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domingo, 15 de julho de 2012

Parada gay x Marcha para Jesus: como manipular as massas


A atual competição que se estabeleceu em São Paulo, mui espontaneamente, é claro, entre duas manifestações públicas, a parada gay e a marcha para Jesus, poderia servir de exemplo de manual de como as máfias manipulam as massas em proveito de seus próprios objetivos - das máfias, obviamente.

A ideia é encurralar a Igreja entre os chifres de um falso dilema: ou parada gay ou marcha para "Jesus".

Em primeiro lugar, busca-se uma falsa alternativa como solução a um problema, em que ambos os termos sejam inaceitáveis para aquele a quem se queira prejudicar - no caso, a Igreja católica. É preciso criar uma situação perdedora, em que todas as respostas possíveis pareçam resumir-se a um par aparentemente contraditório de tipo "ou...ou...". Como se "parada gay" fosse uma "não marcha para Jesus" e vice-versa, o que fecharia a alternativa numa espécie de caso concreto do princípio do terceiro excluído!

Satura-se o campo das reações possíveis ao problema da moralidade sexual por meio da contraposição de dois termos igualmente inaceitáveis à Igreja, alvo da manobra: por um lado, defendendo a revolução sexual, a parada gay; por outro, defendendo os valores morais, as igrejas evangélicas. Ou você defende um, ou defende o outro; ou defende a parada gay ou a marcha para Jesus. Mas em ambos os casos você terá de se opor à Igreja.

Com isso, consegue-se excluir a Igreja, forçá-la ou a ficar fora da disputa pelos valores morais, ou a defender uma das partes igualmente indefensáveis da falsa alternativa.

Tudo isso, é claro, regado a generosos patrocínios governamentais e das grandes empresas, além de ampla cobertura da grande mídia, serva fiel da criptocracia.

Situação  perdedora para a Igreja, e situação win-win para a máfia.

That's it.

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