Salve Rainha, o Pai Nosso... poesia até numa hora dessas.

    Abraço fraterno, Nik.

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  10. Oi, Nik, Acho que o próprio Santo Tomás acharia covardia ter que competir com o Pai Nosso! :) Agradeço a sugestão do artigo. Ele toca em vários nomes muito importantes do chamado Renascimento Católico na França. Imagine que em 1930 Claudel podia dizer que tudo o que contava em matéria de poesia na França era católico. Apesar de exagerado (como tudo em Claudel), até que ele não estava muito longe da verdade. O tema proposto é ótimo, mas sinceramente tenho minhas dúvidas sobre a possibilidade de se levar a cabo um trabalho desses na Usp. Mas pelo menos ele divulga nomes que podem provocar o interesse das pessoas. Achei alguma coisa sobre a filosofia de Péguy, vou ver se consigo postar algo. Abraço.

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