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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Texto profético de Bento XVI sobre o futuro da Igreja, de 1969



Final de uma alocução a uma rádio alemã proferida em 1968 pelo jovem professor e sacerdote Joseph Ratzinger,  em resposta à pergunta "Como estará a Igreja no ano 2000?". Traduzido da versão espanhola publicada na revista católica chilena Humanitas.

A Igreja se fará pequena, terá de começar tudo de novo. Já não conseguirá lotar muitos dos edifícios construídos em conjunturas mais favoráveis. Perderá adeptos, e com eles muitos de seus privilégios na sociedade. Apresentar-se-á, de modo muito mais intenso que até agora, como a comunidade da livre vontade, a que só se pode ter acesso por uma decisão. Como comunidade pequena, exigirá com muito mais força a iniciativa de cada um dos seus membros. Certamente conhecerá também novas formas ministeriais e ordenará sacerdotes a cristãos comprovados que continuem exercendo sua profissão: em muitas comunidades menores e em grupos sociais homogêneos, a pastoral se exercerá normalmente deste modo. Junto com estas formas continuará sendo indispensável o sacerdote dedicado por inteiro ao exercício do ministério, como até agora. Mas nestas mudanças que se podem imaginar, a Igreja encontrará de novo e com toda a determinação o que é essencial para ela, o que sempre foi seu centro: a fé no Deus trinitário, em Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, na ajuda do Espírito, que durará até o fim. A Igreja reconhecerá de novo na fé e na oração seu verdadeiro centro e experimentará novamente os sacramentos como celebração e não como um problema de estrutura litúrgica.

Será uma Igreja interiorizada, que não suspira pelo mandato político, nem flerta com a esquerda nem com a direita. Será muito difícil para ela. De fato, o processo de cristalização e clarificação também lhe custará muitas forças preciosas. Torna-la-á pobre, converte-la-á numa Igreja dos pequenos. O processo será ainda mais difícil porque terá de eliminar tanto a estreiteza de vistas sectária como a voluntariedade arrogante. É de prever que isso demandará tempo. o processo será longo e árduo, como também foi muito longo o caminho que levou dos falsos progressismos, nas vésperas da revolução francesa – quando também entre os bispos estava na moda ridicularizar os dogmas e talvez até dar a entender que nem mesmo a existência de Deus estava de algum modo segura– até a renovação do século XIX. Mas após a provação dessas divisões surgirá, de uma Igreja interiorizada e simplificada, uma grande força, porque os seres humanos serão indizivelmente solitários num mundo plenamente planificado. Experimentarão, quando Deus tiver desaparecido totalmente para eles, sua absoluta e horrível pobreza. E então descobrirão a pequena comunidade dos fiéis como algo totalmente novo. Como uma esperança importante para eles, como resposta que sempre buscaram, tateando. Estou convencido de que a Igreja terá pela frente tempos muito difíceis. Sua verdadeira crise ainda mal começou. Devemos esperar fortes abalos. Mas também estou plenamente convencido do que permanecerá ao final: não Igreja do culto político, que fracassou já em Gobel, mas a Igreja da fé. Certamente nunca mais será a força dominante na sociedade, como o era pouco tempo atrás. Mas florescerá de novo e se tornará visível aos seres humanos como a pátria que lhes dá vida e esperança para além da morte.

A hora de nossa morte


A salvação depende do estado de graça na hora da morte. O que leva alguns desavisados a duvidar da justiça divina: toda uma vida no serviço de Deus condenada por, quem sabe, um descuido casual e momentâneo!
Tal crítica se baseia numa confusão, e faz do tempo Deus e de Deus, um semideus a serviço do tempo.
Por outro lado, essa verdade de Fé mostra com clareza que a nossa salvação, para nós, depende da nossa relação com o tempo, ou seja, da total subordinação do tempo à eternidade, desta vida que passa à vida eterna. Sem compromissos.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Huysmans, o Rosário e a revista Veja


Como dizia Huysmans recém-convertido:
- Não entendo muito bem a oração do Rosário, mas como causa furor nos imbecis anticatólicos, deve ser muito boa.
O mesmo princípio pode ser aplicado na leitura da revista Veja, uma espécie de Suma do que há de mais boçal na classe mérdia nacional.
O leitor sagaz logo percebe que em tudo o que para a Veja é muito ruim há sempre pelo menos algo de muito bom. E como a revista, por seu caráter geral, cobre um amplo espectro de assuntos, ela acaba constituindo-se numa verdadeira mina de grandes descobertas.
Leitura de grande valor heurístico. Mas atenção: não esqueçam de trazer consigo o saquinho antivômito. Vão precisar.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cubismo e manipulação


Até o início do século XX, a arte, apresentação do Belo, manifestava seu próprio valor: a obra era seu próprio fiador, sem intermediários.
Com o Cubismo e o que se segue, a arte passa a ser refém de agentes exteriores a ela: o crítico e o merchant. Um estabelece o discurso autorizado acerca da obra; o outro garante seu ingresso nos grandes circuitos comerciais. Sem eles, o artista não é ninguém, pois sua obra não fala por si mesma.
É a arte submetida à manipulação, como tudo o mais no mundo cultural a partir daí.
Assim, quando se compra um Picasso, um Duchamp, um Miró, se compra essencialmente a participação numa especulação financeira - por maior que seja o talento de alguns deles. É essa, aliás, a origem dos bilhões de Anne Sinclair, a mulher do estuprador impenitente Dominique Strauss-Kahn. Mme. Sinclair é neta de Paul Rosenberg, o maior dos especuladores no mercado de arte de Paris no começo do século XX.
A arte compensa.

domingo, 26 de agosto de 2012

Universidade e irrelevância espiritual


Não há saber sem sujeito que o unifique. E é isso o que nossos técnicos hiperespecializados jamais conseguirão fazer. Daí essa produção em grande escala de bugigangas intelectuais com que a Universidade submerge todos os dias qualquer possibilidade de consciência dos últimos fins do homem, algo que só Cristo nos pode dar.

Se ainda restar alguma dúvida sobre a miséria espiritual da Universidade, basta lembrar que a imensa maioria dos professores das grandes universidades não acredita sequer na existência do espírito, e adota um reducionismo fisicalista de quinta categoria. Prova maior de que nem suspeitam o que seja o espírito não pode haver.

sábado, 25 de agosto de 2012

Padre é agredido impunemente na TV francesa



Para aqueles que ainda não perderam toda esperança na produção cultural europeia contemporânea, sugiro que vejam o vídeo acima (em francês).

Trata-se de um programa de TV onde se debate uma publicação blasfematória em que Nosso Senhor Jesus Cristo aparece crucificado como uma mulher. Entre os debatedores, um padre de batina.

O que se vê é um ataque furioso e completamente desvairado contra a Igreja e em especial contra os padres, de uma grosseria quase inimaginável, da parte dum pretenso "artista", um imboçal fanatizado que atende pelo nome de Jean-Pierre Mocky.

Em qualquer país decente, ou, mesmo na França,  se o agredido não fosse padre, a transmissão seria interrompida e o agressor seria preso. Mas o que vemos é que ele, sob o olhar complacente do "moderador", prossegue em suas blasfêmias e insultos num crescendo, muito consciente que caluniar um sacerdote católico jamais vai lhe custar nenhum tipo de dor de cabeça, só homenagens à sua "criatividade".

É isso a França. O satanismo no poder. Triste itinerário de filha mais velha da Igreja a benjamim do Diabo.

Rezemos para que seja exorcizada.


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Deus e o Mal


A resposta de Deus ao mal é Jesus Cristo.

Vertigem


Pensar que o infinito da Cruz é só meio caminho entre o nosso nada e o Pai.

Egípcios e americanos


O monarca egípcio desprezava tanto cada escravo tomado indivídualmente como o americano despreza o dólar individual.
(Ezra Pound)

Anders Breivik, Pussy Riot e Floyd Corkins, mártires



Coisas estranhas vêm acontecendo. Coisas que, se continuarem a se repetir, podem abalar os fundamentos mesmos de nossa Civilização Ocidental, baseada na Fraternidade, na Liberdade e no Capital de Giro.

Refiro-me a três notícias muito preocupantes que nos chegaram nestes últimos dias.

A primeira é a prisão de nosso heroico irm.: norueguês Anders Breivik, condenado a injustificáveis 21 anos de cana. Mas o que ele fez? Como os irmãos leitores devem lembrar,  num ímpeto de indignação, o jovem pedreiro livre pôs um merecido fim à vida de algumas dezenas de defensores escandinavos dos terroristas mirins da faixa de Gaza. Oh horror!

Como anda este mundo! Ao invés de receber as devidas homenagens pelo magnífico gesto de bravura, o irm.: Breivik é enjaulado, enquanto a infame população de Gaza continua viva - pelo menos em parte. Isso sim é uma injustiça!

A segunda é a prisão de outro heroico defensor das Luzes, o ativista gay Floyd Corkins, que, em mais um ato de heroica indignação, entrou atirando numa dessas infectas  organizações cristãs americanas que teimam em defender monstruosidades como o casamento heterossexual ou a proibição do aborto. Embora a organização merecesse ser bombardeada e reduzida a cinzas, e seus membros violentados e carbonizados, o delicado irmão Corkins limitou-se a atirar num segurança. E, pasmem, a recompensa por tanta gentileza e heroísmo não foi uma condecoração, mas... a prisão!!! Mal posso acreditar! Preso por atirar num cristão!!! Onde vamos parar???

A terceira má notícia é a condenação por dois anos de cadeia das três artistas russas do grupo punk Pussy Riot. Essas três talentosas jovens invadiram a catedral ortodoxa de Moscou e, numa performance artística de infinita criatividade, ridicularizam como devido essa bosta de religião que é o Cristianismo, com dancinhas eróticas e blasfêmias merecidas contra Cristo e sua Mãe. E, por incrível que pareça, em vez de verem recompensadas sua criatividade e coragem em prol do avanço das Luzes, são presas pelo sórdido regime cristão que se instalou na Rússia. Socorro!

Mas nem tudo está perdido. Felizmente, no Brasil, as coisas andam um pouco melhores no julgamento do Mensalão pelo STF, de gloriosa memória pela defesa intransigente do direito (ou dever?) de matar crianças no útero da mãe. Pelo andar da carruagem, tudo indica que só serão condenados caixas de banco, office-boys, motoristas de táxi, essa gentalha que só atrapalha o bom funcionamento de nossa política iluminada. Bem feito!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Vaticano II: fracasso pastoral


Antes e para além do problema das "heresias" presentes no Concílio Vaticano II, algo que, como reconhece Dom Fellay, tem sido amplamente exagerada da parte tradicionalista,  há a questão muito mais fundamental para um Concílio que se autodefiniu pastoral: seu retumbante fracasso, justamente, pastoral. É bem possível que esse fracasso pastoral tenha sua raiz última num enfraquecimento da Fé e da adesão às verdades reveladas, mas o fato é que a causa próxima do cataclismo pós-conciliar reside no âmbito mesmo em que ele pretendia atuar.

Não há dúvida de que a apostasia en masse, o fim das vocações sacerdotais e religiosas e o fechamentos de ordens inteiras, a anarquia sexual, os crimes de pedofilia, a perda de prestígio e de espaço para denominações evangélicas de financiamento maçônico, o fim da intelectualidade católica, deturpações generalizadas da vida da fé como o neopentecostalismo da  RCC e as comunidades de base da Teologia da Libertação, grupos de católicos pró-aborto e pró-casamento de pares homossexuais (inclusive com adoção de crianças), tudo isso está muito mais ligado ao lado pastoral da vida da Igreja do que à teologia dogmática.

Não há a menor dúvida de que a guarda e a defesa do depósito da Fé é parte fundamentalíssima da vida da Igreja, mas é erro enorme insistir em minúcias dogmáticas que podem ser resolvidas de uma penada pelo Papa (na minha opinião, nem isso é necessário) e deixar de lado como secundárias as legiões de sacerdotes homossexuais, de padres que pregam do púlpito, diariamente, gravíssimas heresias, quantidade de freiras bruxas, etc. etc. A um Concílio pastoral, remédios pastorais. É tão óbvio que até arde.


Se há um verdadeiro espírito do Concílio, aquele que o fez ser reunido em busca de melhores soluções pastorais para a guia dos fiéis rumo à vida eterna, é esse mesmo espírito que exige, como tem pregado com ênfase o papa Bento XVI, o fim dos escândalos e extrapolações pastorais de toda ordem que se seguiram ao encerramento do Concílio e a retomada urgente do fio da Tradição católica que faz da Igreja una, tanto no espaço como no tempo.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Terrorismo gay: ativista entra atirando em sede de organização cristã



Um militante gay, Floyd Corkins, de 29 anos, invadiu há cerca de uma semana a sede da instituição conservadora cristã FRC, em Washington, e aos gritos de "Eu não gosto da política de vocês" atirou no guarda de plantão, ferindo-o no braço. O guarda, porém, conseguiu mesmo assim imobilizá-lo, num ato heroico que certamente salvou a vida de muita gente. O terrorista tinha no bolso o endereço de outra sociedade de defesa dos valores cristãos, a que provavelmente deveria fazer outra de suas delicadas visitas.

Escusado é dizer que notícias sobre esse tipo de terrorismo jamais chegam aos noticiários e à grande imprensa no Brasil.

O rapaz acabou preso (ué, por quê?) e, por incrível que pareça, ainda não recebeu nenhuma medalha do presidente Barack Obama, que provavelmente espera o fim das eleições para condecorá-lo.

Cientificidade da Economia


Meu único remorso na vida foi
não ter bebido mais champanhe. (Lord Keynes)

Como o demonstra pela enésima vez a presente crise, a Economia é a ciência de, com métodos de extremo rigor e precisão, chegar a resultados completamente errados.

sábado, 18 de agosto de 2012

Maçonaria e liberdade de expressão



Vídeo estarrecedor, em que vemos um estudante da Universidade da Flórida, nos EUA, ser detido e eletrocutado em público durante uma palestra, depois de dirigir a John Kerry, - ex-candidato do partido democrata à presidência dos EUA em 2004 - a seguinte pergunta : É verdade que você e Bush fazem parte da mesma sociedade secreta? O rapaz dá mostras de ter terminado e querer se retirar, mas é imediatamente agarrado e em seguida imobilizado, algemado e eletrocutado em público por nada menos do que seis seguranças da loja maçônica Universidade, enquanto grita primeiro por socorro e, depois, de dor.

Naquelas eleições americanas, ambos os candidatos, George W. Bush e Kerry, eram membros ativos dessa omnipotente sociedade maçônica, e durante os debates de TV que precederam as eleições - ver abaixo - ambos admitiram o fato e ambos se recusaram a prestar esclarecimentos ao eleitorado americano. Fica claro que para esses boçais mafiosos o povo americano é o que menos conta, e só serve para ser bucha de canhão nas guerras iluminadas em prol da "Democracia". Como, a fortiori, o povo de todos os outros países.

Que uma sociedade secreta seja imperial o bastante para ter entre seus membros ambos os candidatos ao cargo supostamente mais poderoso do planeta (mas será mesmo?), certa o bastante da impunidade para prender e eletrocutar em público um estudante americano que ouse fazer uma pergunta sobre o assunto e, o que é pior, invisível o bastante para jamais ver o episódio mencionado pela grande mídia, mesmo tendo sido filmado por várias câmeras de diferentes ângulos, eis um bom termômetro do grau de totalitarismo manipulador a que nós, pobres terráqueos, estamos submetidos.


Note-se que o tenebroso criptocrata não mexe um dedo para proteger o rapaz  e tenta cinicamente dar sequência à palestra, enquanto o rapaz pede socorro e grita de dor pelos choques elétricos recebidos dos leões de chácara da loja maçônica Universidade.

Eis aí um grande caso de amor à liberdade de expressão!

Outro aspecto particularmente vomitivo do caso é a passividade da assistência e da comunidade acadêmica, sempre tão sensível quanto às suas liberdades - menos, é claro, quando se mexe com quem manipula os fiozinhos que movem seus pequenos cérebros domesticados.

Aqui vão as entrevistas em que os dois candidatos admitem ser membros da maçônica Skull & Bones e se recusam a falar a respeito.



Tradução:

- Vocês dois são da Skull & Bones, a sociedade secreta...
- Tão secreta que não podemos falar a seu respeito.
- O que isso significa para o país?
- (silêncio)
- Vai surgir uma teoria conspiratória...
- (risada amarela) É, eu vi na Internet.
- Número 322?
- (silêncio)



Tradução:
- Vocês dois são membros da Skull & Bones, uma sociedade secreta de Yale. O que pode nos dizer a respeito?
- Não muita coisa, porque é secreto (risada amarela).
- Há um aperto de mãos secreto, um código secreto?
- Gostaria que houvesse algo secreto que eu pudesse revelar...
- 322, o número secreto?
- Sei que há todo tipo de coisas secretas, mas uma coisa não é secreta: eu discordo da direção que este presidente está dando ao país e podemos fazer melhor que isso e pretendo fazê-lo.

Essas duas entrevistas deixam mais claro do que o sol que acima da política visível de mediocridades como Bush e Kerry funciona  o verdadeiro poder que move a máquina política nos EUA e, por conseguinte, no mundo. Trata-se de poder oculto, cuja violência e prepotência só têm igual na impunidade e na invisibilidade, que o tornam  imune a qualquer controle ou limitação.

Pobre planeta.

Bergson e Péguy


Uma página importante do catolicismo europeu foi escrita a quatro mãos por Henri Bergson, o grande filósofo, e Charles Péguy, poeta e presença importante nas guerras culturais da virada do século XIX para o XX.

De origens e itinerários absolutamente distintos, tanto o filósofo judeu como o poeta de origem humilde acabariam convertendo-se ao catolicismo.

Se a obra poética de Péguy é uma amostra impressionante de como a Fé pode moldar o mais puro lirismo, a filosofia de Bergson continua sendo fonte inesgotável de ensinamentos para o cristão que dela se aproxime com a devida atenção. De grande atualidade sobretudo é a sua defesa da espiritualidade da memória e sua refutação do monismo e do paralelismo mente/corpo, desenvolvido em seu genial Matéria e Memória. O mesmo Maritain, que lhe dedicou uma crítica devastadora, reconhecia que em muitos pontos a argumentação bergsoniana nesta área havia sido definitiva. No fim da vida, Bergson, já uma celebridade mundial, vencedor do prêmio Nobel e um dos intelectuais de maior prestígio no planeta, reconheceu a pertinência de muitos pontos levantados pelo tomismo do jovem Maritain, numa demonstração de amor à verdade e de honestidade intelectual e espiritual rara na história da filosofia.

Aqui vai um trecho de um belíssimo livro, hoje esquecido, que trata exclusivamente da relação entre Bergson e Péguy:  Bergson maître de Péguy, de André Henry, Paris, Elzévir, 1948. É um breve paralelo entre a incomensurabilidade da intuição à linguagem em Bergson e da mística à sua diluição política em Péguy:


Se é verdade que para Bergson toda intuição filosófica se nega ao se exprimir e que para Péguy toda mística se degrada em política, é para o centro de origem de toda intuição e de toda mística que se voltarão Bergson e Péguy para satisfazer uma sede de absoluto que a multiplicidade enganosa do criado não poderia saciar. É o que verificamos continuamente, tanto para um como para outro. Para Bergson, o verdadeiro filósofo não é o que exprime de uma só vez e de maneira definitiva a sua intuição, mas o que é atormentado por uma insatisfação inata e que não cessa de sofrer da distância que separa uma intuição viva de sua expressão necessariamente aproximada. Nunca, para Bergson, o verdadeiro filósofo poderia transmitir a totalidade de seu testemunho, e é o doloroso destino de uma obra permanecer eternamente inferior à intenção que a suscitou. Da mesma forma, para Péguy, o revolucionário místico não é o que faz só uma vez a sua revolução e só estilhaça os quadros sociais para promover outros sistemas hierárquicos que lhe pareçam mais justos ou lhe sejam mais proveitosos. É aquele em que a dolorosa certeza de ver seu sonho inevitavelmente desfigurado pelas sucessivas realizações alimenta uma indignação insaciável. Mas é também aquele que sabe que o fervor criador supera em dignidade os mais brilhantes sucessos da criação. É por isso que ele acabará alimentando essa insatisfação metafísica que é o sinal mais seguro da presença nele de uma graça que não repousa jamais.

(pp. 305-306)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Da encarnação do Verbo à sala de bate-papo


A decadência da Fé vai de par com a corrupção da linguagem.

O Verbo que cria o mundo e nos salva com sua encarnação reduzido à condição de boato.

No Cristianismo, a palavra é divina. Daí o rigor e a intransigência na defesa do depósito da Fé e no combate à heresia.

Qualquer tentativa de restauração da Fé passa pela restauração da seriedade da palavra.

E é essa seriedade que traça os limites de todo ecumenismo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Paul Valéry e o Mensalão



Dizia Paul Valéry que a formulação de leis é mais nobre função da linguagem.

Assistindo agora às deliberações do STF, a observação do poeta francês serve de parâmetro para medir o infinito: o processo de aviltamento que atingiu o Direito no Brasil.

Toda aquela prolixidade burra e narcisista, de quem tem como maior prazer ouvir o som da própria voz, posta a serviço do crime e da impunidade.

De vomitar.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A alegria sensível e a alegria espiritual


O que está por trás de boa parte da desorientação que hoje atinge amplos setores da Igreja de Cristo é a desastrosa perda do senso da separação entre o espiritual e o sensível.

A Fé justifica-se pelos sentimentos que proporciona. É preciso sentir mais do que crer: eis o grande erro.

Exemplo disso é a interpretação sensível do que dizem as Escrituras sobre a alegria dos filhos de Deus. É essa interpretação que abre caminho para monstruosidades como o showzinho de Medjugorje mostrado abaixo, com seu balé composto por padres e freiras. Se já tínhamos de aguentar chacretes e paniquetes, agora temos também os medjugoretes. Tudo em nome da alegria evangélica!

Mas nunca foi essa a leitura feita pela Tradição da recomendação de Jesus Cristo: Não se perturbe o vosso coração.

Aqui vai a tradução inédita de um belo texto do padre Gilles Vauge, oratoriano, a respeito das relações entre a sensibilidade e a alegria dos filhos de Deus. Tradução Yours Truly.


Não devem aqueles que vivem na piedade deixar-se abater e desencorajar por não sentirem em si essa paz e  essa alegria e, ao contrário, muitas vezes se sentirem angustiados e agitados; nem se deixem persuadir com isso de que não participem da justiça Cristã. No admirável sermão após a ceia, em que Jesus Cristo recomenda tantas vezes a alegria e a paz como o legado mais precioso que queria deixar a todos os verdadeiros discípulos, encontramos de que tranquilizar essas pessoas piedosas. Jesus Cristo teve o cuidado de dizer expressamente: Não se perturbe o vosso coração. Teve até o cuidado de dizer uma segunda vez: Não se perturbe o vosso coração e não se deixe abater pelo medo. Jesus Cristo, portanto, só proíbe a aflição do coração que vem da pouca confiança em seu poder e bondade. Não proíbe a aflição nem as angústias dos sentidos e da imaginação, de que nem sempre a alma é senhora. Enquanto a parte inferior está agitada, a parte superior da alma pode e deve conservar-se na paz.
O mesmo Jesus Cristo, por espantosa humilhação, mas tanto mais digna de seu amor infinito, quanto mais indigna de sua majestade, quis experimentar a aflição, o medo e a tristeza, até cair numa agonia que, por inaudito prodígio, tirou de todas as partes de seu corpo um suor de sangue que escorria para o chão; e enquanto sobre a cruz sacrifica a vida pela glória do Pai, queixa-se de que seu Pai o abandonou, fazendo que sua alma santa carregue todo o peso de sua justiça e da santidade, mergulhando-a num mar de dores, de amargor e de desolação; tirando-lhe todo outro prazer, toda outra alegria, todo outro consolo senão o de obedecer, apesar de tudo, à vontade do Pai. Eis até onde a caridade infinita o rebaixou, para tranquilizar e consolar os mais fracos dos seus seguidores na aflição, no medo, na tristeza e na privação de toda alegria e de todo consolo sensível que sentem ao longo da vida cristã; e para lhes  ensinar, tanto quanto aos mais perfeitos, que devem tudo sacrificar a Deus, considerar-se felizes por obedecerem a Ele e por sofrerem por seu amor a privação de todo outro consolo e de toda outra alegria, a não ser a de fazer a sua santa vontade apesar de tudo.
Enquanto a parte inferior da alma está entregue à aflição, ao temor e à tristeza, pode, portanto, haver na parte superior certa alegria e certa paz. E essa alegria e essa paz são muito verdadeiras, embora não sejam sentidas por causa do medo e da tristeza que ocupam a imaginação e os sentidos. Está escrito que o justo vive da fé, mas não do sentimento. Quando os Ministros da Igreja batizam, consagram o Corpo de Jesus Cristo, dão a absolvição, esses Ministros não sentem em si esses poderes divinos de tornar presente corporalmente Jesus Cristo em nossos altares, de retirar as almas do inferno e de lhes abrir o Céu pela remissão dos pecados que lhes dão pelo Sacramento do Batismo ou da Penitência; nem os que recebem esses Sacramentos sentem em si esses efeitos admiráveis: e no entanto nem uns nem outros jamais duvidam disso: julgam pela fé, e não pelo sentimento. É preciso igualmente julgar essa paz e essa alegria que Deus nos recomenda com tanta força nas Escrituras do velho e do novo Testamento, não pelo sentimento, mas pelos princípios da fé. É verdade que essa paz e essa alegria é às vezes sensível; é, então, certa doçura, certo afeto, certo gosto que Deus dá com maior frequência no começo da conversão do que depois. Devemos receber essa graça com humildade, mas sem nos apegarmos demais a ela; pois Deus muitas vezes a retira depois que as almas se fortalecem e tomam raiz nas virtudes cristãs. É útil para elas que essa alegria sensível não dure para sempre. Mas em seu lugar Ele põe uma alegria mais íntima, uma alegria totalmente espiritual, uma alegria que apesar até da aflição dos sentidos e da parte inferior da alma permanece oculta no fundo do coração e no imo da vontade. E tal alegria não é senão certo vigor, certa força toda interior e espiritual, que sustenta a alma contra as tentações; que a faz cumprir todos os deveres, pelo menos nas coisas essenciais; que a mantém submissa a Deus e à sua santa vontade em meio até às maiores agitações; que a torna superior a todas as falsas alegrias e às doçuras mortais do pecado, e que a faz preferir o prazer e a alegria de viver na castidade, na humildade, na caridade, na temperança e nas outras virtudes cristãs, ao prazer que poderia obter, como tantas outras, nos crimes opostos a essas virtudes.
Essa paz e essa alegria é inseparável da justiça Cristã, e está sempre no fundo do coração de todos os justos, embora a aflição e o temor que agitem a parte inferior as levem a crer que não a têm. Assim é que São Bernardo tranquiliza e consola essas almas piedosas: “Muitos há, diz esse Padre (1), que se queixam de raramente experimentarem essa afeição sensível e esse prazer mais doce que o mel mais excelente, como diz a Escritura. Não veem que isso vem de Deus exercitá-los nas tentações e nos combates; e que mostram muito mais firmeza e coragem quando abraçam assim as virtudes, não pelo prazer que nelas encontram, mas pelas virtudes mesmas, apenas no desejo de agradar a Deus; e a isso se dedicam com toda aplicação, embora não com total satisfação. E não há dúvida de que aquele que assim age obedece perfeitamente a essa recomendação salutar do Profeta: Alegrai-vos no Senhor, porque o Profeta não fala tanto dessa alegria sensível que nasce do afeto, quanto de uma alegria efetiva que produz a ação; pois esse afeto pertence propriamente à beatitude que esperamos no céu; e a ação pertence à virtude que devemos praticar nesta vida”.
(Pe. Gilles Vauge, De l'Espérance Chrétienne contre l'Esprit de Pusillanimité & de Défiance, & contre la Crainte excessive, Paris, 1778, pp. 38-44).



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Na companhia de Satã, para sempre


Os discípulos de Satã terão seus votos satisfeitos e passarão toda a eternidade com o mestre.
Se a companhia vai ser tão agradável como creem, são outros, muito outros quinhentos.

domingo, 12 de agosto de 2012

Medjugorje e a morte intelectual dos católicos


O "Alegrai-vos" evangélico não é um convite e brincar de marcha-soldado.

Há séculos, os inimigos da Igreja têm procurado atingi-la na cabeça, para que o golpe seja mortal. Daí as campanhas pela escola gratuita laica - ou seja, anticatólica - na França, o fim do estudo do latim, a exclusão dos intelectuais católicos do mundo acadêmico, a avacalhação sistemática das universidades católicas etc.

O vídeo acima mostra que a morte intelectual já atinge em cheio amplos setores do catolicismo.

Nunca vi nada mais chocante. Como é deprimente ver veneráveis sacerdotes de cabelos e barbas brancas, vestindo batina, e dançando como garotas de jardim de infância ao som de uma musiquinha de imbecilidade abismal.

O céu não é um enorme parque de diversões, nem Deus uma versão vitaminada de Beto Carreiro.

Se eu não tivesse visto, não acreditaria. São milhares de católicos (soi-disant, pelo menos), destinatários de direito da mensagem do Logos encarnado, agindo alegremente como retardados.

Se o vídeo mostrasse uma festinha escolar para crianças do maternal, com no máximo quatro anos de idade, até que seria tolerável. Mas para nossa consternação e desespero,  são todos adultos, só a idade mental é de quatro anos.

Sabemos que a Igreja conta com a promessa de Cristo de que não vai ser vencida. A promessa, porém, não se estende a todos os fiéis. A julgar pelo vídeo acima, amplos setores do catolicismo estão com a morte cerebral por um fio.

Por outro lado, mais e mais gente tem se dado conta da gravidade da situação. Neste vídeo de Michael Voris, vemos uma reunião de intelectuais católicos - o Roman Forum - que acontece todos os anos na Itália, justamente para tratar do problema.

This program is from ChurchMilitant.TV

Que Deus nos ajude a fazer renascer a vida inteligente no interior da Igreja de Cristo.


Democracia e manipulação


Na democracia, o povo é soberano, é quem tem a última palavra. Manipulá-lo é despojá-lo dessa soberania e entregá-la ao manipulador, senhor das decisões populares.

Para os verdadeiros democratas, portanto, este seria o crime máximo, pois atinge o regime em sua essência mesma.

É engraçado, mas eu nunca vi nenhum político profissional que se preocupasse minimamente com isso.

A primeira via prática


Há uma primeira via prática, que mostra, em analogia com a primeira via teórica, a necessidade de um primeiro motor moral das prescrições e proibições.

sábado, 11 de agosto de 2012

João Paulo II jamais disse que o darwinismo fosse mais que uma hipótese

O cardeal Sodano, suposto autor da fraude, 
ao lado da criminosa de guerra Condoleezza Rice

Lembro-me muito bem do dia em que foi publicada uma declaração atribuída ao papa João Paulo II acerca do darwinismo. Segundo foi noticiado, o papa teria afirmado que a teoria da evolução seria "mais do que uma hipótese".

Imaginem a ducha de água fria que foi a divulgação do infeliz palpite papal para os católicos que lutavam para defender uma concepção cristã do mundo contra os assaltos do ateísmo darwiniano.

Pois bem, leio hoje no site de Robert Sungenis  uma carta enviada por gente muito próxima do papa polaco que garante que João Paulo II jamais escreveu aquela frase. Ela teria sido inserida no documento enviado à imprensa pela máfia progressista da Cúria romana, gente ligada ao lúgubre cardeal Sodano.

Meno male para a memória de João Paulo II, e mais uma desonestidade na conta já kolossal do progressismo pós-conciliar.

É verdade que tenho lá as minhas dúvidas sobre a questão. Como a declaração foi amplamente divulgada na época em todo o mundo, seria fácil para o papa emitir uma nota de esclarecimento sobre o caso. Ele não o fez. Paciência. Mas pelo menos não foi o autor da obra. Ponto para ele.

PS: Segundo o romance The Windswept House, de Malachi Martin, o cardeal Sodano seria um dos chefes da clique satanista do Vaticano, núcleo duro dos escândalos sexuais que sacudiram a Igreja nas últimas décadas. Como se trata de romance à clef, não há como ter certeza, mas é o que consta de  uma chave de leitura amplamente divulgada pela internet e que nunca foi desmentida, que eu saiba.
De qualquer forma, trata-se de um clássico da literatura católica mais recente, e vale a pena ser lido. No mesmo site de Robert Sungenis, alguns vídeos com uma entrevista de Malachi Martin sobre o Vaticano, a Nova Ordem Mundial e o terceiro segredo de Fátima, a que Martin teve acesso.


Medjugorje: Nossa Senhora no espírito de Woodstock



Como Nossa Senhora está mudada em Medjogorje! Nem parece a mesma de Lourdes, La Salette, Fátima e Garabandal!
Pensar que em Garabandal ela chegou a cancelar uma de suas visitas só porque estava acontecendo um baile na aldeia!
Que será que aconteceu? Será a influência de Woodstock? Terá a maresia e a música de Hendrix e cia. mudado a concepção do mundo da Santíssima Virgem?

De qualquer forma, ver essas freiras e padres dançando neste patético vídeo foi um dos pontos máximos de minha vida. Sob que aspecto, prefiro deixar a meus caros leitores adivinharem.

Deus, em sua infinita misericórdia, quis para nosso bem deixar um sinal infalível da oposição essencial entre o sagrado e o mundano: a impossibilidade. Para grande pesar dos especialistas em liturgia da CNBB, é impossível unir o sagrado e o mundano num todo harmonioso. Toda tentativa nesse sentido cai necessariamente no ridículo.


Charles Péguy, a mística e a política


Já dizia Péguy que tudo começa na mística, mas acaba na política. É em resumo o que  se passou do Cenáculo ao pós-Concílio, ou de Anchieta a Leonardo Boff na Igreja do Brasil: o itinerário da grande decadência.
O plano da Fé está muito acima do da política. e subordinar o primeiro ao segundo é fórmula infalível de desastre.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sr. Jesus, esse nome tem poder



O "sr. Jesus" evangélico é uma espécie de incrível Hulk que se dedica a duas especialidades: uma farmacêutica, o ambulatório popular, e outra finaceira, a pequena usura.

No primeiro caso o "sr. Jesus" não é lá muito competente, mas de vez em quando consegue amenizar durante alguns dias os incômodos de um furúnculo, uma dor nas junta, uma hemorróida, uma unha encravada. Coisa mais séria, como câncer, infarto, aí já é melhor levar a um especialista. Com saúde não se brinca!

Enquanto não aprimora seus conhecimentos médicos para fazer jus ao título de "dr. Jesus", o "sr. Jesus" também tem lá suas limitações no campo da usura, mas de vez em quando também consegue arrumar uns trocados para os que torcem por ele e pagam em dia o carnê do bispo. É claro que no total já vêm descontados os 80% do dízimo e das campanhas, mas  que se há de fazer, nada é de graça nesta vida. Nem o que vem do "sr. Jesus", que no seu tempo foi um próspero empresário no ramo de mobílias - o que os cristãos menos modernos chamam de carpinteiro..

Também como usurário, o sr. Jesus não ousa entrar no grande mercado financeiro internacional, deixando a macroeconomia para brokers mais competentes. Jogar na bolsa é coisa séria, não é para amadores.

O mundo dá voltas: Rússia, maior defensora do cristianismo


Como o mundo dá voltas. Palco e vítima de uma das maiores vergonhas da história da humanidade, a revolução soviética, com suas dezenas de milhões de mártires do Evangelho, hoje a Rússia tem provavelmente o governo mais cristão do planeta. E não só da boca para fora, como é o caso de muitos políticos de várias partes do mundo - até Barack Obama, o fanático pró-aborto e pró-casamento gay,  se diz cristão! - mas com ações concretas.

Dois exemplos recentes: um conjunto satanista russo, Pussy Riot, interrompeu  uma cerimônia numa igreja ortodoxa cantando blasfêmias contra Cristo. O governo não teve dúvidas, e as três "artistas" (como as chama a mídia corrupta, talvez por ironia) estão sendo processadas, e provavelmente pegarão alguns aninhos atrás das grades.

Que contraste com a França, onde o governo financia amostras de "arte" em que imagens de Cristo são mergulhadas em urina; ou com os EUA, que querem forçar os hospitais católicos a realizar abortos, sem direito a objeção de consciência.

Outro exemplo: após prestar o seu apoio ao mesmo grupo blasfemo em show apresentado em Moscou, Madonna foi definida com precisão cirúrgica pelo vice-primeiro ministro russo, Dmitri Rogozine, em sua página do Facebook: "Com a idade, toda puta velha quer dar lições de moral a todos."

Que diferença com o Brasil, em que o mesmo show de Madonna está sendo financiado pelo Banco do Brasil!

Some-se a isso o corajoso veto russo ao massacre da Síria independente, advogado pelos governos pretensamente "cristãos" de países como os Estados Unidos, a França ou a Grã-Bretanha, mas na verdade inimigos mortais de Deus e da Igreja.

Mas o mais legal é que tudo isso mostra mais uma vez a vitalidade do Cristianismo contra seus velhos inimigos. De nada adiantou verterem o sangue de milhões e milhões de mártires russos, pois isso só fez renascer a Fé naquele grande país cristão.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Vaticano II e a solução dos problemas da Igreja


Todos os Concílios foram convocados para dar resposta clara a problemas vividos pela Igreja, menos o Concílio Vaticano II, que complicou muito mais problemas do que resolveu.

Ego sum ostium


Deus, àqueles que ama, fecha todas as portas, menos a única.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cristo crucificado e a decadência


Forçoso é reconhecer que a imagem de Cristo crucificado não deixa muito espaço à noção de decadência - em sentido absoluto - no Catolicismo.

A máfia gay dentro da Igreja - The Vortex

This program is from ChurchMilitant.TV
 Importante denúncia de Michael Voris acerca da máfia gay dentro da Igreja. Segundo ele, trata-se de infiltração muito mais nefasta e poderosa do que o fiel comum possa imaginar.


Um dos grandes legados que a Grande Avacalhação nos deixou.

Em inglês. Para ler o script do vídeo, clique aqui

PS: Estou tendo dificuldades para incorporar este vídeo. Se você não conseguir ver o vídeo nesta página, poderá vê-lo no site de Michael Voris, clicando aqui.

sábado, 4 de agosto de 2012

Fim de linha, desçam todos


Para os católicos "conservadores", que saibam francês e tenham estômago forte, mas muito forte mesmo, recomendo que leiam este artigo publicado num site "liberal" francês acerca das práticas desenvolvidas num bucólico hotel do interior da França. Depois, sugiro que reflitam sobre a questão:  o que há ainda para ser conservado numa sociedade que chegou a este ponto de abominação?

É o fim da linha, a Europa maçônica e anticristã chegou a um impasse e não pode descer mais baixo. Por mais que se esforce.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Quebra cabeças bíblicos


A Bíblia é um quebra-cabeças, e a teologia é a arte de montá-lo. E vice-versa.

Por que estudar a teologia pré-conciliar


Quando se tem uma casa arrasada, meio desmoronada, pichada, saqueada, sem teto, o jeito mais fácil de pôr as coisas em ordem é ter o plano do edifício para poder reformá-lo.
E a última vez que a Igreja foi vista de pé, inteira, foi nas épocas que precederam o Concílio Vaticano II.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Cronologia e informação


A contagem bíblica do tempo talvez se refira a um tempo "significativo" e não "cronológico": 1 bilhão de anos que se passem sem que nenhuma informação se produza valem um minuto para Deus. O número do tempo seria função da quantidade de informação (Logos) nele implicada.

Haveria, assim, uma vertiginosa desaceleração do tempo a partir do início da história.

Gore Vidal, conspiracionista



Morreu Gore Vidal, um dos maiores nomes da literatura americana  do século passado. Muita besteira vai ser dita pelos manipuladores profissionais, mas certamente nada sobre a sua postura decididamente independente com relação aos "atentados" de 11 de setembro, tal como se revela na entrevista acima.

Muita gente, de todos os quadrantes políticos e espirituais, já percebeu o tamanho da farsa que vivemos, e muitos tentaram pôr a boca no trombone.

O problema é a grande imprensa, essencialmente corrupta - como bem a define Vidal -, que neutraliza completamente qualquer tentativa de se falar a verdade.